O Uber tornou-se um dos aplicativos mais famosos do mundo com uma lista enorme de fãs, e a cada dia são lançadas novos aplicativos que copiam esse modelo de negócio conveniente e fácil de usar. Agora, o Uber das modelos chegou com  o Swipecast, um novo aplicativo de smartphone que pode revolucionar o mundo das modelos.

Quando Peter Fitzpatrick começou a sua própria agência, a Silent Models NY há cinco anos, ele estava chocado pela forma como a indústria era ineficiente. “Uma grande parte do processo de como as modelos são vistas, a forma como elas são contabilizadas, a forma como elas se comunicam com os clientes tem tantos níveis que simplesmente não faz qualquer sentido”, disse ele.

Novo aplicativo de smartphone promete revolucionar o mundo das modelos stylo urbano-1

Partindo dessa insatisfação, ele descobriu como usar a tecnologia para acabar com as ineficiências. Assim Peter Fitzpatrick lançou o Swipecast , um aplicativo móvel que que funciona da seguinte maneira: Os clientes tem acesso a um lookbook online para encontrar as modelos e mandar mensagens diretamente para elas para um trabalho.

O Swipecast permite que as modelos, diretores de casting, fotógrafos e stylists, possam todos se registar no aplicativo para serem aprovados. Depois eles podem criar a sua própria carteira no aplicativo através do qual criam seu portfólio, conversam, desenvolvem novos trabalhos de castign e fazem pagamentos seguros utilizando o iPhone.

Eles pagam pela transação através do aplicativo e o dinheiro chega á modelo imediatamente após a conclusão do trabalho. Esse aplicativo revolucionário para a moda, simplesmente dispensa os “intermediadores” que são agências, assim as modelos podem controlar suas carreiras e finanças diretamente.

Embora Peter Fitzpatrick seja dono de uma agência de modelos, ele reconhece como elas podem impedir alguns aspectos do negócio. Como a maioria das modelos contam com agências para encontrar emprego, elas geralmente trabalham apenas alguns dias por semana e receber pagamentos meses após uma sessão de fotos (devido a ineficiências na forma como os trabalhos são faturados).

De acordo com estatísticas do Departamento do Trabalho de Nova York, o salário médio anual de uma modelo é US$ 43.570. Através do Swipecast, as modelos podem esperar ganhar mais por novos trabalhos em seus dias livres. O melhor de tudo é que elas ficam com a maior parte do dinheiro, enquanto as agências podem levar comissões de 30 a 40 por cento das receitas de uma modelo, o Swipecast só leva 10%.

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Para os clientes, o aplicativo ajuda aos estilistas ou produtores de moda poderem conhecer as modelos antes de contratá-las. “Eu gosto do fato de ser capaz de conversar diretamente com o modelo antes de trabalhar com ela”, disse Katie Burnett, uma estilista que trabalhou com Armani Exchange e a Harper Bazaar China. “Isso me permite obter um bom senso da personalidade da modelo e o que esperar delas no set antes de uma filmagem editorial ou um desfile.”

Como um benefício menos óbvio, o Swipecast pode ajudar aos clientes a economizar dinheiro. Em vez de pagar às modelo locais, viagens internacionais para que elas de desloquem pelo mundo para fazer sessões de fotos, os fotógrafos podem utilizar de seu smartphone para procurar as modelos locais quando chegam ao destino. Já pensou o gasto em pagar o deslocamento das modelos de avião, pagar hotéis e várias viagens de táxi? “Agora os clientes serão capazes de encontrar as modelos locais por uma fração do custo”, disse Peter Fitzpatrick.

Ele estima que os clientes que costumam gastar US$ 2.500 a US$ 3.000 em viagens para as modelos, possam agora encontrar modelos locais através do Swipecast por cerca de US $ 500 ao dia. O Swipecast também tem um recurso de pagamento não convencional que vem a calhar para estilistas e fotógrafos. Eles podem usar a opção “trade”, onde eles trocam suas roupas ou acessórios pelo tempo de uma modelo em vez de pagar a taxa padrão da diária.

O Swipecast tem um sistema de classificação de duas vias de modo que ambos,  modelos e os clientes, possam ter uma experiência gratificante. Clientes que não sejam legítimos são imediatamente vetados, e eles não podem reservar as modelos a menos que insiram suas informações pessoais, endereço de e-mail corporativo, e cartão de crédito. Esta deve ser uma melhoria sobre uma tentativa semelhante do Model Mayhem, um site de portfólio de modelos profissionais e fotógrafos. Seu problema foi que ele era muito aberto e recentemente, houve um escândalo no qual o site não alertou seus usuários de que havia estupradores à espreita no site.

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Fitzpatrick espera que o Swipecast acabe por funcionar como uma rede social no mesmo estilo que o VFILES. Ele imagina um cenário onde as modelos entram em contato através do aplicativo, ao contrário através de telefonemas ou e-mails pessoais. Isso é especialmente útil para as modelos estrangeiras que voam em diferentes países e mudam frequentemente de números de telefone. Rachel Finninger, uma modelo que desfila para grandes nomes como Dior, Gucci, e Calvin Klein, planeja usar o Swipecast principalmente pelo aspecto social.

“O que eu amo no Swipecast é que ele não só apenas para reservar trabalhos”, disse ela. “Você também pode usar o Swipecast para ficar em contato com as pessoas que você encontra no set.”

Este aspecto social vai ajudar as modelos que não são tão famosas no Instagram como outras empresas do setor. “Para as meninas que não são famosas nas mídias sociais, o Swipecast é mais uma oportunidade para elas mostrarem o seu portfólio”, disse Kaia Kongsli, uma modelo que trabalha na equipe de marketing do Swipecast. “Talvez elas não têm milhares de seguidores, mas a nossa plataforma ajuda as modelos serem descobertas por fotógrafos na qual eles não poderiam trabalhar de outra forma por causa do filtro das agências.”

As modelos de uma cidade pequena que não têm acesso a grandes agências podem fazer upload das suas fotos no aplicativo e esperar por uma ligação acidental. O aplicativo permite ao usuário filtrar as modelos por sua etnia, medidas, cabelo e cor dos olhos, a localização e o número de seguidores do Instagram que elas têm. O Swipecast também apresenta listas de profissionais com curadoria como “Top Models Runway” ou “Top Sports Fitness Models.”

O aplicativo foi lançado em um momento ideal, pois a indústria da moda sempre quer encontrar rostos novos e originais. No entanto, Fitzpatrick deixa claro que o Swipecast não está tentando substituir as agências de modelos, ele é apenas uma nova oportunidade de mercado. Para expandir sua plataforma, ele está se concentrando primeiro em cidades que não são conhecidas por serem centro de moda.

Peter Fitzpatrick também planeja expandir o aplicativo para os países de onde as modelos realmente vêm, como o Brasil e a Escandinávia. Será que da mesma forma que os taxistas se revoltaram com o Uber, pelo fato dele acabar com o monopólio deles nas cidades, as agências de modelos vão fazer o mesmo com o Swipecast se ele cair nas graças das modelos? Será emocionante ver até onde vai parar o Swipecast.

Fonte: Business of Fashion,

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