No futuro próximo, teremos construções feitas quase inteiramente de vidro, essa é a aposta do MIT com sua impressora 3D de vidro.  Ao longo dos anos, os fabricantes tem procurado maneiras de melhorar as propriedades físicas do frágil vidro para aumentar sua força, clareza e forma. Em 2015, o Mediated Matter Group do MIT, um grupo de pesquisa conduzido por Neri Oxman que se concentra na fabricação digital, design computacional e na biologia sintética, desenvolveu uma impressora 3D que usa vidro fundido para fabricar peças complexas.

No mês passado no Milan Design Week, a equipe estreou uma instalação que mostra como a impressora 3D de vidro GLASS II pode criar objetos de grande formato para arquitetura. A instalação foi composta por colunas de vidro com uma luz motorizada em seu interior. Como a luz se move lentamente para cima e para baixo, a coluna cria no chão incríveis desenhos pulsantes devido a superfície texturizada do vidro que apenas pode ser conseguido através de fabricação digital. O objetivo do projeto é imprimir em escala arquitetônica.

A impressora GLASS II também tem potencial para novas funções como a de criar fachadas de vidro, que captam a luz solar de maneiras muito específicas. A GLASS II pode imprimir “bolsões” em uma estrutura para que se possa criar espaços para o cultivo de organismos sensíveis à luz para produzir biocombustíveis. A perspectiva desta abordagem de design, é a de ver o edifício não como uma máquina, mas como um organismo, uma estrutura que é feita de um único material que pode agir como estrutura e pele.

A nova tecnologia de impressão 3D de vidro continua a ser uma ferramenta experimental e o MIT não pretende comercializá-la em breve. Experiências com a química do vidro para incorporar cor e investigar seu efeito sobre a absorção de luz e calor estão sendo feitas como também a adição de grafeno para tornar o vidro super resistente e condutor de eletricidade. O grafeno por causa de suas ótimas propriedades mecânicas e térmicas se tornou o material ideal para o desenvolvimento de dispositivos e sensores eletrônicos e eletromecânicos.

Mas o grafeno está sendo utilizado no vidro para criar um material super forte, resistente ao desgaste e condutor. Pesquisadores do Centro para Materiais de Carbono Multidimensionais (CMCM) do Instituto de Ciências Básicas (IBS) na Coreia do Sul dizem que o grafeno pode até ajudar a resolver o problema da corrosão do vidro. O objetivo é desenvolver um revestimento que seja fino e transparente, e oferece uma camada protetora contra a corrosão, oxidação, fricção, infecção bacteriana, radiação electromagnética, etc. No futuro poderemos construir prédios quase inteiramente de vidro inteligente e super resistente.

A arquitetura está prestes a sofrer uma revolução com a impressora 3D de vidro  stylo urbano

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