Alguns homens tem corpos incrivelmente esculpidos e outros tem corpos magros e atléticos mas a grande maioria dos homens não se parecem em nada com qualquer um desses dois tipos, e muitos deles gostam da moda para se sentirem bonitos e elegantes e é por isso que uma das maiores agências de modelos do mundo, a IMG Models, lançou recentemente uma divisão dedicada à modelos masculinos fora do padrão. Zach Miko é o primeiro homem a entrar para a crescente lista da IMG, mas em vez de chamá-lo de modelo plus-size, a IMG optou pelo termo “brown.”

Zach Miko tem 26 anos, é comediante, escritor, blogueiro e segundo ele: “Os homens querem ver caras de aparência normal desfilando roupas” pois afinal o mundo não é feito de clones do Cristiano Ronaldo. Com 1,98 metros e 102 de cintura, ele explica como a moda precisa repensar sua atitude em relação ao tamanho e por que o termo “brawn” significa força e poder.

Segundo o vice-presidente sênior da agência, Ivan Bart, a divisão “brawn” quer mostrar biotipos diferentes para o mundo da moda e criar uma maior identificação do público masculino. “Brawn tem uma mensagem positiva do corpo. Brawn é força física”, disse o empresário ao site especializado “WWD”. Em quase 100% das campanhas publicitárias de marcas masculinas o que vemos são modelos magros ou malhados que não representam a realidade de uma grande faixa da população masculina geral.

Modelo plus-size Zach Miko mostra que homens "cheinhos" também são bonitos e elegantes stylo urbano

O mundo da moda feminina também tem passado por mudanças nos padrões de tamanho e beleza, e o sucesso de modelos plus-size internacionais como Preciosa Lee, Ashley Graham e Tess Holliday é só o começo. Com Zach Miko, a IMG Models espera desencadear um diálogo semelhante entre os homens.

É verdade que Zach não representa todos os homens; ele provavelmente nem sequer representa a maioria dos homens. Mas ele representa uma grande faixa de homens que se consideram fora do padrão e que têm sido excluídos por décadas pela indústria da moda. Esperemos que a sua inclusão sinaliza uma mudança mais ampla na publicidade em geral pois o mundo real não é feito de pessoas magras e definidas.

Ninguém e nenhum corpo necessita de validação por parte da indústria da moda para se considerar válido. Mas enquanto vivemos sob uma ditadura perpetuada pela mídia de um tipo de beleza idealizada que não corresponde a realidade de bilhões de pessoas no mundo, esta mudança de padrões tem que percorrer um longo caminho ainda.  Segundo Zach: “É horrível ir a certas lojas e elas nem possuírem peças do meu tamanho. Estamos em 2016 e todo mundo tem algum tipo de vaidade. Todos querem vestir roupas bonitas e seguir a moda. Precisamos de mais opções”. 

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