Como é um nicho ainda emergente na indústria da moda, a revolução da moda tecnológica vem acompanhada de estereótipos e mitos, e neste post explicarei sobre três equívocos comuns. A união entre moda e tecnologia ainda está em sua fase inicial, e com a chegada do Apple Watch, o público lentamente começou a adotar um novo tipo de produto: os wearables. E mesmo os mais tarados por tecnologia tendem a abandonar esses dispositivos depois de 3 semanas após a compra.

Um dos desafios para a adoção bem sucedida dos wearables no mercado de massa, está na educação dos consumidores e como eles percebem essa nova categoria de produtos: “O que ele vai fazer para me ajudar? Eu preciso dele? Por quê?”. Além disso, os consumidores estão à espera de um produto elegante que eles poderiam usar sem temer comentários negativos. Para mostrar como a moda vai desempenhar um papel significativo para a adoção em massa da tecnologia wearable, veja a seguir 3 mitos se fundamento sobre a moda tecnológica

Mito 1  | Empresas de tecnologia estão liderando o movimento tecnológico wearable

Conheça alguns mitos sobre a moda tecnológica stylo urbano-1

As empresas de tecnologia podem ter sido as primeiras a investir nos wearables nos últimos anos, mas como vimos o que aconteceu com a primeira versão do Google Glass, a tecnologia por si só não é um fator forte o suficiente para que as pessoas invistam em tais produtos .

Ao invés de esperar que as empresas de tecnologia projetem milagrosamente os dispositivos wearables dos nossos sonhos, devemos pensar nas empresas de tecnologia e na tecnologia como elementos facilitadores para a criatividade, especialmente quando se trata de produtos para a moda tecnológica. A tecnologia pode trazer a magia intrínseca e os novos usos. Mas estes têm de ser discretamente incorporados no design, assim que o uso desses produtos não faz você parecer um esquisitão que saiu direto de um filme de ficção científica.

Por outro lado, as empresas de design e moda são os facilitadores estéticos. As colaborações entre estes dois deve ser um processo contínuo para criar peças verdadeiramente bonitas e úteis. Cada parte deve trabalhar no produto com a sua própria experiência, e essa parece ser a forma mais eficiente para criar uma nova categoria de produto, pois esse produto é uma mistura entre duas indústrias muito diferentes.

Mito 2  | Grandes marcas podem justificar os altos preços dos dispositivos wearables

Conheça alguns mitos sobre a moda tecnológica stylo urbano-2O que é luxo hoje? O CEO da Dior, Sidney Toledano disse em uma recente entrevista com Maurice Levy: “O luxo ainda é produto de qualidade excepcional, e uma imagem acima de tudo. Você precisa ser capaz de se gabar da tradição da marca, experiência, excelência e serviços do mais alto nível.” Os preços elevados associados com produtos de luxo são atribuídos à herança da marca, nível de habilidade, o status aspiracional e a quantidade limitada de um produto. Infelizmente, quando se trata de produtos finais de alta tecnologia em moda, esses preços extraordinários são muito mais difíceis de justificar.

Vamos dar uma olhada no Apple Watch como exemplo. A Apple não é estranha para o setor de luxo e foi eleita a marca mais atraente para dar de presente pelos clientes de classe alta da China, superando os gigantes da moda como Gucci, Prada e Chanel. Mesmo assim, as vendas da Apple Watch caíram drasticamente desde o seu lançamento em abril, com a versão Edition do relógio é o menos popular (e o mais caro obviamente).

O fato de que ele é feito de metais preciosos, não é suficiente para justificar um preço multiplicado por dez. Avarias causadas pelo uso e da falta de um killer app também estão mantendo os consumidores com as carteiras nos bolsos, mostrando que o relógio ainda não atingiu o status de “item de moda de luxo” entre o público rico que pode pagar.

No momento, pelo menos, a tecnologia sozinha não justifica um alto preço final. A diferenciação vem quando os benefícios do produto estão acima e além do próprio produto. Um exemplo perfeito para isso é  Christophe & Co. Armill, cujo CEO Aleksandr Bernhard diz que a tecnologia é secundária para o artesanato e engenharia maravilhosa da peça.

Como um produto de tecnologia wearable, o Armill age como uma chave para acessar os eventos mais exclusivos do mundo e como um farol para se comunicar com o assistente pessoal do usuário, médico profissional ou membro da família. Quando se trata de tecnologia de moda de luxo e preço extraordinárias, a proposta da Christophe & Co mirou num público muito seletivo e rico.

Mito 3  | A moda não tem espaço no mercado de tecnologia wearable
Conheça alguns mitos sobre a moda tecnológica stylo urbano-3
Tendo em mente que os setores médico, militar e empresarial são os que conduzem o maior crescimento e investimento nos wearables, as pessoas assumem que a moda não desempenha um papel importante no mercado da tecnologia wearable. No entanto, para que a tecnologia wearable ganhe o mercado de massa ela precisa ser conhecida e procurada pelos consumidores.

É aí que a moda se torna uma força fundamental para a condução dessa mudança.  Antes de ser útil, o item tecnológico que você supostamente usaria em seu pulso, em torno do seu pescoço ou em qualquer lugar de seu corpo tem para transmitir seu próprio estilo pessoal, e esta é uma parte que só a moda pode fazer de forma eficiente.

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