Depois do sucesso do co-working agora é a vez do co-living. Londres está no meio de uma crise habitacional com aluguéis altíssimos, o que torna os apartamentos no centro da cidade muito caros para jovens profissionais. Para fornecer uma solução, a startup The Collective está lançando seu empreendimento imobiliário Old Oak em maio de 2016. O edifício segue o estilo de vida compartilhada num prédio de escritórios abandonado que será convertido numa enorme experiência de co-living.

Os moradores viverão numa kitchenette com quarto privado e casa de A banho, mas terão acesso a 1.115 metros quadrados de espaço de vida partilhada com centenas de colegas de apartamento: a ideia é encontrar um equilíbrio entre espaço privado e um senso de comunidade. Ele foi projetado para alguém com seus vinte ou trinta anos. Na verdade isso tem toda lógica pois os jovens profissionais que trabalham nos coworkings já estão acostumados a compartilhar espaços. Mas a startup americana WeWork foi além e uniu o co-working e o co-living no mesmo espaço.

Empresa investe no estilo de vida compartilhado para edifícios residenciais em Londres stylo urbano-1

A iniciativa da empresa tem como objetivo fornecer uma alternativa para apartamentos cada vez menores na cidade , especialmente em casas ou quartos convertidos ilegalmente. Os moradores terão acesso aos espaços compartilhados, incluindo um “jardim secreto”, cozinhas, biblioteca, uma sala de cinema, um spa, ginásio e sala de jogos. Há também salas de jantar, que os moradores podem alugar quando quiserem receber alguém. Os moradores pagam um aluguel mensal com tudo incluído que pode custar de 15% a 40% mais barato do que alugar um apartamento típico, e inclui  as contas, wi-fi, faxina e mudança de roupa semanal.

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A empresa acredita que os jovens da geração Y preferem viver em comunidades. Segundo Reza Merchant, o CEO da The Collective que tem somente 26 anos: “Eu acho que se você olhar para a nossa geração, há uma mudança em direção a querer ser parte de uma comunidade e compartilhar experiências com seus pares”, diz ele. “Todo o conceito de partilha é muito mais aceitável hoje do que era anteriormente. Assim, por um lado, as pessoas realmente preferem compartilhar. Por outro lado, simplesmente não existem opções.” E ele está certo!

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O co-living ou co-housing, é a reencarnação de uma ideia muito antiga que surgiu com a Revolução Industrial, quando a população americana passou de 25,6% rural em 1870 para 51,2% urbana em 1920. Em 1880 na cidade de San Francisco, hotéis residenciais passaram a ser utilizados por 1 em cada 16 pessoas da população e em 1910 passou a ser 1 em cada 10 pessoas.

Mais tarde, os hotéis residência caíram em desgraça pois a classe média americana se mudou em massa para os subúrbios em meados do século 20, transformando os hotéis residenciais como moradia e último recurso para os pobres que foram deixados para trás nos centros urbanos. Mas agora até os subúrbios estão lotados e o centro das cidades estão voltando a ganhar importância.

3053941-slide-s-3-these-london-high-rises-are-a-massive-experiment-in-co-livin3053941-slide-s-12-these-london-high-rises-are-a-massive-experiment-in-co-livin3053941-slide-s-10-these-london-high-rises-are-a-massive-experiment-in-co-livin3053941-slide-s-6-these-london-high-rises-are-a-massive-experiment-in-co-livin3053941-slide-s-4-these-london-high-rises-are-a-massive-experiment-in-co-livinDe que outra forma inteligente, as imobiliárias podem repensar os espaços convencionais, para se adaptar ao aumento dos aluguéis e a superpopulação? A empresa PLP Architecture projetou o Old Oak, e também tem planos para um outro grande projeto, um arranha-céu de 30 andares com co-living no topo e co-working para startups na parte inferior chamado The Collective Stratford que está previsto para abrir em 2018. Quantos edifícios abandonados nos centros de grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro não poderiam ser aproveitados dessa forma em vez de se tornarem favelas verticais?

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