Roupas que monitoram nossa saúde ou nossos movimentos. Tecidos que purificam a água usando nada mais do que o sol como fonte de energia. Uma camiseta que pode fazer eletrocardiograma ou refrescar o corpo em dias quentes. Os tecidos estão passando por uma transformação radical devido ao seu potencial para serem incorporados com tecnologia, melhorando a vida cotidiana das pessoas. Com a chegada da quarta revolução industrial, as mudanças nos tecidos não só terão um efeito econômico positivo na própria indústria, mas também nos cuidados de saúde e meio ambiente.

Os e-têxteis, também conhecidos como peças de vestuário inteligentes, são tecidos que podem ser incorporados com componentes digitais (incluindo pequenos computadores) e eletrônica. A indústria têxtil está prestes a dar um passo gigante, de ser um simples fornecedor de tecidos para se tornar uma força positiva no desenvolvimento da sociedade, e o que parece ficção hoje está rapidamente se tornando realidade com os avanços crescentes em novas tecnologias relacionadas ao tecido. A fusão da moda com a tecnologia transformará os tecidos num novo software.

Da mesma forma que aconteceu com o telefone móvel nos últimos 15 anos, vai acontecer com os tecidos nos próximos 15. Os tecidos fornecem uma superestrutura que suporta sensores, conectores, nanotecnologia e vários outros recursos, criando novas oportunidades para moda e vestuário. Vários produtos que integram sensores no tecido para gerar e responder aos dados e criar novas formas de tecnologias vestíveis já estão no mercado.

Smartphones e smartwatches são apenas o começo, mas o dispositivo final será o próprio vestuário pois nossas roupas serão capazes de nos responder de maneira radicalmente diferentes à medida que avançamos para o futuro.

Tecidos inteligentes levarão a eletrônica a outro nível

Os tecidos inteligentes estão passando por um grande desenvolvimento, mas eles são muito mais do que apenas a integração da eletrônica em roupas e acessórios. Os tecidos inteligentes incluem qualquer tecido com a capacidade de interagir com seu meio ambiente e reagir às alterações nesse ambiente. Esta interação pode ir de simples processos como a absorção ou a libertação de umidade para as mais complicadas como o diagnóstico de dados ambientais. Há três gerações de tecidos inteligentes: a peça que segura o sensor no lugar, a peça de roupa que tem o sensor embutido nela e a roupa que atua como o próprio sensor.

Do simples ao complexo, os avanços científicos nas seguintes áreas permitiram o crescimento dos tecidos inteligentes:

  • Nanotecnologia, a manipulação da matéria em escala atómica, molecular e supramolecular, tornou possível integrar pequenas moléculas em quase qualquer estrutura, melhorando suas características, tais como a repelência aos líquidos e manchas, proteção antimicrobiana, saúde e bem-estar, e firmeza de cor.
  • Energia , considerado o “Santo Graal” para os tecidos inteligentes, sua colheita, geração e armazenamento são elementos essenciais para o crescimento futuro dos tecidos inteligentes. A conversão do calor ambiente, o calor do corpo e a energia infravermelha e cinética tem pelo menos dois resultados. Pode alimentar os sensores dentro das roupas e aumentar a autonomia, libertando o usuário dos limites do duração da bateria.
  • Circuitos, a capacidade de fazer circuitos flexíveis dentro do tecido irá remover a fragilidade e desconforto dos sensores rígidos. A Panasonic desenvolveu circuitos impressos flexíveis usando polímeros e resinas e o Projeto Jacquard do Google, está utilizando fios condutores em processos tradicionais de fiação de tecidos como tricô e tecelagem para produzir tecidos conectados.

No futuro teremos a capacidade para ir além das roupas. Uma cama inteligente num hospital poderá transmitir informações em tempo real aos enfermeiros e médios ou uma poltrona inteligente que informa quando um passageiro no avião não está usando seu cinto de segurança. As possibilidades são infinitas!

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