A segunda maior rede de fast fashion do mundo,  o grupo H & M, disse que pretende usar 100% de materiais sustentáveis ou reciclados em suas roupas em 2030. Apesar dos desafios ambientais associados com o enorme volume de produção da empresa, este objetivo para se tornar mais sustentável está descrito no último relatório anual de sustentabilidade da empresa, divulgado hoje. O relatório também menciona que a H & M em 2016 foi nomeado a maior consumidora mundial de algodão certificado pela Better Cotton Initiative em suas coleções têxteis e de vestuário.

Desde que começou a sua iniciativa de recolher roupas usadas em 2013, a H & M recolheu mais de 39.000 toneladas de tecidos indesejados. Em 2020, a empresa tem como objetivo recolher pelo menos 25.000 toneladas de tecidos a cada ano e em 2030, pretende usar somente materiais reciclados ou sustentáveis em seus produtos, sendo que hoje esse número é de 26%.

A H & M já é a maior utilizadora de algodão certificado pela Better Cotton Initiative e também uma das maiores usuárias de algodão orgânico, poliéster reciclado e Tencel. No momento, cerca de  43% do algodão utilizado pela H & M é proveniente de fontes sustentáveis e a empresa se comprometeu a utilizar somente algodão sustentável até 2020. Para além disso, utilizaram poliéster reciclado proveniente de mais de 180 milhões de garrafas de PET em 2016.

A maioria dos tecidos recolhidos são reciclados e uma pequena proporção são incinerados. No entanto, a proporção de roupas velhas que são recicladas em novas roupas ainda permanece minúscula pois a atual reciclagem mecânica consegue obter somente 30% de fibras recicladas tendo que ser misturadas com fibras virgens, e a reciclagem química, que consegue transformar 100% das roupas velhas em fibras novas, ainda permanece no laboratório. Foi para acelerar esse processo que a H & M criou o concurso anual Global Change Award para premiar as 5 tecnologias disruptivas que irão tornar a moda mais sustentável.

Recentemente a H & M lançou sua coleção Consciente feita inteiramente a partir de resíduos plásticos recolhidos das praias. Já a empresa espanhola Inditex, o maior grupo de fast fashion do mundo, investiu mais de 7 bilhões de euros para apoiar suas metas de sustentabilidade ao longo dos últimos cinco anos. Isso inclui melhorar sua coleção de vestuário e programa de reciclagem, investimento numa logística mais ágil, e a modernização das lojas para torná-las mais eco-eficiente.

Os investimentos do grupo também abriu o caminho em direção à economia circular, introduzindo recipientes para roupas usadas em todas as lojas da Zara na Espanha, Portugal, Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Irlanda, segundo o relatório anual da Inditex de 2016. Estas iniciativas fazem parte do Plano Ambiental 2016-2020 que visa recolher o máximo de roupas possível e depois doá-las a organizações sem fins lucrativos para revenda ou reciclá-las em novos tecidos em colaboração com empresas de alta tecnologia, tais como Hilaturas Ferré ou Lenzing.

Além da instalação de mais de 2.000 recipientes em todo o mundo, a plataforma online da Zara lançou um serviço de coleta domiciliar de roupas usadas em colaboração com a Fundação Seur, que pode ser utilizado com qualquer compra. Este serviço foi inicialmente lançado na Espanha e será gradualmente introduzida em outros mercados da marca.

Em setembro passado, a Zara lançou a segunda edição de sua coleção de moda sustentável Join Life ​​que prioriza o uso de materiais reciclados e processos de fabricação de vestuário mais ambientalmente responsáveis. A Zara também introduziu um novo tecido para esta coleção chamado Refibra, que é feito a partir de algodão reciclado e fibra proveniente de florestas geridas de forma sustentável.

Inditex colaborou com Lenzing da Áustria para desenvolver este novo material que é feito puramente a partir de materiais reciclados. Bem, pelo menos as duas maiores redes de fast fashion do mundo estão adotando o conceito da economia circular para diminuir o seu impacto socioambiental.

1 Comentário

  1. Agora falta usar o poder que possuem, para influenciar as fabricas a garantirem vida e trabalho digno, aos trabalhadores, que na maioria,ainda vivem em regime de escravidao contemporanea.

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