Vinda da enigmática Islândia, a multi-talentosa cantora Björk estendeu seus braços por todos os cantos do mundo com sua influência. ´É claro que nos campos da moda, arte visual, ciência e música ela deixou sua marca. Desde que ela se mudou para Londres, na casa dos vinte e fez seu debut internacional com o álbum “Post”, ela continuou a confundir a nossa expectativa de que um artista pode ser.

Bjork tem uma alma de criança e vai continuar a nos confundir e surpreender nas próximas décadas. Vamos olhar mais de perto os diferentes elementos que fizeram dela quem ela é. Uma artista única e original que adora mesclar arte, música e moda.

PAISAGEM

No videoclipe de seu single “Joga” dirigido por Michel Gondry, a ideia da paisagem da Islândia na obra de Björk aparece em uma de suas formas mais poderosas. Em um estilo de edição rápida, a câmera rodopia acima dos vales verdejantes, antigas formações rochosas e rios enquanto Björk canta sobre “paisagens emocionais.”

Este cenário dramático está em toda parte no trabalho de Björk, e ela emprestar seu nome para campanhas ambientais numa tentativa de proteger sua terra natal contra a devastação das grandes empresas. Sua colaboração inovadora com o Nordic Council inspirou o Programa Educacional Biophilia , adotada por vários países do Norte da Europa em suas escolas. Os clips musicais Mutual Core e Virus mostram uma incrível fusão entre moda e escultura através da computação gráfica.

MODA

De muitas maneiras Björk é mais reconhecível por sua abordagem pouco ortodoxa na moda como ela é para a música. O estilo dela é altamente individualista e todos nos lembramos do inusitado vestido de cisne que ela apareceu no Oscar. Quando ela entrou em cena nos anos 90 suas escolhas de moda sofreram influência, em grande parte, pela estética do punk de sua adolescência com um vibe futurista hippie.

No momento em que ela chegou em 2000, ela foi recebida de braços abertos pela indústria da moda, colaborando com designers de moda como Viktor and Rolf, M/M (Paris), Alexander McQueen e Iris Van Herpe. Tanto como pessoa e artista, Björk sempre olha para o futuro buscando novas maneiras de se expressar através da música e da arte. Muitas das peças de vestuário que ela usou em seu clips e shows foram previamente expostos no MOMA de Nova York em 2015.

Ao longo dos anos Björk tem colaborado e encomendou de vários estilistas jovens e inovadores (por vezes relativamente desconhecidos) que mais tarde passaram a se tornar famosos como o estilista britânico Jeremy Scott que fez o vestido que ela usou em 1997-1998 em sua turnê mundial ‘Homogenic’. Em um de seus shows ela usou um casaco de camurça e túnica de Jean Paul Gaultier  de sua coleção outono/inverno 1994.

Alguns dos vestidos mais absurdos e de outro mundo fora feitos pela estilista holandesa Iris van Herpen. Estes vestidos de alta costura, alguns dos quais levaram até quatro meses para fazer, são formados a partir de corte a laser de acrílico que foram meticulosamente unidos em camadas. Björk usava esses vestidos para suas excursões Biophilia e Vesperine. Em Julho de 2016 em Londres, os vestidos da cantora foram leiloados no evento “Passion for Fashion” onde estive a venda o fabuloso vestido da artista dinamarquesa Nikoline Liv Anderson, que se assemelha a asas de borboleta.

Outro vestido escultural no leilão foi o vestido Bell criado por McQueen em 2004 quando Björk resolveu fazer um re-mix de sua canção “who is it” do álbum Medulla, mas desta vez com sinos adicionados. O vestido em si tem forma de um sino e está coberto com milhares de sinos tilintantes em vários tamanhos, todos aplicados à mão. Em sua faixa “Lionsong”, dirigido pela dupla de fotógrafos fashion Inez e Vinoodh, Björk explora a biologia híbrida, visto em outros trabalhos seus como “Mutual Core”. Impecável, como tudo na videografia da islandesa.

TECNOLOGIA

Em seu projeto de 2011 “Biophilia“, Björk abraçou a tecnologia de novas maneiras, trabalhando com ficção científica e elementos futuristas em sua paisagem musical. Os principais temas deste trabalho incluiu a física dos sons, fazendo um paralelo dos seres humanos com o sistema solar até o átomo. Foi uma experiência multimídia que envolveu um app que ligava-se com o álbum e vários conceitos de musicologia.

Esta foi uma peça de música de um artista que abraça totalmente as diferentes maneiras em que a tecnologia pode ser utilizada de forma emocionante. Ela até juntou forças com o naturalista David Attenborough para fazer um filme explorando a relação entre música e natureza em um experimento inovador. Uma pessoa que tem um olhar de criança como Bjork sempre pode ver além.

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