O conglomerado francês de luxo Kering, anunciou seus objetivos para a segunda fase do seu plano estratégico de sustentabilidade, que está estruturado em três áreas: impacto ambiental, aspectos sociais e inovação, com várias metas quantitativas para 2025. A estratégia é uma das mais amplas e ambiciosas, incorporando toda a cadeia de fornecimento, o processo de design e de fabricação de suas 16 marcas de luxo, incluindo Stella McCartney. Um dos planos da empresa é reduzir seu impacto ambiental em 40% nos próximos dez anos.

Marie-Claire Daveu, responsável pela sustentabilidade e diretora de relações institucionais internacionais da Kering , admite que “será um desafio”, porque 93% do impacto ambiental da empresa ocorre na cadeia de valor. “O luxo cria as tendências da moda, por isso vemos como nossa responsabilidade, estabelecer os mais elevados padrões sociais e ambientais em nosso próprio setor, para que tenha influência na indústria em geral“, disse ela. Guiado pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (DPSs), a estratégia Kering 2025 cria estratégia no âmbito dos três pilares: cuidado, colaborar e criar.

A Kering quer aumentar em 20% o uso de algodão, seda, viscose e lã orgânica ou sustentável e remover o metal pesado usado em processos de tingimento dos tecidos. Além de aumentar o número de matérias-primas sustentáveis, o grupo vai investir na inovação e desenvolvimento de novos materiais e tecnologias feitas por startups e universidades. A empresa também desenvolveu uma ferramenta aberta, o Environmental Profit&Loss, para medir seu progresso no assunto.

Grupo Kering cria novo plano de sustentabilidade para suas 16 marcas de luxo stylo urbano

Há coisas que podemos trabalhar sozinhos, como material orgânico e peles sustentáveis” disse Marie-Claire Daveu. Por outro lado, a Kering criará laboratórios de pesquisa de novos materiais para joias e relógios, explorará a biotecnologia e promoverá a economia circular através dos tecidos reciclados em novas roupas.

A empresa também tem planos para reduzir sua pegada de carbono em 50% nos próximos dez anos e estará relatando seu progresso a cada três anos. Finalmente, no aspecto ambiental, a Kering criará o Young Leaders Advisory Group, que irá recrutar doze estudantes universitários para “descobrir novas formas de ver o negócio do ponto de vista da geração digital”. A estilista inglesa Stella McCartney foi a principal influência pelo Grupo Kering abraçar a ética e sustentabilidade, pois as marcas de luxo também são responsáveis pela poluição e exploração que acontece na indústria da moda.

“Como as empresas, precisamos colaborar e encontrar soluções para os desafios globais. E se todas as empresas trabalharem de forma transparente e compartilharem suas inovações, isso pode preparar o terreno para um progresso real e para escalar novos modelos de negócios sustentáveis. É nossa responsabilidade trabalhar desta forma”, disse Marie no site da Kering.

Segundo François-Henri Pinault, presidente e CEO da Kering: “Mais do que nunca, estou convencido de que a sustentabilidade pode redefinir o valor dos negócios e impulsionar o crescimento futuro. Como líderes na indústria do luxo, todos nós temos um papel crucial a desempenhar e eu trabalhei com os CEOs de nossas marcas de luxo para incorporar a sustentabilidade em todas as nossas atividades durante o desenvolvimento desta próxima fase da nossa estratégia de sustentabilidade. Nossa estratégia define como vamos redesenhar o nosso negócio para continuar a crescer e prosperar de forma sustentável para o futuro, enquanto ao mesmo tempo, ajudamos a transformar o setor de luxo e contribuir para enfrentar os desafios sociais e ambientais significativos de nossa geração.”

Fonte: Grupo Kering

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