Roupas criadas e comercializadas por uma empresa social, essa é a ideia por trás do Progetto Quid que utiliza materiais descartados pelos grandes produtores têxteis do norte de Itália e os transforma em roupas para venda. O produto é vendido em duas lojas com o nome próprio da empresa e em várias outras lojas na Itália. O volume de negócios do Quid foi de 240 mil euros e espera-se que atinja os 330 mil em 2015.

Empresa social italiana recicla tecidos e dá trabalho para mulheres em situação de instabilidade social stylo urbano-1

Anna Fiscale, Fundadora e Presidente do Progetto Quid disse: “O nosso produto é de edição limitada e tem tido um resultado positivo no mercado. Separadamente, estabelecemos parcerias com marcas conhecidas na Itália, que se juntaram ao nosso projeto.” A intenção é desenvolver estas parcerias e criar peças comerciais para os mercados italiano e europeu. Foram feitos acordos com outras cooperativas sociais em Verona. E os 15 colaboradores do projeto são principalmente mulheres, numa situação de instabilidade social.

A inovação social, é composta por todos os novos projetos, serviços e modelos para responder aos diferentes desafios sociais. Xavier Le Mounier, Organizador da Competição Europeia de Inovação Social explica: “Na verdade, abrange todos os setores. Desde os cuidados de saúde até à educação. No ano passado, conheci uma equipa que trabalhava em prédios vazios da Europa, para a implementação de negócios nesses locais.”

O projeto italiano Quid ganhou, no ano passado, um dos prêmios do concurso europeu de inovação social. Uma nova edição da competição vai ter lugar este ano, para apresentar ao público as novas ideias que visam reduzir o desemprego e os seus efeitos nocivos na sociedade e na economia.

“Os vencedores podem conseguir um prêmio de 50 mil euros, apoio de um mentor e coaching, podem encontrar parceiros de negócio, ficar ligados em rede e podem também encontrar clientes”, acrescenta Xavier Le Mounier. Anna Fiscale conclui: “Para nós, a chave do sucesso é a combinação dos aspetos sociais, ambientais e de mercado, oferecendo um modelo competitivo aplicável a todas as empresas com interesses éticos.”  Legal né? Espero que surja muitas outras iniciativas assim.

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