A união perfeita entre arte, moda, ciência e tecnologia é a síntese do trabalho da incansável estilista holandesa Iris Van Herpen, que durante 10 anos vem nos fascinando com suas coleções futuristas e também desafiando as rígidas normas da alta costura, redefinindo-as com a ajuda da tecnologia e ciência. Em sua nova coleção Aeriform para Outono 2017, Iris apresentou belos e enigmáticos vestidos com tecidos recortados à laser, plissados, dobraduras estilo origami, impressão 3D e aplicações de esculturas metálicas.

Iris ficou conhecida com a sacerdotisa da alta tecnologia na moda, e apresentou sua moda de vanguarda em Amsterdã. Convidada a fazer parte da Fédération Française de Couture em 2011, o talento de Iris era combinar técnicas de trabalho manual com tecnologia digital, comprovando que ela era uma força inovadora na moda. A estilista ficou conhecida por ser a primeira a criar um vestido de impressão 3D para uma coleção de moda, e nesta temporada, Iris mostrou 16 looks em comemoração ao seu 10º aniversário na alta costura.

Em sua coleção, ele disse à Vogue : “Quero contribuir e fortalecer a alta costura do século XXI. E em se tratando da alta costura, quero dizer “a arte da moda”, o lugar onde a inovação e artesanato são aperfeiçoados no melhor nível possível”.  Embora suas coleções sejam destaque em várias exposições em museus, Iris Van Herpen não conseguiu convencer os críticos de moda mais tradicionais que afirmam que é difícil imaginar alguém vestindo suas roupas na rua.

E quem se importa com o que eles pensam dela? Iris encontrou maneiras de nos fazer sonhar, proporcionando-nos com uma visão de um futuro em que um estilista pode experimentar livremente com arquitetos, cientistas e engenheiros e combinar a tecnologia avançada com o artesanato tradicional.

Nesta temporada, a estilista continua a explorar novas formas de feminilidade e artesanato. A coleção Aeriform examina a natureza e anatomia do ar e a ideia de materialidade e leveza no ar, criando espaço negativo e positivo com sombra e luz.

De acordo com Iris, ela se inspirou nos músicos subaquáticos dinamarqueses que desafiam a relação entre o corpo e a sua cercadura elementar, em um ambiente subaquático onde o ar está ausente. “Suas vozes líquidas e a escuridão subsônica me sobrecarregaram. Isso me motivou a mergulhar nos contrastes entre água e ar, entre dentro e fora, entre a escuridão e a leveza “, disse  Iris.

Apresentando formas estruturais e visuais combinadas com silhuetas elaboradas, a coleção é influenciada pelo desenvolvimento tanto da construção dos tecidos como do vestuário. Iris reflete isso nos volumes, padrões ondulantes e camadas translúcidas. Ela trabalhou com finas estruturas feitas de metal com padrões florais geodésicos em colaboração com Philip Beesley. Flutuando em torno do corpo como uma nuvem de prata, a estrutura metálica o envolve de forma delicada. Veja todas as fotos da coleção em alta resolução no site The Impression.

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