As máquinas robóticas com inteligência artificial (AI) poderiam em breve substituir os trabalhadores rurais, trabalhadores de fábrica, caixas de banco, entregadores, funcionários de restaurantes e motoristas de avião, carro e caminhão. Por quê? Porque as máquinas são programadas para serem racionais, focadas e mais eficientes nessas tarefas. Elas também são mais baratas para se empregar e menos propensas a errar. A pergunta é: A inteligência artificial também pode e deve substituir os políticos?

Os burocratas freqüentemente são psicopatas que governam nossas vidas. Basta ver os freqüentes escândalos que inundam nossa mídia diariamente com corrupção, estupidez e todo tipo de crime. Sem falar que são os políticos e ditadores os maiores genocidas de seres humanos na história. Nenhuma praga biológica, secas, vulcões, terremotos, enchentes, maremotos, furacões e incêndios matou e destruiu mais do que políticos e ditadores juntos. Mas as pessoa acham que a IA é que é perigosa. Mesmo ela nunca ter matado ninguém.

A maioria das pessoas têm pavor de serem liderados por uma AI, pois elas consideram que as máquinas tendem a ter decisões frias, mecânicas e falta o “toque humano.” Bem, os socialistas ao longo de 100 anos deram seu “toque humano” assassinando mais de 120 milhões de pessoas com os regimes comunista e nazista.

Há muita histeria temendo que a AI irá erradicar ou escravizar todos os seres humanos, ou nos forçar a ter vidas que são tão precisas e chatas como a deles. Obviamente que ninguém nunca viu ou experimentou as tais “máquinas destruidoras” a não ser é claro no mundo da fantasia de Hollywood com sua “skynet” do Exterminador do Futuro ou nos livros de ficção científica.

O visionário Jacque Fresco do “The Venus Project” acredita que a solução para os problemas da humanidade serão resolvidos através da ciência e da tecnologia: “A humanidade precisa de técnicos, não de políticos. Pergunte diretamente a um político: Como acabamos com as guerras? Não sabe. Como incrementar as colheiras para produzir mais comida? Não sabe. Como evitar acidentes automobilísticos? Não sabe. Como vamos sair da crise econômica em que estamos e melhorar a qualidade de vida da população? Não sabe. Políticos são criaturas ignorantes e não sabem de nada. Pergunta e verás.” 

 “É a tecnologia que revolve os problemas e não a política pois nossos problemas são técnicos e não políticos”

Jacque Fresco

“Os cientistas se esforçam para tornar possível o impossível. Já os políticos transformam o possível em impossível”

Bertrand Russell

O tema da liderança política AI é complicado e este ensaio examinará apenas uma fração disso. Vamos começar examinando quatro das fraquezas destrutivas que afligem todos os seres humanos, e são frequentemente amplificados em nossos líderes. Estas “falhas trágicas” criam enorme sofrimento para as populações a qual esses líderes governam ou melhor, desgovernam.

Vaidade – Os seres humanos têm egos que precisam ser constantemente alimentados. A nossa “auto-estima” é intrinsecamente importante para nós. O enorme ego humano com seu orgulho e desejo competitivo desesperado para dominar e humilhar os outros é a principal razão pela qual, os seres humanos deveriam ser considerados muito mais perigosos do que uma inteligência artificial como líderes.  Para uma IA esse tipo de sentimento não existe!

A vaidade, orgulho e ambição levaram Júlio César a atravessar o rio Rubicon para destruir a República Romana, e instalar-se como ditador em perpetuidade. O ego humilhado de Adolf Hitler com o pós-Tratado de Versalhes com a Alemanha criou a Segunda Guerra Mundial. Nos últimos meses, o presidente/ditador Tayyip Erdogan da Turquia mandou construir um palácio de 1.100 quartos para si mesmo, ao custo exorbitante de US$ 615 milhões pagos obviamente pelo povo. Ele é regularmente definido como um homem “faminto por poder” e arrogante. Novidade!

Os “políticos” de inteligência artificial não exigiriam necessidade emocional para inflar seus egos via guerras de conquista e monumentos dispendiosos pagos com dinheiro público. Eles poderiam dedicar seu tempo para tarefas mundanas na qual foram programados para fazer, como melhorar a infra-estrutura, desenvolvimento da segurança, saúde, transporte e prosperidade.

Raiva / Vingança – A raça humana sempre foi conduzida a usar da violência por parte dos governantes que buscam vingança devido a rixas antigas. Sunitas e xiitas têm se matando uns aos outros desde que Hussein ibn Ali e seu clã foram decapitados pelo califa omíada Yazid I, após a batalha de Karbala em 680 DC. Genghis Khan dizimou a Ásia Central após sua caravana Mongol de 500 emissários terem sido executados em Khwarezmia. Os 500 foram vingados pelo assassinato de 40 milhões. Em 2003, George W Bush promoveu por vingança a invasão e destruição do Iraque, onde foram assassinadas milhões de pessoas, dizendo que Saddam Hussein tinha “armas de destruição em massa”,o que foi provado depois ser uma mentira.

A inteligência artificial não vai dedicar-se a vinganças pessoais. AI não tem família, não tem clã, nenhuma religião, nenhuma seita lunática e nenhuma etnia que foi vitimada.

Escândalos sexuais – O escândalo Bill Clinton / Monica Lewinsky custou aos contribuintes americanos 70 milhões dólares. O senador do Colorado Gary Hart arruinou sua chance de ser o candidato democrata na corrida presidencial de 1988, porque a sua genitália o envolveu num escândalo sexual com uma assistente. Outro político talentoso, Dominique Strauss-Kahn, era o candidato preferido para a posição de primeiro-ministro da França, até que a acusação de violação, lenocínio e orgias sexuais descarrilaram sua carreira, na Itália o ex-premiê italiano Silvio Berlusconi vivia se envolvendo com prostitutas menores de idade. A lista de escândalos sexuais e depravações envolvendo políticos e funcionários de governo simplesmente não tem fim.

A inteligência artificial não precisa de genitália ou sexo. IA pode trabalhar somente com sua mente, sem as distrações de outros órgãos em sua cueca.

Corrupção – Esse é o número um, e é o mais recorrente dos vícios dos políticos pois eles adoram a posição de poder que tem para usar e abusar da aparelhagem estatal. Quem vive no Brasil acompanha todos os dias na mídia os infindáveis escândalos de roubos bilionários do dinheiro público feito pelos políticos em associação com empresários corruptos.

A inteligência artificial não necessita das mordomias, luxos, privilégios e conchavos políticos para desempenhar suas funções.

A taxas de aprovação dos políticos é de apenas 10%

A revolução tecnológica não perdoa ninguém pois centenas de profissões e até empresas já foram extintas perante as novas tecnologias de automatização por serem mais eficazes e eficientes. O sistema de governo atual simplesmente tornou-se obsoleto com a maioria dos políticos gastando mais do que 75% do seu tempo tentando levantar dinheiro com empresários e corporações poderosas, e é claro que eles não estão trabalhando pelos interesses das pessoas que os elegeram acreditando em suas falácias.

A política está desacreditada. Nada muda e em todo o mundo, o número de eleitores tem caído durante décadas. O eleitorado acredita que “os partidos são todos iguais, os políticos são todos iguais, eles não nos representam e não fazem nenhuma diferença”. Por que votar então? É um refrão popular, especialmente entre os jovens.  As pessoas se sentem afastadas do processo político e não se acham representadas pela elite política. O comparecimento nas eleições está constantemente em declínio em democracias estabelecidas na Europa, América Latina e EUA nas últimas décadas. Mas nesses países o voto não é obrigatório como é no Brasil que se diz ser uma “democracia”.

O baixo interesse em política gera ainda mais o descontentamento. É impossível construir um sistema eleitoral que é perfeitamente justo, mas o baixo comparecimento agrava o sentimento de injustiça quando um governo minoritário é eleito, ou quando pequenas facções acabam por derrubar o equilíbrio do poder.

Alguns visionários da tecnologia acreditam que já passou da hora de substituirmos a ultrapassada classe política, por uma tecnologia inteligente que irá resultar na “administração direta” dos cidadãos. Será o fim do culto aos políticos e sua ineficiência para dar lugar a uma governança AI baseada em informação e conhecimento.

Cientistas, engenheiros e pesquisadores têm feito muito mais pela raça humana do que todos os políticos do mundo juntos: viagens espaciais, aviões mais seguros, smartphones: a lista é interminável. O surgimento de sites como Facebook, Google, entre tantos outros só mostram que os seres humanos estão dispostos a se envolver com a tecnologia de software para suas necessidades mais importantes.

Vivemos em um mundo onde o nosso sistema social é antigo, nossa linguagem é antiga, a nossa forma de adquirir bens e serviços está desatualizada, nossas cidades são caóticas e prejudiciais à nossa saúde, sem falar no tremendo desperdício de recursos, e todo nosso sistema governamental político e seus valores já não nos servem mais. Mas algumas pessoas acreditam que a inteligência artificial possa um dia se voltar contra a humanidade, mas será mesmo?

Por mais que avancem tecnologicamente essa máquinas são programadas para agir e se portar de certa forma por programadores humanos. Elas não tem consciência e nem sentimentos, e o máximo que terão são simulações criadas por programação. O perigo na verdade não é a tecnologia em si, mas nós seres humanos. Qualquer tecnologia pode ser boa ou ruim dependendo para quê foi projetada. Um drone pode ser programado por humanos para matar numa guerra ou entregar pizza, isso depende das nossas intenções.

Se projetarmos máquinas que nos auxiliam a gerir de forma eficiente, barata e organizada tanto uma cidade como uma país, elas vão simplesmente seguir a sua programação nada mais. Elas não vão fazer conchavos políticos para provocar guerras por interesses escusos matando pessoas, não vão ganhar salários de marajás nem regalias e luxos como os nossos políticos humanos fazem. O criador do Linux, Linus Torvalds, duvida muito que as inteligências artificiais causem o apocalipse pois tudo não passa de histeria.

A inteligência artificial poderia nos ajudar a definir as formas mais humanas e adequadas de gerir assuntos ambientais e humanos. Esta é a função fundamental de um governo. Com computadores processando trilhões de bits por segundo, as máquinas excederão a capacidade humana de processar informações e nós teremos então a oportunidade de viver sob decisões tomadas com consideração de um resultado equitativo e sustentável. Com este potencial poderemos ir muito além das decisões políticas tomadas com base no poder, ego e vantagem.

https://www.youtube.com/watch?v=opTMttm0whw

Nos países tecnologicamente desenvolvidos, a indústria e o exército estão cada vez mais delegando a tomada de decisões à tecnologia das máquinas. As máquinas não tomarão o poder, mas elas serão, por fim, encarregadas das tarefas. As máquinas de hoje podem lidar com trilhões de bits de informação por segundo. Nenhum humano tem essa capacidade.

No futuro próximo, a operação de uma sociedade global será complexa demais para qualquer grupo de humanos gerenciar, por mais civilizados e capacitados que forem. Por causa disso a inteligência artificial trocará os políticos por uma sociedade computadorizada, na qual todas as entidades físicas são gerenciadas e operadas por sistemas computadorizados.

O maior desafio para os desenvolvedores de tal inteligência artificial que possa governar uma cidade ou até um país inteiro, é dela ser capaz de impedir que outros hackers humanos ou artificiais invadam seus sistemas e a controlem para atender aos interesses de alguma organização obscura , pois o real perigo não são as máquinas, mas sim as intenções de alguns seres humanos de usá-las para prejudicar outros seres humanos.

Independentemente de como a inteligência artificial se desenvolverá nos próximos anos, quase todos os especialistas concordam que o mundo irá mudar para sempre. A inteligência artificial vai ficando cada vez melhor devido a saltos gigantescos nas velocidades dos processadores, e irá desempenhar um papel vital em nosso futuro. É um caminho sem volta da mesma forma que foi no século XIX com a revolução industrial com a mecanização das indústrias.

Você acredita que a inteligência artificial poderia substituir os políticos? Comente.

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