Um navio petroleiro tem o tamanho de um arranha-céu, projetado para carregar milhões de galões de petróleo pelo mundo através dos mares, de modo que não podemos imaginar um futuro sem eles. Mas com o desenvolvimento de novas tecnologias energéticas e de eco-polímeros que buscam eliminar o uso do petróleo, cada vez mais vão ser usar menos esses grandes navios.

O problema é saber o que fazer com os milhares de petroleiros velhos que existem pelo mundo. Um grupo de arquitetos está fazendo exatamente isso, propondo uma maneira de reutilizá-los como infra-estrutura.

Neste momento, os petroleiros desativados são desmantelados, muitas vezes em cemitérios de navios nos países em desenvolvimento, onde os trabalhadores pobres assumem a tarefa extraordinariamente perigosa de arrasarem os navios à mão, lidando com produtos químicos tóxicos e o óleo restante, tudo a fim de vender as sucatas dos navios por um pequeno lucro. É uma prática que a indústria do transporte marítimo e os governos estão tentando parar, mas descobrir o que fazer com os petroleiros desmanteladas não é fácil, até agora.

Portanto, é interessante imaginar como a estrutura de um mega-petroleiro poderia ser reutilizado em vez de descartado. Um grupo de designers holandeses formado por Chris Collaris , Ruben Esser, Sander Bakker e Patrick van der Gronde fizeram exatamente isso com o Black Gold Project, uma proposta totalmente conceitual para pegar uma petroleiro abandonado e reutilizá-lo como um edifício público.

Como reutilizar um navio petroleiro velho? Transforme-o em uma pequena cidade stylo urbano-2

Um grande retângulo corta os dois lados do navio para criar um fluxo de ar, onde a luz do sol e vento passam livremente para arejar e iluminar o seu interior.

Os arquitetos propõem a ideia como um centro cultural em um dos países do Golfo Pérsico, uma vez que muito do petróleo do mundo se origina lá. Poder utilizar esses enormes navios de um forma diferente, apenas limpando-os e redirecionando-os para serem transformados em edifícios, os custos sociais e ambientais seriam muito melhores do que seu desmantelamento.

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