Imagine se paredes e móveis pudessem surgir a partir do chão como mágica, transformando um espaço vazio em uma moradia de dois ou três quartos em uma questão de minutos? Agora imagine que toda a operação está sendo conduzida por um exército de robôs subterrâneos em miniatura. Por mais fantástico e improvável que possa parecer, essa é a promessa do projeto Dom Indoors, um novo sistema robótico que pode reconfigurar espaços vazios em espaços multiuso em poucos minutos.

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Espaços comerciais e apartamentos podem ser completamente reconfigurados em pouco tempo se tornando multifuncionais.

Projetado pela Asmbld, uma empresa de robótica sediada em Nova York, o sistema é baseado em torno de um piso quadriculado que se projeta 12,7 centímetros fora da terra. Usando sensores de luz e marcadores sobre a superfície para se orientar, os pequenos robôs deslizam debaixo do espaço, montando blocos modulares e levantando-os no lugar. Tudo é projetado e monitorado através de um aplicativo instalado no smartphone. Apenas trocando seu piso comum pelo sistema da DOM Indoors, sua casa torna-se um espaço multiuso que pode se adaptar a qualquer necessidade ou situação.

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O revolucionário sistema da Asmbld imediatamente chama a atenção pois lembra o Minecraft ou Lego em tamanho real, mas poderia ter uma ampla gama de aplicações na vida real. Você pode transformar seu quarto num escritório durante o dia, para em seguida, voltar ao que era antes do anoitecer.

Ou criar um quarto de hóspedes para receber visitas. Essa tecnologia pode ter as mais diferentes aplicações residenciais e comerciais, e poderia ser muito útil para quem vivem em micro apartamentos nas grandes cidades. Veja abaixo como funciona os pequenos robôs construtores que ficam escondidos sobre o piso fazendo a mágica acontecer.

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Enquanto o DOM Indoors está atualmente sendo testado em uma escala menor, a Asmbld está em conversações com um grande espaço de coworking para implementar o piso robótico em suas instalações.

“Pense em um espaço de negócios, onde as grandes salas de conferências que são usados ​​uma vez por dia são os maiores espaços no prédio”, afirma Bruno Araujo, engenheiro de robótica da Asmbld. “Em vez de desperdiçar recursos para espaços que não são úteis 100% do tempo, podemos tornar o espaço mais eficiente e poupar muito dinheiro no longo prazo.”

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Para instalar o piso robótico numa sala de pouco mais de 46 metros quadrados, custará US$ 12.000, mas segundo a empresa o proprietário vai poupar dinheiro a longo prazo pois os custos de trabalho e materiais são zero para cada configuração que ele quiser fazer. Mesmo que não seja algo barato, ainda mais pela complexidade e utilização de vários robôs, o simples fato de existir uma tecnologia que faça esse tipo de congiguração já é simplesmente incrível.

Se um robô sente que algo acima dele é mais pesado do que o normal, ele irá alertar para que todo o sistema pare de se mover, a fim de prevenir quaisquer riscos de segurança. Se algo quebra, o sistema pode identificar a localização exata dos robôs comprometidos para que possa ser facilmente removido ou reparado.

Do ponto de vista ambiental, o argumento para espaços reutilizáveis ​​é óbvio. Resíduos de construção e demolição correspondem a 40% do desperdício de materiais que vão parar nos aterro dos EUA, e 60% do entulho de demolição é devido a mudanças nos requisitos do inquilino, e não de condições físicas. E isso não leva em conta as enormes poupanças de tempo, trabalho e custos ao substituir trabalhadores humanos pelos robôs da DOM.

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“Quando você está construindo um edifício, não há coordenação, você não pode ter o engenheiro, o encanador, o eletricista e todos os diferentes empreiteiros trabalhando ao mesmo tempo”, diz Araújo. “Estes robôs estão a fazer tudo ao mesmo tempo por isso, quando você tem a estrutura construída, você não só tem as paredes, mas também os condutos eléctricos, luzes e outlets.”

A fim do DOM Indoors se tornar viável na vida real, os azulejos de plástico terão de ser permutáveis com uma variedade de materiais.  Montar paredes de azulejos de plástico é uma coisa, mas as mesas e camas (como demonstrado no vídeo) exigem claramente uma composição diferente. A empresa não espera que as pessoas comecem a usar a reconfiguração de forma diária, mas de forma semanal ou mensal que é uma coisa muito mais viável, e pode economizar muito dinheiro e tornar as coisas muito mais eficientes.

Fonte: Techcrunch

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