Já pensou descobrir se um produto é falsificado bastando somente tirar uma foto dele no smartphone? A startup franco-chinesa Cypheme desenvolveu uma inteligência artificial capaz de detectar a microestrutura da embalagem do produto, usando apenas uma câmera de celular, e avisa se os produtos são falsificados. Através de um aplicativo móvel que utiliza o poder de reconhecimento de padrões de aprendizagem de máquina, qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderá verificar a autenticidade dos produtos que adotam a solução.

O usuário terá que tirar uma foto do produto ou sua embalagem e enviá-lo para um bot Messenger que decide sobre a validade do produto em menos de um minuto. A nova tecnologia da startup convenceu vários investidores parisienses e conseguiu levantar 1,2 milhões de euros. Inicialmente especializada na proteção de documentos físicos, no Vale do Silício, a Cypheme mudou sua área de atuação depois de um acidente sofrido pela mãe de um dos fundadores. Ela tinha tomado um remédio falsificado e foi parar no hospital.

Mesmo os sites confiáveis vendem mais de 40% dos produtos falsificados. Cerca de 83% dos consumidores que querem comprar produtos genuínos não têm nenhum lugar seguro para comprar. As falsificações de alimentos e remédios matam mais do que a malária. As falsificações de leite em pó, remédios, comida e álcool causam 700 mil mortes por ano. Esse é um risco importante para a saúde dos consumidores, e é uma ameaça legal e uma responsabilidade moral para as corporações.

Cypheme cria aplicativo com Inteligência Artificial que detecta produtos falsificados pelo smartphone stylo urbano

A empresa tem escritório em Paris na incubadora de moda da Galeries Lafayette, e emprega seis pessoas. A tecnologia criada pela Cypheme utiliza três processos que são os preferidos pelas grandes empresas: o holograma, RFID e códio QR. “Nossa tecnologia é única e impossível copiar”, disse Hugo Garcia-Cotte, o fundador francês da empresa. “Unimos no mesmo aplicativo uma tecnologia exclusiva que copia o holograma, RFID ou um código QR, que constituem as ferramentas essenciais para lutar contra a falsificação. E analisamos o pacote tão precisamente quanto o que podemos fazer normalmente através de um microscópio infravermelho. Mas usando apenas uma câmera de smartphone.”

Presente nos setores de luxo, álcool e remédios, a tecnologia da Cypheme também poderia ser utilizada para lutar contra a falsificação de alimentos, perfumes, acessórios de moda, relógios ou hardware. “Há uma necessidade real entre os fornecedores de eletrônicos. Em 2016, a Forbes constatou que 90% dos carregadores da Apple vendidos na Amazon eram falsificados”, observa o fundador Hugo Garcia-Cotte. Um relatório da OCDE estimou que o mercado de falsificação fatura US $ 460 bilhões por ano, o que é 2,5% de todo o comércio global.

Fonte: Le Figaro

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