Alguns acreditam que os wearables como relógios e pulseiras inteligentes vão substituir o onipotente smartphone, mas eu acredito no oposto, que ele vai continuar vivo e forte no futuro próximo e acabará por integrar no mesmo aparelho, as mais diversas funções utilizados nos wearables do mercado. Por que digo isso? Porque o smartphone tornou obsoleto 13 tecnologias e vai continuar a fazer o mesmo com os dispositivos de tecnologia vestível.

Em tese, o smartwatch poderia roubar o mercado do smartphone mas quando o celular vier com uma tela flexível e utra fina para ser colocada em volta do pulso, a coisa muda de figura.

Em 2020 o smartphone de tela flexível e ultra fina substituirá a maioria dos wearables stylo urbano-1
Martin Cooper, o homem que inventou o celular em 1973. O primeiro celular pesava quase 1 kg e era gigante, mas revolucionou o mercado quando chegou ao consumidor, 10 anos depois, por cerca de US$ 4 mil. No passado só os ricos podiam tê-lo, mas hoje, está disponível a todos com uma tecnologia infinitamente mais avançada.

Depois dos Smartphones e Tablets serem objeto de desejo para praticamente qualquer pessoa no planeta a nova onda são os SmartWatchs, relógios inteligentes que fazem muito mais do que mostrar as horas. Mas a questão é, será que vamos mesmo precisa de um? Com as novas telas coloridas OLED flexíveis e ultra finas, os smartphones atuais deixarão de ser aparelhos volumosos e rígidos (que ironia se comparada com a foto acima), para se tornarem braceletes inteligentes nos nossos pulsos até 2018.

A maioria dos wearables no mercado são dispositivos projetados para se conectarem através de aplicativos ao seu celular, e servir como um monitor secundário para o seu aparelho.

A popularidade atual dos smartwatches, rastreadores de fitness e outras engenhocas wearable levanta uma série de questões intrigantes sobre como estes aparelhos afetarão os smartphones em nossos bolsos e bolsas. Como estes dispositivos ficarão “mais inteligentes” se ainda vão precisar de nossos smartphones? Ainda haverá um lugar para o smartphone em 10 ou 15 anos? Pode apostar que sim pois ele vai “colocar no bolso” todos esses rastreadores de fitness como Jawbone, Fitbit, Nike+, Fuelband, Misfit entre outros como também os relógios inteligentes da Apple, Sony, Motorola, Samsung e similares.

A dúvida é: para quê comprar um desses wearables se o próximo smartphone flexível poderá fazer o que eles fazem só baixando aplicativos? E tem outro detalhe importante, pesquisas revelam uma diminuição constante no interesse dos consumidores nesses wearables, pois muitos de seus proprietários perdem o entusiasmo da “novidade” e os abandonam no armário após seis meses.

Em 2020 o smartphone de tela flexível e ultra fina substituirá a maioria dos wearables stylo urbano-2
Para quê ter um wearable desses se posso esperar para ter um smartphone que faz o que eles fazem e muito mais?

O fator que vai tornar o smartphone o dispositivo wearable mais importante do mercado é que ele vai ser feito de plástico flexível e ultra fino (inquebrável) e ter seu design modificado para um moderno bracelete.  Como ele vai ficar em volta do pulso, poderá obter os mesmos dados biométricos do usuário como fazem os rastreadores de fitness atuais.

E além disso como sua tela flexível ocupa toda a largura e comprimento do aparelho, será muito mais confortável de manusear do que a minúscula tela do smartwach.  Eu não uso relógio há vários anos e tenho alguns deles jogados na gaveta pois utilizo meu celular para ver as horas. Eu amo tecnologia mas não tenho interesse de comprar um smartwatch, pois prefiro esperar até 2018 para ter um smartphone bracelete.
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Com o smartphone de pulso você poderá ver as horas, ouvir música e ver vídeos, fazer chamas de voz com vídeo, fazer pagamentos, abrir a porta da sua casa e carro, monitorar seus exercícios físicos e sua saúde, acessar mapas de localização pelo GPS, programar o trajeto de um carro autônomo, tirar fotografias e fazer vídeos, controlar drones e mudar os canais e volume da TV por gestos, se conectar a outros aparelhos inteligente através da Internet das coisas e baixar outros aplicativos funcionais pela internet?

O smartphone vai se tornar o wearable final! As startups vão precisar apenas desenvolver novos aplicativos para esses aparelhos em vez de criar outros dispositivos de tecnologia vestível. Para mim, o smartwach e outros wearables vão perder seu apelo de marketing quando o primeiro smartphone de puslo for lançado. Outro fator importante é a sustentabilidade, pois reciclar os componentes dos wearables é complicado por causa do pequeno tamanho deles.

Quanto mais modelos diferentes de wearables forem lançados, mais recursos serão necessários para sua fabricação e mais problemas serão gerados nos aterros. Será muito mais prático termos um único dispositivo inteligente que sintetize tudo nele do que ter vários dispositivos de tecnologia vestível fazendo coisas diferentes.

E a revolução da tecnologia das telas flexíveis e ultra finas OLED vai também mudar a cara de outros aparelhos eletrônicos com nossas TVs e monitores de computador. Em 2020 você poderá comprar uma “TV papel de parede” que você poderá aplicar em toda sua parede e ter um verdadeiro telão de cinema em  casa.

A Apple apresentou um vídeo conceito de seu relógio inteligente do futuro que utiliza holografia. Não vejo sentido ter dois aparelhos no mercado com nomes diferentes propondo a mesma coisa. O celular vai evoluir para o mesmo tipo de bracelete inteligente do vídeo da Apple Watch, então por que comprar um smartwach se posso ter um smartphone que tem os mesmos recursos e alguns a mais?

O mais interessante é que o smartphone bracelete poderá ter sensores em contato com a nossa pele, que utilizarão o calor e a energia cinética do movimento do corpo para carregar sua bateria. Você será a bateria do celular enquanto ele estiver em seu pulso e quando tirá-lo, ele vai consumir a energia estocada em sua bateria até o momento em que você o “ligar” a sua pele novamente.

O smartphone vai continuar o seu reinado absoluto por muitos anos ainda até chegar o dia em que a nanotecnologia poderá integrá-lo de vez em nossas roupas inteligentes com tecidos touchscreen.

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