Já imaginou usar uma roupa projetada para durar 30 anos e que seja um antídoto contra as roupas baratas, descartáveis e exploradoras de trabalho escravo do “fast fashion”? Essa é a ideia por trás da marc de moda slow fashion Tom Cridland que lançou as campanhas de sua coleção do “Moletom de 30 anos”, “Camiseta de 30 anos” e da “calça Tom Cridland“, ambas desenvolvidas para durar a vida inteira. A empresa está tão confiante que ofereceu três décadas de garantia para reparos nas peças.

O Jovem empreendedor Tom Cridland, de 24 anos, disse que as suas peças podem ser passadas por gerações pois conta que tecnologia e os melhores tecidos do mundo que permitem que as roupas durem tanto tempo. Se elas duram realmente 30 anos só mesmo usando para saber, mas é uma proposta interessante a de Tom.

A startup, que tem sede em Londres, trabalha com peças feitas à mão, com 80% algodão de alta qualidade e 20% de poliéster. A matéria-prima evita arranhões e estragos, mas mesmo assim a empresa oferece garantia por 30 anos para consertar a peça. Tom desenvolveu sua coleção slow fashion por ter notado que muitas pessoas podem estar começando a perder o interesse em roupas baratas que rapidamente se desgastam e acabam no lixo para entupir os aterros sanitárias.

A startup com sede em Londres está trabalhando com os artesãos portugueses que tricotam os moletons à mão, usando algodão de alta espessura e qualidade que é tratado com silício para não encolher ou desbotar. O acabamento com poliéster ajuda a evitar rasgos e furos. Ele foi projetado para durar mais tempo do que quase qualquer coisa que você possui, e se ele precisa de uma reparação, a empresa promete cuidar disso.

A camisa é concebido como um antídoto para o fast fashion. “O problema é a obsolescência embutida entre os principais varejistas de moda”, diz Tom Cridland. “Está tudo bem se você tem dinheiro e pode se dar ao luxo de jogar fora as roupas que você compra quando se cansa delas. O que não é certo, porém, é que as roupas estão sendo feitas sistematicamente para se desgastarem depois de apenas algumas lavagens.”

É também uma alternativa para as pessoas que querem apoiar normas laborais justas. “Muitas vezes, as pessoas que fazem roupas para varejistas de fast fashion em lugares como China, Índia ou Bangladesh não são tratados como seres humanos”, diz ele. “As condições de trabalho são horríveis e seu salário mal cobre as despesas básicas. Isso claramente precisa mudar.”

Mais empresas estão indo na direção da moda “lenta”. Como Tom Cridland, outras marcas mais recentes, incluindo a gigante americana, Flint and Tinder (a empresa por trás do moleton de 10 anos), e a Zady estão entre elas. E marcas de longa data como a Patagônia ofereceram reparos gratuitos durante anos e tentam incentivar os consumidores a comprar menos.

Mas eles ainda são apenas uma pequena fatia do mercado global. As três maiores marcas de fast fashion sozinhas: Forever 21, H & M e Zara vendem atualmente cerca de US $ 6 bilhões, e estão projetando crescer 11% ao ano durante os próximos cinco anos, muito mais rápido do que o resto da indústria do vestuário.

A Forever 21 está abrindo novas lojas chamadas F21 Red, que são ainda mais baratas do que suas lojas principais, onde camisetas no varejo saem por US $ 1,80 e jeans por 7,80 dólares. Claramente, o fast fashion não está indo embora. Mas, pelo menos estão surgindo agora mais opções de marcas para pessoas que querem roupas éticas, relativamente acessíveis que construídos para durar.

Um filme clássico de Hollywood chamado “O homem de terno branco” que está disponível completo no youtube, mostra o químico genial Sidney Stratton, que desenvolveu um tecido indestrutível que não amassa, não suja e não rasga jamais, durando toda vida. O que aconteceu? Sidney foi perseguido tanto pelos representantes do capital, quanto pelas lideranças sindicais temerosas pela ameaça do desemprego.

A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como “descartalização”. Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.

É exatamente assim que funciona o fast fashion, roupas projetadas para serem jogadas fora o quanto antes para se comprar mais e mais.

O Século do Ego é uma aclamada série de 4 documentários criados por Adam Curtis que examina a ascensão do auto-consumo tendo como pano de fundo a dinastia Freud. O século do Ego conta a história não contada e às vezes controversa do crescimento da sociedade de consumo de massa na Grã-Bretanha e os Estados Unidos.

Como foi criado o auto-consumo, por quem, e com que interesses? A dinastia Freud está no coração desta história social. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, o seu sobrinho Edward Bernays, que inventou as relações públicas, Anna Freud, filha devotada de Sigmund e atual PR guru e o neto de Sigmund, Matthew Freud.

A Obra de Sigmund Freud sobre o tenebroso mundo do subconsciente influenciou o mundo. Com a introdução de uma técnica para sondar a mente inconsciente, Freud forneceu ferramentas para entender os desejos secretos das massas. Inconscientemente, a sua obra serviu como precursora para um mundo cheio de doutores políticos, magnatas, marketing e a crença da sociedade de que a busca de satisfação e felicidade é o objetivo último do homem.

Em resumo, Freud e seu séquito familiar criaram toda uma indústria de exploração emocional para controlar as insatisfações e desejos humanos que foi prontamente vendida para grandes empresários por seu sobrinho marqueteiro Edward Bernays, para transformar o mundo no que é hoje. Você quer saber até onde vai parar a toca do coelho? Tome sua pílula vermelha e assista aos documentários de O Século do Ego completo aqui.

O que achou da proposta da marca de slow fashion Tom Cridland de roupas que duram décadas? Comente.

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