Milhares de pessoas no mundo todo estão na lista de espera para um transplante de órgãos. Além de ser arriscado, muitas vezes não há doadores em número suficiente para atender à crescente demanda. Mas esse sofrimento poderia acabar segundo o cirurgião Anthony Atala que diz: “Em breve poderemos imprimir órgãos em vez de transplanta-los“. Ele e sua equipe estão preparando o futuro da medicina criando mais de 30 tecidos e órgãos inteiros em seu laboratório.

O Brasil é o segundo país do mundo com o maior número de transplantes, só fica atrás dos Estados Unidos. Se forem contadas as cirurgias pelo sistema público, somos líderes mundiais. Em 2014, foram quase 21 mil cirurgias, 30% delas, de rins.

O número de transplantes de órgãos caiu no Brasil e a espera de quem precisa de um coração, de um rim, está cada vez maior por causa da recusa das famílias em autorizar a doação. Felizmente, os transplantes humanos poderão se tornar coisa do passado através da bioimpressão de órgãos.

Em 2007, Anthony Atala e uma equipe de pesquisadores da Universidade de Harvard mostraram que as células-tronco podem ser colhidas a partir do líquido amniótico de mulheres grávidas. Este e outros avanços no desenvolvimento de bio-materiais inteligentes para a fabricação de tecidos pode revolucionar a prática da medicina para sempre imprimindo fígados, corações, pele, cartilagem e outros órgãos para torná-los amplamente disponíveis aos pacientes doentes.

Se os cientistas conseguirem a façanha de imprimir órgãos complexos e saldáveis feitos com as células tronco dos pacientes, para substituir os originais, os seres humanos poderiam viver até os 200 anos substituindo os órgãos desgastados pela doença ou velhice.

Além da bioimpressão 3D, a terapia genética pretende um dia conseguir parar o envelhecimento do corpo e aumentar a nossa expectativa de vida. Nos hospitais e clínicas de cirurgia plástica do futuro, as bioimpressoras 3D de órgãos serão algo comum. Pessoas que sofrem de câncer de pele no rosto e tem seu nariz ou orelha amputados, podem receber uma orelha ou nariz novinhos feitos de suas células tronco e viver uma vida normal.

O futuro da medicina será da bioimpressão de órgãos e das próteses biônicas stylo urbano

No filme “O Quinto Elemento” a personagem Leeloo teve seu corpo totalmente reconstruído através da bioimpressão 3D. Será que em 2040 além de podermos nos reparar com órgãos fabricados em impressoras 3D, estaremos fabricando androides com inteligência artificial quase totalmente orgânicos? O futuro também pode ser assustador.

O cirurgião Anthony Atala demonstra um experimento em fase inicial que poderia resolver o problema de doadores de órgãos no futuro: uma bioimpressora 3D que usa células vivas para produzir um rim capaz de ser transplantado. Utilizando tecnologia similar, o jovem paciente do Dr. Atala, Luke Massella, recebeu uma bexiga artificial dez anos atrás e hoje tem uma vida normal.

Pode soar como ficção científica, mas no futuro, scanners e impressoras podem ser usadas para imprimir uma nova pele diretamente sobre feridas ou simplesmente criar órgãos sob pedido. Em seu discurso na conferência TED, Atala disse que ele e sua equipe estão desenvolvendo ativamente um protótipo de impressora que faria exatamente isso.

Dois seriados de TV criados nos anos 70 marcaram minha infância, a Mulher Biônica interpretado por Lindsay Wagner e o Homem Biônico interpretado pelo ator Lee Majors. Ambos sofreram acidentes graves e tiveram partes de seus corpos substituídos por implantes cibernéticos que os tornaram super humanos. Será que a tecnologia biônica que funcionava tão bem nos filmes de ficção poderia um dia se tornar realidade?

Hugh Herr está construindo a próxima geração de membros biônicos, as próteses robóticas inspiradas no design da própria natureza. Herr perdeu ambas as pernas em um acidente há 30 anos, quando escalava e agora, como chefe do grupo de Biomecatrônica do MIT Media Lab, mostra sua incrível tecnologia em um palestra no TED.

Ele teve a ajuda da dançarina de salão Adrianne Haslet-Davis, que perdeu sua perna esquerda no bombardeio da Maratona de Boston de 2013 e se apresenta novamente pela primeira vez no palco do TED. Será que a bioimpressão 3D, membros biônicos e terapia genética vão ajudar a criar um novo tipo de super humano? Quando a ficção científica se torna o mundo real as coisas começam a ficar “além da imaginação”.

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