Finalmente algum alívio para os pés das Carrie Bradshaws que vivem em todos os lugares: Uma cientista de foguetes e sua equipe que inclui até um astronauta, estão reinventando o salto alto. A Startup baseada em Los Angeles, Thesis Couture está criando um novo tipo de salto alto revolucionário que tem como foco diminuir as dores nos pés e evitar os danos físicos causados pelo uso contínuo desses modelos. A fundadora Dolly Singh, estava farta dos saltos altos machucando seus pés enquanto ela caminhava pelo piso da fábrica como chefe da aquisição de talentos na SpaceX, uma fabricante aeroespacial.

“Se eu fosse continuar a usar esses saltos todos os dias da mesma forma que eu fiz nos meus 20 anos, eu literalmente acabaria com os pés destruídos”, disse Dolly de 36 anos.

Não há ninguém impulsionando esse tipo de inovação em calçados na indústria da moda“, diz Dolly. Então, cansada de esperar e de ficar com dores nos pés, ela aplicou seus conhecimentos numa startup e contratou uma equipe de designers, técnicos e de engenheiros para melhorar o design do salto alto que continua irretocável há décadas.”Em um mundo onde construímos foguetes e estações espaciais, fabricar os melhores sapatos não deve ser uma impossibilidade”, disse a jovem empresária.

Tradicionalmente, a estrutura de um salto alto depende de uma única haste metálica que corre ao longo da sola do sapato proporcionando uma plataforma muito rígida e desconfortável que coloca 75% do peso concentrado na parte da frente, sobrecarregando dedos e a planta dos pés, pois quando estamos descalços, nosso peso é distribuído igualmente por toda a superfície dos pés.

Os ortopedistas afirmam que o uso prolongado de saltos altos é capaz de causar males como, por exemplo, a lordose lombar, e que as consequências do uso prolongado deles começam a aparecer por volta dos 40 anos de idade. Entre as inovações apresentadas pelo modelo projetado pela Thesis Couture, estão um salto feito de materiais aeroespaciais de alta tecnologia como polímeros e plástico em vez de uma haste de metal como os tradicionais sapatos, tiras que se envolvem estrategicamente em torno dos pés, sola antiderrapante, amortecedor interno almofadado para o calcanhar e um melhor distribuição de carga do calcanhar ao dedo do pé. Veja a entrevista de Dolly Singh na cbsnews.

Dolly Singh e a sua equipe tentaram ajustar a distribuição de carga de peso para que a planta dos pés carregassem 50% do peso e o calcanhar suportasse os outros 50% de tal modo que o impacto, e com ela a dor, fosse diminuída. Os protótipos são feitos em impressoras 3D e, em seguida, ajustados aos seus pés para que possa andar por aí e testar seu conforto. Uma edição limitada de 1.500 sapatos, custará US$ 925, e será lançado ainda este ano, e duas pequenas coleções serão lançadas com preços entre US$ 300 a US$ 900 em 2016.

No ano seguinte, a Thesis Couture planeja licenciar sua tecnologia para outros designers de sapatos e varejistas, e esperam que a tecnologia dê início a uma revolução fashion. Dores nos pés por causa dos saltos altos? Nunca mais Chérie, Carrie Bradshaw agradece!

“Daqui a cinco anos”, disse Dolly, “Eu quero que cada salto alto sobre a face da Terra seja feito com a nossa tecnologia.”

O que achou desse salto alto da era espacial? Comente.

DEIXE UMA RESPOSTA