É difícil ver o mosquito como um animal mortal, mas os mosquitos infectados com malária matam mais pessoas do que todos os tubarões, leões, cobras ou crocodilos juntos.  A cada 2 minutos uma criança morre de malária e 270 milhões de pessoas na África vivem sem qualquer proteção, isso é um absurdo especialmente porque a malária é uma doença evitável. Os empreendedores africanos Moctar Dembélé e Gérard Niyondiko perceberam esse problema e criaram uma forma rentável para garantir que até mesmo as comunidades mais pobres tivessem acesso a uma proteção preventiva contra a Malária. E isso foi feito por dois empreendedores e não pelo Estado.

O “Faso Soap” custa centavos e é produzido em Burkina Faso, na África, onde é feito a partir de ingredientes naturais de fácil acesso, tais como capim-limão, calêndula africana e árvore Shea. Segundo Niyondiko: “O sabão é um produto que você pode encontrar em todas as casas de família africanas, não importa quão pobre elas sejam”.  A malária é a principal causa de morte na África sub-sahariana. Todos os anos em todo o mundo, cerca de 600.000 pessoas morrem de malária que é uma doença causada por parasitas que são transmitidos aos seres humanos através de picadas de mosquitos infectados. Os sintomas geralmente incluem febre, fadiga, vômitos e dor de cabeça.

A diferença entre o sabão Faso e outros repelentes é que ele não requer qualquer mudança de comportamento, porque todo mundo usa sabão. Outros produtos preventivos são muito caros ou limitados na sua utilização. O sabão Faso também consegue atacar o problema na sua origem. As águas estagnadas são muitas vezes o terreno fértil para os mosquitos, mas a água com resíduos do sabão Faso reduzem o desenvolvimento das larvas de mosquito.

Em 2013, Dembélé e Niyondiko se tornaram os primeiros vencedores africanos do Global Social Venture Competition da Universidade da Califórnia. Desde então, o sabão Faso fez parceria com organizações e outras ONGs para desenvolver seu produto. A equipe lançou uma campanha de financiamento coletivo na internet para levantar os fundos para os equipamentos de laboratório e outros testes de produtos.

O produto também é fabricado com baixo custo, tornando o repelente acessível para as comunidades mais pobres da África. O processo de fabricação também cria postos de trabalho em Burkina Faso. Dembélé e Niyondiko tem um objetivo, para salvar 100 mil vidas da malária até o final de 2018. Os pobres precisam de mais empreendedorismo e livre mercado do que intervenção estatal.

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