Costumamos ver as algas como uma gosma verde e estranha mas elas são um recurso natural surpreendente que está sendo vista como o novo combustível verde que vai revolucionar a economia mundial. As algas são fundamentais na luta contra a degradação do planeta, já que são as principais responsáveis pela purificação do ar.

De acordo com estudos, o seu processo de fotossíntese pode ser até dez vezes mais eficiente que o de outras plantas. Por esse e outros motivos, esse tipo de planta vem sendo cada vez mais utilizado na geração de biomassa, considerada uma das fontes com mais chances de sucesso e ampliação.

As novas tecnologias estão explorando as algas para substituir o petróleo tradicional criando biocombustíveis, alimentos, tecidos, plásticos, papéis, cosméticos, remédios e uma série de outras aplicações de forma limpa. Esse novo “petróleo verde” tem o potencial de prover energia a uma cidade inteira como também servir como um novo tipo de superalimento para acabar com a fome do mundo.

O resultado dessa curiosidade criou um vasto leque de soluções que podem nos ajudar a aproveitar o poder desta planta fenomenal para reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis para alimentar nosso mundo moderno.

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A algas tem muitas qualidades diferentes que podemos aproveitar como fonte de energia limpa, fertilizantes, alimentos, controle de poluição, bioluminescência, tecidos biodegradáveis e substituto do petróleo. As algas se regeneram rapidamente, e como é um dos vegetais aquáticos mais abundantes no planeta, é também uma das nossas maiores fontes de oxigênio e sugadoras de CO2 da atmosfera. Vejas as fantásticas utilizações das algas que foram criados recentemente, e que podem criar um futuro sustentável para a humanidade.

Os seres humanos usam algas como comida, para a produção de compostos úteis, como biofiltros para remover nutrientes e outros poluentes das águas residuais, para obter água de qualidade, como indicadores de alterações ambientais, na tecnologia espacial, e como sistemas de investigação laboratorial. As algas podem também ser cultivadas comercialmente para uso farmacêutico, nutracêutico, cosmético e aquicultura.

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Fonte de combustível

As algas podem ser usadas para fazer biodiesel, bioetanol e biobutanol e segundo algumas estimativas, podem produzir quantidades muito superiores de óleo vegetal, em comparação com as culturas terrestres cultivadas para a mesma finalidade. As algas podem ser cultivadas para produzir hidrogênio.

Em 1939, um pesquisador alemão chamado Hans Gaffron, enquanto trabalhava na Universidade de Chicago, observou que as algas que ele estava estudando, Chlamydomonas reinhardtii (algas verdes), às vezes, passam da produção de oxigênio para a produção de hidrogênio. As algas podem ser cultivadas para a produção de biomassa, que pode ser queimado para produzir calor e eletricidade.

Suplemento alimentar:

1. As algas são uma proteína completa com aminoácidos essenciais (ao contrário da maioria dos alimentos vegetais) que estão envolvidas em importantes processos metabólicos como a energia e produção de enzimas.

2. Elas contém quantidades elevadas de hidratos de carbono simples e complexos, que fornecem ao corpo  uma fonte de combustível adicional. Em particular, os hidratos de carbono complexos sulfatados melhoram a resposta da regulação do sistema imunológico.

3. Elas contém um perfil de ácidos graxos poliinsaturados, incluindo Omega 3 e Omega 6. Estes ácidos graxos essenciais também desempenham um papel chave na produção de energia.

4. As algas tem uma abundância de vitaminas, minerais e oligoelementos que podem ser convertidos nos mais diversos tipos de alimentos como a Chlorella e a bebida Soylent 2.0, que quer revolucionar a forma como nos alimentamos, substituindo completamente outros tipos de alimentos. Segundo a Soylent essa é a “comida do futuro”. O Soylent 2.0 é feito com proteína de soja, óleo de algas e isomaltulose – um substituto do açúcar comum que é liberado mais lentamente no sangue.

Agente estabilizador

Chondrus crispus, (provavelmente confundido com Mastocarpus stellatus, nome comum: Musgo irlandês) também é usado como “carragenina“. É um excelente estabilizador em produtos lácteos pois ele reage com a proteína caseína do leite, outros produtos incluem: comida para animais, creme dental, cremes para pele, loções etc., os alginatos em cremes e loções são absorvíveis através da pele.

Fertilizantes

As algas são usadas por seres humanos, em muitos aspectos. Elas são usadas como fertilizantes, adubos e são uma fonte de alimento para o gado. Pelo fato de muitas espécies são aquáticas e microscópicas, elas são cultivadas em tanques ou lagoas claras onde são colhidas ou utilizadas para o tratamento dos efluentes que são bombeadas através das lagoas.

Papel das algas no controle da poluição

As algas são utilizadas em tratamento de águas residuais em instalações, reduzindo a necessidade de uma maior quantidade de produtos químicos tóxicos que são já utilizados.

As algas podem ser utilizadas para capturar fertilizantes nas fazendas. Quando subsequentemente colhidas, as próprias algas que foram enriquecidas podem ser utilizadas como fertilizante.

Biorreatores de algas são usados por alguns propulsores para reduzir as emissões de CO 2. O CO 2 pode ser bombeado para uma lagoa, ou algum tipo de tanque, para alimentação das algas. Alternativamente, o biorreator pode ser instalado diretamente na parte superior de uma chaminé.

Uma das empresas que desenvolveu essa tecnologia de tratamento de água com algas como também a criação de bioplásticos e aquicultura é a americana Algix .

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Edifícios cuja energia são gerados por algas

É difícil encontrar uma construção mais verde do que este edifício residencial movido a algas em Hamburgo na Alemanha, projetado pela Splitterwerk Architects. Pioneiro nesse sistema, o projeto consiste no cultivo de algas entre as placas de vidro da fachada.

Para gerar energia, elas captam tanto o calor solar como o gás carbônico da atmosfera e, em troca, devolvem uma biomassa que é transformada em biogás, distribuído na forma de energia elétrica ou de calor. Toda a energia gerada é distribuída entre os apartamentos e ambientes comuns do edifício. O baixo consumo e a alta geração refletem na sobra de energia, que é vendida para fornecedores da rede elétrica da cidade.

Bactérias e algas para produzir garrafas de bioplástico

O plástico convencional que é encontrado em praticamente qualquer lugar é feito a partir do etileno, um hidrocarboneto barato feito usando petróleo e gás natural, através de um processo que emite mais dióxido de carbono do que qualquer outro processo químico. As algas estão prontas para abalar o monopólio do petróleo como um biocombustível viável para os automóveis e aviões, podendo substituir os combustíveis fósseis em outros aplicativos como na fabricação de plásticos.

A Algix desenvolveu o Soloplast, um bioplástico feito de biomassa de algas que é um excelente substituto do petróleo e recentemente lançou seu filamento biodegradável 3D-Fuel para impressoras 3D.

Papel feito de celulose de algas, uma alternativa sustentável para a indústria convencional

O papel feito inteiramente de algas é um projeto do ECOWAL, grupo de pesquisadores da Universidade Pablo de Olavide em Sevilha. Eles usam diferentes tipos de algas para evitar o uso de produtos altamente contaminantes na produção convencional de papel. O resultado é um papel com características semelhantes à obtida a partir de madeira. Além disso, estes investigadores estudaram as possíveis aplicações da celulose de algas, tanto para a indústria farmacêutica e cosmética.

SeaCell é o primeiro tecido comercial que utiliza algas marinhas

O SeaCell é uma fibra derivada da polpa de eucalípto e algas que pode ser utilizado tanto para roupas como lençóis e colchões, e de acordo com o seu fabricante, a Smartfiber AG, ele tem propriedades protetoras e anti-inflamatórias na pele, estimulando o metabolismo. É como se as suas roupas estivessem vivas!

EcoLogicStudio desenvolve projeto revolucionário de uma cidade movida por algas

Uma revolucionária eco-cidade na Suécia foi idealizada por Claudia Pasquero e Marco Poletto, co-fundadores da EcoLogicStudio em Londres. Eles estão explorando a possibilidade de usar algas em grande escala para sustentar a economia de Simrishamn, uma cidade de pesca em uma região decadente ao largo da costa do Mar Báltico. O projeto de chama Algae Farm e mais detalhes no projeto estão no site da Domus.

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O plano mestre de EcoLogicStudio é redesenhar a área com fazendas de algas, laboratórios de pesquisa e espaços de atividades que visam renovar a economia da cidade, envolvendo agricultores locais, construtores, e os pescadores. Com um número de espaços interativos, incluindo um spa e um museu, o estúdio espera injetar riqueza e até mesmo o turismo de volta para a costa.

O plano da Algae Farm não é apenas destinado a impulsionar a economia de Simrishamn, mas também irá colocar a cidade sueca no mapa como a primeira eco-cidade movida à algas. Uma fazenda flutuante ao redor da costa sueca será ligada ao novo Marine Science Museum, e contará com estufas que podem ser usadas para cultivar algas para ser transformadas em combustível.

As “migro towers” podem ser instaladas perto de lagos e rios. Nestas torres crescerão variedades de algas que são especificamente para serem usadas para alimentos e combustíveis, e elas também servirão de parada de descanso para os turistas que utilizam as inúmeras ciclovias e pistas nas proximidades. Além disso, alguns dos celeiros abandonados na área podem ser transformados em fazendas de algas, que por sua vez podem servir duplamente como spas e jardins de filtragem de água.

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