Você moraria numa cidade no mar longe da interferência do governo e políticos em sua vida? O Instituto Seasteading está para lançar a primeira cidade flutuante do mundo até 2020. O Projeto Cidade Flutuante foi criado para ter independência política, embora o conceito envolve ter uma relação integrada com um “país-sede”. A comunidade flutuante auto-suficiente está prevista para ter residências, fábricas, parques, aquicultura, centros empresariais, um instituto de pesquisa e uma usina de energia para vender energia e água limpa de volta para o país anfitrião.

A primeira fase envolveu um relatório de viabilidade do projeto, mais o financiamento de US$ 27.000 pelo Indiegogo, e também para identificar potenciais clientes. A equipe tem explorado vários modelos diferentes de construção em alto mar, incluindo os da empresa holandesa de design aquático DeltaSync e outras alternativas. A visão da DeltaSync foi selecionada como a opção mais viável, que é composta de imensas plataformas modulares em forma de quadrado e pentágono com 50 metros de cada lado.

Sobre as plataformas são montadas as construções modulares de prédios, casas, parques, etc. De acordo com o conceito, as plataformas flutuantes podem ser ligadas e dispostas em numerosas estruturas de ramificação semelhante formando vários tipos de configurações. Essas “ilhas artificiais” possibilitam que novos módulos seja inseridos para aumentar o tamanho da cidade ou também diminuí-la.

A primeira cidade flutuante auto-suficiente do mundo será realidade em 2020 stylo urbano

A equipe do Instituto Seasteading está agora procurando possíveis locais para sua comunidade flutuante, e fechou em 2014, com um grupo de arquitetos e engenheiros um “local secreto” para a sua instalação. Não houve ainda declarações públicas sobre onde a cidade do futuro poderia acabar sendo construída, ou qual país vai se tornar seu “hospedeiro”. Uma nação costeira poderia estar interessada em se oferecer para sediar uma comunidade flutuante nas suas águas territoriais e permitir a independência política substancial da cidade em troca de benefícios econômicos, turísticos, sociais e ambientais.

Avançando para a segunda fase do projeto, esse traz novos desafios, mas os apoiadores estão entusiasmados em morar na primeira cidade aquática do mundo onde não existem políticos nem governo. A equipe realizou uma extensa pesquisa sobre o projeto até o momento, incluindo a identificação de “potenciais residentes de 67 países de vários níveis de renda o que concedeu um extenso feedback“, de acordo com o site da empresa, o que parece indicar um forte apoio público para este empreendimento exclusivo e inovador.  Cidades como essa vão ser o paraíso de novos criadores e empreendedores que não querem saber de nenhum tipo de intervenção estatal em suas vidas.

Um projeto antigo mas muito interessante de cidade flutuante é a “Lilypad” projetada pelo arquiteto Vincent Callebaut que poderia servir como uma cidade auto suficiente para 50.000 habitantes que queiram viver velejando pelos oceanos livres e sem complicação. Toda a estrutura é composta de paredes e telhados feitos de titânio, cobertos de gramíneas e centenas de palmeiras para dar um aspecto de oásis luxuriante flutuando no oceano.

A Lilypad foi projetada para se parecer com uma Vitória-régia, e será uma cidade com emissão zero de poluição através de uma série de tecnologias ( energia solar , eólica, das marés , biomassa). Prevê-se que o projeto seria capaz de produzir a sua própria energia como também teria fazendas hidropônicas para produzir alimentos internamente.

Este vídeo feito pelo canal Discovery mostra como o Instituto Seasteading planeja construir sua cidade flutuante

I Seminário de Escola Austríaca de Economia no Brasil onde Patri Friedman fala tudo sobre o projeto da cidade flutuante

Essa cidade flutuante foi projetada “por e para” pessoas inovadoras de tendência libertárias que querem viver numa cidade onde exista o “capitalismo de livre mercado” longe da intromissão dos políticos, governos e de suas agências regulatórias que só servem para criar oligopólios que favorecem as grandes corporações, que por sua vez, dominam o mercado e prejudicam as pequenas e médias empresas.

O sistema econômico que vigora nos países ocidentais é o capitalismo de Estado controlado por ditadores ou o capitalismo oligárquico em que uma pequena elite de políticos e empresários concentra as oportunidades lucrativas em suas próprias mãos. Em nenhum país do mundo existe o “capitalismo de livre mercado”, por isso a necessidade da criação dessas cidades longe das garras do Estado e seus dinossauros políticos. Com os avanços da tecnologia atual, a “profissão de político” já deveria ter sido aposentada como tantas outras profissões ultrapassadas já foram.

Você moraria numa cidade flutuante onde não exista governos e políticos? Comente.

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