Seguir a última tendência de moda pode ser lhe custar dinheiro gasto em peças que em pouco tempo vão estar “fora de moda” ainda mais na crise econômica que o Brasil vive. Nos últimos três anos, Emily Torres reduziu seu guarda-roupa em dois terços. “Eu adoro me vestir de manhã mais do que nunca”, disse a blogueira por trás do blog Minimal Millennial.  “O livro de Marie Kondo, The Life-Changing Magic of Tidying Up, realmente me deu uma nova perspectiva sobre meu guarda roupa e me instigou a livrar-me de coisas que já não me serviam ou alegrava minha vida.”

Se você não estiver familiarizado com o livro de Marie Kondo (que é um best-seller internacional) a curta explicação é que Marie Kondo é uma japonesa consultora de organização, e ela incentiva as pessoas a se desfazerem de tudo o que não significa “despertar a alegria.” A nova tendência na moda é: livre-se de tudo.

Bem, não tudo. Mas a moda minimalista está pegando fogo, como os amantes de moda e profissionais como Emily Torres se desfizeram da maioria dos seus armários e descobriram maneiras de expressar seu estilo sem arruinar suas contas bancárias ou seu tempo. De acordo com  Elizabeth Cline, autora de Overdressed, as mulheres na década de 1930 possuíam uma média de 9 roupas. Hoje, os americanos estão comprando em torno de 64 peças por pessoa anualmente, e nem mesmo as usa. Numa pesquisa feita pela loja de revenda Threadflip, ​​com mulheres com idades entre 18 a 54 anos descobriu que a mulher média só usa 51% de seu armário.

Isso significa que quase a metade de seu guarda-roupa fica intocado a cada ano de qualquer maneira. Não é um absurdo? E ainda assim tem gente que abre o guarda roupa entulhado de roupas e diz:

A mais nova tendência de moda atual não lhe custará absolutamente nada stylo urbano-1

Viver com menos pode ser libertador, pode ajudar a eliminar o estresse e desorganização e pode matar o hábito de fazer compras sem pensar. E pode até mesmo torná-la uma cliente mais ética. É um chamado para mudar o foco do superficial para o relevante, do consumismo irracional para consumismo consciente.

Então, como se consegue isso?

Transforme seu guarda-roupa com apenas 33 itens.

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A blogueira Courtney Carver escreveu  sobre a sua missão de simplificar a sua vida pelo enxugamento de seu armário em 2010.  Segundo ela: “Eu estava tentando simplificar minha vida, e percebi que grande parte da desordem e caos estava no meu armário. Meu armário estava transbordando e eu nunca tinha nada para vestir. Foi uma loucura.” 

Então ela resolveu criar o experimento Project 333 com o compromisso de usar apenas 33 itens em seu armário, que ela troca a cada temporada. A abordagem pegou: O Project 333 possui mais de 32 mil seguidores no Facebook, ajudando pessoas como Courtney Carver em sua missão para simplificar a moda de se vestir todos os dias, e agora a blogueira ministra palestras em eventos treinando outras pessoas para ter uma abordagem minimalista com a moda.

Trocando um determinado número de itens a cada três meses.

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A blogueira Caroline Reitor, uma auto-proclamada ex-viciada em compras, defende um sistema semelhante ao Project 333, mas um pouco mais indulgente: a rotação do “guarda-roupa cápsula”, que ela descreve em seu blog Unfancy como “um mini-guarda-roupa composto de peças realmente versáteis que gostamos de usar.”  

Para Caroline Reitor e seus milhares de seguidores, o que significa um guarda-roupa de 37 peças, incluindo tops, calças, vestidos, casacos e sapatos, que se alternam a cada tantas vezes para combater a fadiga sazonais das roupas.

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“Tendemos a assumir que quanto mais escolhas temos, melhores são as opções e maior a satisfação, mas na verdade isso cria ansiedade e limita a criatividade. Quanto mais limitado for meu guarda-roupa, mais feliz e mais criativa eu me sinto. É tão refrescante abrir a minha porta do armário e encontrar uma área livre de desordem, cheia de tudo que eu preciso e eu não faço nada “, escreveu Caroline Reitor em seu blog.

Você também pode apenas vestir a mesma coisa todos os dias.

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Ao invés da constante rotação, outra opção é apenas pegar alguma coisa e ficar com ela. Matilda Khal, de 27 anos, é diretora de arte e recentemente criou um zumbido na Internet por causa de um ensaio pessoal para a Harper Bazaar na qual ela revelou que está usando a mesma roupa para o trabalho todos os dias nos últimos três anos.

“O uniforme tem a ver com estar no controle sobre sua própria vida e se atrever a colocar suas habilidades e inteligência no foco”, disse Matilda. É também sobre não tornar-se desiludida com o que você tem: de segunda a sexta o guarda-roupa de Matilda Khal nunca muda, mas ela usa o que ela quer nos fins de semana. “Desde que eu não uso mais meu guarda-roupa regular, muitas vezes agora, eu aprendi a apreciá-lo mais. Eu nunca abro meu guarda-roupa num sábado e sinto que tudo é chato”, disse ela.

Há mais do que um bom motivo para abandonar tudo:

De acordo com um novo documentário chamado The True Cost, os americanos comprar mais de 80 bilhões de peças de roupas novas por ano e jogam fora mais de 37 Kg de peças por pessoa anualmente. Nosso apetite voraz para comprar roupas baratas é alimentado pelas fábricas das gigantes do fast fashion em lugares como Bangladesh, onde trabalhadores sofrem sob condições devastadoras e os baixos salários.

Os sinais parecem apontar para o crescimento cada vez maior do movimento slow fashion como uma resposta, mas muitos de nós ainda vão continuar a consumir moda de forma desesperada como se não houvesse amanhã, especialmente pela emoção de uma nova compra. Mas viver com menos poderia ser o divisor que a nossa vida agitada precisa, especialmente quando nós só usamos uma pequena fração de nossas roupas, e quando diminuímos nossos apetites por novas compras é a decisão mais ética.

Segundo Matilda Khal: “A coisa mais difícil é sempre o medo, o medo de não ter o suficiente, o medo das pessoas perceberem e o medo de ficar entediado, mas  depois de apenas alguns dias, porém, o medo é geralmente substituído pela facilidade e alegria.” 

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