BODYMOD é um curta-metragem sobre o transhumanismo e a modificação do corpo humano através da alta tecnologia. Situado num futuro distante, onde a ideia de um poder superior é amplamente compreendido, os personagens Gideon, Gamma e Genesis, passarão por um processo intenso para projetar seus próprios corpos. A emoção da própria atualização corporal causa um frenesi inicial mas os personagens logo percebem que o procedimento é irreversível.

A vontade de mudar é testada ao extremo através de medidas psicológicas desesperadas. O sombrio curta BODYMOD criado pela Hinny Tran, brinca com os conceitos criativos de se criar “super-humanos” através de implantes biônicos e talvez o que Deus deve ter sentido quando nos criou. O curta foi apresentado na Berlin Fashion Film Festival, em julho de 2014. O transhumanismo é uma filosofia (ou movimento intelectual) que visa analisar e melhorar a condição humana a partir do uso de ciência e tecnologia (biotecnologia, nanotecnologia e neurotecnologia) para aumentar a capacidade cognitiva e superar limitações físicas e psicológicas humanas, criando assim um ser humano “mais evoluído”. Será?

A inovação científica impulsiona o desenvolvimento da tecnologia vestível através dos exoesqueletos e roupas inteligentes, o que no futuro, vai mudar completamente a interação entre nossos corpos e as vestimentas que os cobrem. Através da livre experimentação, a moda está cada vez mais se integrando com a ciência, criando novos tecidos multifuncionais e inteligentes que interagem com nosso meio ambiente e corpo físico, explorando os limites da tecnologia 3D, nanotecnologia, biotecnologia, grafeno e novos materiais avançados.

Vários estilistas pioneiros exploraram a união da tecnologia com a moda inspirados no conceito futurista do transhumanismo, onde os humanos se fundem com as máquinas. O estilista francês Thierry Mugler foi um deles quando num de seus desfiles apoteóticos em Paris na década de 90, apresentou modelos em trajes robóticos inspirados no filme cult “Metrópolis”.

Outro estilista que explorou as possibilidades estéticas e funcionais da tecnologia vestível na moda foi turco/britânico Hussein Chalayan. Ele trabalha com outras disciplinas científicas que utilizam tecnologia digital, animatrônica, diodo emissor de luz, lasers e hologramas para criar suas criações extraordinárias, onde as roupas ganham “vida” própria.

Hussein Chalayan é inspirado pelas teorias de arquitetura, ciência e tecnologia. Ele forja alianças inesperadas entre roupas, aparência, estrutura e tecnologia vestível. Ele é um pensador que refuta a premissa de que a moda e as outras disciplinas criativas são entidades separadas. Em seu corpo de trabalho, o estilista incorpora luz e tecnologias hidráulicas para transformar cada peça individual em outra versão de si mesma.

O estilista Marlon Gobel é um veterano da indústria da moda, que já trabalhou com nomes de destaque na moda masculina como Thom Browne e Michael Bastian. Em 2010 ele lançou sua própria marca, MARLON GOBEL, e desde o lançamento bem sucedido de sua empresa, Marlon tem vindo a colaborar com outros designers e empresas incríveis como Christian Louboutin , Swarovski e a marca de moda sueca, GANT .

Em sua coleção masculina de Primavera/Verão 2015 em Nova York, o estilista se inspirou no transhumanismo. A moderna coleção teve três inspirações principais: Os implantes biônicos, a fusão da tecnologia com a moda e a ideia de vestir um dispositivo wearable. Com os avanços da biotecnologia, nanotecnologia e microeletrônica aplicados aos tecidos, veremos o surgimento da moda biônica.

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