Os consumidores estão cada vez mais interessados ​​em saber como suas roupas são projetadas e fabricadas, e a moda já não é mais vista apenas como uma forma de auto-expressão em termos de estilo pessoal, mas também em termos de valores pessoais. Uma pesquisa de consumo de 2014 feita pela Nielsen, constatou que mais de metade dos consumidores online em 60 países estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de empresas que estão comprometidas com um impacto social e ambiental positivo.

Podemos atribuir esse aumento na sensibilização graças as novas tecnologias, observa o relatório WGSN Futures, que lançou um livro sobre o papel da tecnologia no aumento da sustentabilidade e sucesso da moda. Segundo o relatório, “a mesma coisa que ajudou a acelerar a indústria da moda até a sua atual velocidade de produção, tem a resposta para a reestruturação da indústria para um futuro mais sustentável e bem sucedido.

Novas tecnologias são essenciais para tornar a indústria da moda mais sustentável stylo urbano-1

A tecnologia tornou-se um fator-chave na promoção de uma indústria da moda mais ética no desenvolvimento de novas formas de reciclagem de resíduos para se criar tecidos sustentáveis, permitir aos consumidores tomar decisões mais éticas sobre suas compras, promovendo a transparência nas cadeias de abastecimento e usando o crowdsourcing para reduzir o desperdício.

Inovações tecnológicas como tingimento sem água (como o Colordry introduzido pela Nike), tecidos de auto-reparação e impressão 3D, juntamente com novos tecidos sustentáveis fabricados com resíduos pós-industriais ou orgânicos, como garrafas de plástico reciclado, roupas e tecidos velhos, folhas de abacaxi, cascas de laranja, caseína do leite azedo e borra de café, mostram como as novas tecnologias surgem como uma força para o bem.

O relatório da WGSN também prevê que em breve, “a economia circular se tornará a norma na indústria da moda. “Toneladas de roupas velhas se tornarão roupas novas para que possamos fechar o ciclo”. Isso vai ajudar a substituir o uso de matérias primas a base de petróleo que não renováveis. O relatório da WGSN também diz que:

“Muitos dos materiais que a indústria da moda depende para produzir roupa vão se tornar mais escassos e mais caros pro causa dos impactos das alterações climáticas em todo o mundo. A agricultura é extremamente vulnerável às temperaturas mais altas e a redução da disponibilidade de água acabará por reduzir a produtividade das culturas e aumentará a prevalência de pragas e doenças. Isto terá impactos significativos sobre a produção e os custos do algodão, que é muito sensível à disponibilidade de água. “

As inovações na cadeia de abastecimento têm o potencial não só para reduzir a produção, fabricação e custos de transporte, mas também podem minimizar esses custos de maneiras que tenham um impacto positivo a sociedade e ao meio ambiente. E o melhor disso é que essas inovações tecnológicas ajudam a melhorar a imagem da empresa perante os consumidores.

“A sustentabilidade já foi vista como um problema da cadeia de suprimentos mas agora, é vista como uma oportunidade de design e um meio pelo qual as marcas podem distinguir-se em um mercado competitivo”, escreveu a WGSN. “Ter idéias é uma coisa, mas provar que você tem valores é outra completamente diferente e isso é mais provável que ressoe com o cliente do futuro.” Baixe o relatório da WGSN “The Vision 2013” aqui.

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