Várias pessoas acusam o livre mercado de “não ser moral” porque, segundo elas, tal sistema é um “jogo de soma zero” como se fosse um pôquer, no qual, para eu ganhar você necessariamente tem de perder. Só que o livre mercado não é um jogo de soma zero, mas sim um jogo de soma positiva. É o governo e não o livre mercado,  quem cria jogos de soma zero na economia.

Não é o capitalismo que está em crise, mas sim o Capitalismo de Estado na medida em que se tornou o sistema de governança dominante nos países Ocidentais durante os últimos 100 anos. Isso é, você nunca vivenciou o sistema de livre mercado pois passou sua vida toda sob o domínio do corrupto e elitista Capitalismo de Estado.

O livre mercado pode não ser 100% perfeito mas é um sistema menos grave e menos penoso às pessoas do que outros regimes econômicos como o Capitalismo de Estado ou o socialismo. O problema é que todos os países do mundo estão viciados pelos seus governos. Há inúmeras empresas fortalecidas por privilégios estatais e é realmente difícil imaginar um mercado realmente independente.

Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais os empresários poderosos e com boas conexões políticas irão se aglomerar em torno dele para obter privilégios.  Afinal quem adora um Estado inchado e intervencionista? Os corruptos, os ineficientes e os ditadores. É só ver o que está acontecendo diariamente na política brasileira com roubos bilionários do dinheiro público arquitetado por políticos e grandes empresários. Aprenda uma verdade “quanto maior o governo, menor o cidadão”. 

E isso se aplica ao extremo no Brasil onde trabalhamos 5 meses do ano só para pagar impostos e não recebemos nada que preste em troca.  O Brasil não tem educação, saúde, transporte, segurança, saneamento básico e infra estrutura descentes pois tudo é gerido e controlado pelo governo.  Você quer ser um revolucionário? Saia das garras da Matrix e pare de acreditar no governo.

Quanto maior e mais poderoso um governo, quanto mais leis e regulamentações ele cria, mais brechas ele abre para que empresários poderosos se beneficiem à custa dos concorrentes e da população como um todo. Tais empresários irão, por meio de favores pessoais ou de propinas, burlar estas leis e regulamentações (com o aval de políticos) ao mesmo tempo em que defenderão a imposição destas leis e regulamentações sobre seus concorrentes.

Se você utiliza o governo para ganhar subsídios, para ser protegido por tarifas de importação, para impedir o acesso de concorrentes ao seu mercado ou para simplesmente ganhar benefícios assistencialistas, você irá indubitavelmente se beneficiar, mas à custa de seus semelhantes. O que é mais moral: requerer que as pessoas sirvam aos seus semelhantes para terem o direito de reivindicar os bens e serviços que eles criam, ou não servir aos seus semelhantes e ainda assim reivindicar os bens e serviços que eles criam?

Mas e as grandes empresas? Não teriam elas um poder excessivo sobre as nossas vidas? Em um mercado protegido e regulado pelo governo, sim. O governo por meio de regulamentações que impõe barreiras à entrada da concorrência no mercado (vide agências reguladoras), por meio de subsídios a empresas favoritas, por meio do protecionismo via obstrução de importações, por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam, de fato garante que empresas se tornem grandes, permaneçam grandes e, com isso, tenham enormes e imerecidos poderes sobre nossas vidas.

Já em um livre mercado, isso não tem como ocorrer. No livre mercado, somos nós, a população consumidora, quem decide o destino de toda e qualquer empresa com a qual lidamos. O capitalismo de livre mercado irá punir qualquer empresa que não satisfaça os consumidores ou que não saiba como utilizar recursos escassos de maneira eficaz. O terror dos empresários oportunistas é a concorrência e por isso subornam os políticos corruptos para criar um monopólio com a ajuda do governo para lesar os consumidores.

Empreendimentos, pequenos ou grandes, que queiram prosperar são rigidamente regulados pelos consumidores, que voluntariamente votam com seu dinheiro para eleger quem devem prosperar e quem deve falir. No livre mercado, são os consumidores, por meio de suas decisões de comprar ou de se abster de comprar, que decidem qual empresa deve seguir adiante e se tornar grande e qual empresa deve sumir.

E, novamente, apenas o governo pode desfazer esse arranjo. Se uma empresa não é eficiente, não mais está satisfazendo os consumidores e, por isso, está próxima à bancarrota, o livre mercado está lhe enviando um recado claro: “Olha só, você já era. Venda seus ativos, seu maquinário e suas instalações industriais para outras pessoas que sejam capazes de fazer um trabalho melhor”.

No entanto, se o governo decide socorrer essa empresa (via BNDES e bancos públicos) seja por meio de ajudas diretas, seja fechando mais o mercado e lhe garantindo uma reserva de mercado , o governo está, na prática, revogando o desejo explícito dos consumidores. Um governo que socorre ou ajuda empresas falidas está, na prática, lhes dizendo que elas não mais têm de satisfazer consumidores e acionistas.

Capitalismo de livre mercado é a melhor maneira de tirar pessoas da pobreza stylo urbano
Nos anos 50 Cuba era um país desenvolvido e capitalista enquanto Singapura era uma favela. Cuba abraçou a “utopia socialista” enquanto Singapura adotou o livre mercado e hoje é uma das cidades mais ricas do mundo erradicando a pobreza. Hoje, Cuba é uma ilha prisão onde a população não é livre para sair.

O recado do governo é claro: “Não importa quão ruim seja o seu produto ou o seu serviço, e não importa quão ineficiente você seja, nós vamos manter você em atividade e vamos para isso utilizar o dinheiro confiscado da população”. Auxílios governamentais a empresas, em qualquer formato, nada mais são do que uma tentativa do governo de revogar um desejo claramente manifestado pelos consumidores. Quando o governo socorre ou protege uma indústria, ele na realidade a está protegendo dos consumidores. É por isso que os brasileiros pagam tão caro pelos mais diversos produtos e serviço que nos EUA custam muito menos.

Ao agir assim, o governo retira poder do povo e o transfere para grandes empresários, grandes sindicatos e, obviamente, para os políticos cujas campanhas serão financiadas por esses grupos. Se há um grupo que é realmente prejudicado pela interferência do governo na economia, esse grupo é fatia trabalhadora e produtiva da população. Isso é moral? Um sistema de livre mercado só pode funcionar se você e eu tivermos o poder de decidir qual empresa deve prosperar e qual empresa deve falir. Em um livre mercado, são ambição e o esforço voluntário dos cidadãos, e não do governo, que conduzem a economia.

Em uma economia de mercado, a única maneira de um empreendedor auferir lucros é servindo bem seus clientes (e mantendo seus custos baixos). Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros. Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

Embora seja um sistema imperfeito, o capitalismo tem feito mais para libertar as pessoas das cadeias da pobreza do que o socialismo ou o comunismo jamais fizeram, razão pela qual a China está expandindo as reformas do mercado. Outro ponto a acrescentar é que as pessoas desses países estão notando que o livre mercado está  reduzindo drasticamente a pobreza, e assim vão desejar mais liberdades.

Em suma, no capitalismo de livre mercado, as pessoas utilizam o melhor de suas habilidades para servirem aos seus semelhantes e, com isso, moldarem seu próprio destino. Esse é o melhor sistema para tirar bilhões de pessoas da pobreza.

Fonte: Instituto Mises

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