Você tem o que é preciso para cortar fora o desperdício na moda? Com essa pergunta em mente, a competição de moda sustentável EcoChic Design Award, quer desafia os estilistas emergentes a criarem formas de reduzir e reutilizar os resíduos têxteis produzidos pela indústria da moda em suas coleções. A nova edição da competição internacional EcoChic 2015/16 em Hong Kong, abriu recentemente suas portas e está comemorando seu quinto aniversário e seu rápido crescimento desde a sua inauguração em Hong Kong em 2011, dando oportunidade a estilistas de 100 países entre Ásia e Europa, para mostrarem seu talento ao mundo.

Os organizadores pretendem incentivar as práticas de design sustentáveis ​​na indústria da moda, coletando adeptos e especialistas de vários setores da indústria que vão de juízes para estilistas e modelos. A estilista e juíza da competição, Orsola de Castro, que também é conhecida por ser co-fundadora da Estethica e Fashion Revolution, disse que o EcoChic Design Award está crescendo para se tornar uma plataforma internacional. A competição tem realmente ajudado uma nova geração de designers para ver a sustentabilidade sobre uma luz diferente.

E é isso que está acontecendo com designers de Mumbai para Milão que estão vendo os resíduos têxteis sobre uma nova luz. Agora esses resíduos são uma oportunidade para a criatividade consciente e uma nova onda de designers que estão reutilizando os resíduos da cadeia têxtil, como roupas e retalhos de tecidos descartados para criar os novos projetos sustentáveis e ​​contemporâneos de hoje.

Esta nova onda do trabalho dos jovens designers também está recebendo ajuda das celebridades conscientes, que em todo o mundo estão cada vez mais usando sua fama no ativismo da moda sustentável. A Supermodelo chinesa Chen Bonnie, que desfila para vária grifes de moda do mundo todo, é uma ativista da sustentabilidade na moda e usa sua fama como embaixadora da competição.

Desde que comecei a apoiar o concurso, eu descobri que os designers influenciam cerca de 80 a 90 por cento dos custos ambientais e econômicos de um produto. Isto mostra o quão importante é o papel dos designers na condução de uma mudança sustentável necessária no setor de moda. O EcoChic Design Award é importante porque precisamos educar os designers de moda emergente para serem mais sustentáveis “, disse Chen Bonnie.

Para saudar esta nova onda de designers sustentáveis ​​que estão surgindo a partir do concurso, Bonnie não só desfila várias das roupas feitas com reaproveitamento de resíduos, mas ela tem uma mini-série de TV online chamado Cutting It Fine onde a modelo apresenta e entrevista os finalistas do concurso EcoChic e mostra como seus desenhos ganham vida na pista.

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Mas agora, com pouco menos de dois meses até o prazo da competição em Hong Kong, os designers da Ásia e da Europa estão sendo incentivados a correr com seus projetos para poderem participar do evento e é uma pena que esse concurso não se estenda também para as Américas. Os estilistas com experiência de menos de três anos podem se inscrever para o Prêmio do EcoChic Design Award até 15 de Agosto de 2015, www.ecochicdesignaward.com para ter a chance de colocar-se firmemente no hall da fama da moda sustentável. Simplesmente maravilhoso!

O que achou da competição de moda sustentável EcoChic? Comente.

4 Comentários

  1. Sou estilista formada há 4anos.
    Fico super contente quando vejo essas iniciativas .. E espero que logo chegue ao Brasil.
    Mas me surgiu uma dúvida: O que fazem com as peças dos desfiles? Pois, as peças do meu trabalho de conclusão de curso está guardada no meu armário já faz 4 anos.
    Se alguém tiver uma resposta para essa dúvida, ficaria muito feliz.

  2. Sou estilista formada há 4anos.
    E Gostei muito do artigo! E quero muito que isso aconteça aqui !
    Porém me surgiu uma dúvida. O que acontece depois com as peças do desfile? Pois as minhas peças do desfile, ficaram guardadas no armário…
    Ficaria muito feliz se alguém tiver uma resposta para a minha dúvida !

    • Ji Ae Um nem sempre as peças que aparecem nos desfiles vão ser comercializadas mas pode haver também lojas de vanguarda que servem para esses jovens designers e que tenham clientes que compram essas peças exclusivas. Mas isso é questão de cultura de cada país.

      • Renato, primeiramente muito obrigada pela resposta rápida!
        Realmente em questão cultural, vejo que na China tem uma aceitação mais fácil (pela experiência que tive quando fui viajar pra lá).
        Fico me perguntando como poderia ser feita essa iniciativa aqui no Brasil.
        Tenho um projeto em mente que ainda não saiu do papel. Mas quero colocá-lo em prática.
        Todos os artigos que você disponibiliza aqui está me ajudando muito!
        Obrigada !

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