A tecnologia vestível conquistou a alta costura. O evento beneficente Met Gala 2016 teve como tema a exposição “Artesanal x Máquina: Moda na idade da tecnologia” que apresenta ao público o futuro da moda com a união entre o artesanato e a tecnologia avançada. O estilista Zac Posen apresentou seu vestido de Cinderela usado pela atriz Claire Danes feito com tecido de fibra óptica que brilha no escuro. Já as grifes Marchesa e Versace apresentaram cada uma sua visão da alta costura do futuro.

A modelo Karolina Kurkova brilhou no tapete vermelho com seu “vestido cognitivo” impulsionado por dados, confeccionado pela marca de Nova York Marchesa em parceria com a IBM Watson. O vestido foi feito com luzes LED que piscam e mudam de cor dentro das flores de tecido de acordo com as respostas dos fãs no twiter da modelo. O vestido pode responder a cinco principais emoções: alegria, paixão, emoção, empolgação e curiosidade.

O vestido foi criado para mostrar como artistas e designers podem se unir à tecnologia para criar novidades criativas. Como você pode ver, as grifes de moda e as empresas de tecnologia estão ansiosos para incorporar eletrônicos em acessórios de moda que podem processar informações para revelar o humor ou a personalidade dos seus usuários.

Marchesa e Versace unem alta costura com alta tecnologia no Met Gala stylo urbano-1

Segundo Georgina Chapman, da Marchesa: “Quando você era jovem e imaginava um vestido que seria de outro mundo, você imaginaria que ele seria feito de tecidos que mudassem de cor ou que se iluminassem. Agora esse componente mágico é possível”.

O IBM Watson é o supercomputador que usa processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina e é capaz de fornecer insights de milhares de dados não estruturados. Isso faz com que seja uma plataforma baseada em disciplinas científicas de Inteligência Artificial (IA).  Para ajudar na criação do vestido, Watson aprendeu sobre as paletas de cores da Marchesa e extraiu centenas de imagens de vestidos criados pela marca feminina.

O restante do processo envolvia escolher as cores e quais tecidos ficariam melhor para dar o efeito desejado. Com base em alguma característica, como luminosidade, flexibilidade e peso, um tipo específico de tecido foi selecionado. Todo o propósito do vestido era mostrar a capacidade da inteligência artificial do Wastson e por isso, a IBM escolheu o Met Gala.

Pode-se dizer que houve na verdade três contribuintes para a criação deste vestido: Marchesa, IBM Watson  e os fãs de Marchesa. Com a sofisticação cada vez maior da IA, no futuro esses robôs inteligentes poderão assessorar os estilistas na criação de suas coleções escolhendo as melhores cores, tecidos e fornecedores além de dar um feedback do que os clientes acharam da coleção.

Abaixo as estilistas da Marchesa explicam como o IBM Watson as auxiliou na criação do vestido e para saber mais detalhes veja aqui.

Já a atriz Kate Hudson surgiu deslumbrante num vestido de noiva futurista feito com painéis de plástico de impressão 3D e tule branco projetado pelo Atelier Versace. O design futurista do vestido deu a impressão que Kate estava flutuando. Esse vestido branco simboliza a união perfeita entre o “feito à mão” da alta costura com a vanguarda da alta tecnologia de materiais. O casamento entre a alta moda e a alta tecnologia vai ser eterno, alguém duvida?

Mas e a indústria têxtil e os estilistas brasileiros? Quando vão sair “de cima do muro” e começar a aderir a essa revolução tecnológica que está transformando a indústria? O futuro da moda está no desenvolvimento de novos materiais e tecidos sustentáveis, na impressão 3D e na tecnologia vestível das roupas inteligentes. Essa será a maior tendência de todas.

Marchesa e Versace unem alta costura com alta tecnologia no Met Gala stylo urbano-2

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