A designer têxtil Jessica Smarsch criou uma maneira inteiramente nova de unir artesanato e tecnologia para fabricar tecido feito à mão no mundo industrial. Usando a tecnologia, ela aproveitou a complexa destreza humana para transforma-la em dados, para em seguida, usá-los num tear mecânico industrial. A designer argumenta que a fabricação têxtil é uma atividade muito humana e o tecido artesanal tem características específicas que são impossíveis de se recriar com os teares em uso hoje.

Ela cita o exemplo de mulheres escocesas do passado cuja tecelagem foi influenciada por músicas que elas cantavam enquanto trabalhavam em seus teares. Este processo dá uma textura no tecido diferente, com fios puxados em diferentes tensões e tempos diferentes, tudo graças à incrível complexidade de movimentos da mão.

Jessica Smarsch une artesanato e tecnologia para transformar movimentos humanos em padrões têxteis stylo urbano-1

Em contraste com a produção têxtil de hoje, as qualidades artesanais tornaram-se impossíveis de se reproduzir em grande escala e acabaram se tornando uma raridade. Para trazer de volta a sua singularidade particular, Jessica Smarsch tem encontrado uma maneira através do projeto “Constructing Connectivity” (Construindo Conectividade) que dá um toque humano através do uso da tecnologia.

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Jessica construiu uma variedade de ferramentas que imitam a variável resistência, som e flexibilidade que incentivam o corpo para imitar os movimentos de tecelagem manual. Usando sensores musculares, ela extraiu informação e através de um software, ela foi capaz de transformá-lo em um padrão de tecelagem.

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Após aquecimento e agitação, os padrões de tecelagem ativam e criam uma textura única para o tecido. O resultado final é um tecido ondulado muito interessante que foi tecido com padrões que são repetitivos, mas muito cronológicos. A textura irregular também dá esse tom artesanal incrível.

O projeto desafia a definição de “feito à mão”. Embora a máquina tenha feito a tecelagem do tecido, o design e todos os padrões têxteis vêm do movimento humano. Usando a tecnologia que mede o movimento, a designer foi capaz de informar a máquina todo o processo da variabilidade sutil do movimento humano de forma repetitiva. Jessica colaborou com a dançarina Ron Duiker para gerar uma série de padrões que se tornaram uma coleção de sete camisas.

O ritmo e repetição são a chave para o processo de fabricação têxtil e também são os dois fatores que contribuem para a sua parceria e conectividade para criar a padronagem do tecido.” – Diz Jessica Smarsch.

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