A indústria da moda tem visto há alguns anos os benefícios potenciais da renderização 3D, mas até agora essa tecnologia não foi capaz de preencher a lacuna entre as aplicações teóricas e implementação real na moda. Mas ao que parece, isto está mudando principalmente por causa da utilização dos novos processos de fabricação digital da Industria 4.0, como o mostruário virtual 3D.

O futuro do mostruário virtual 3D

Apesar das empresas de vestuário estarem começando a abraçar a modelagem 3D, essa não é uma tecnologia nova pois tem sido utilizada em setores como móveis, automóveis, design e aeroespacial por alguns anos. Mas a modelagem 3D para roupas tem enfrentado um obstáculo técnico que essas outras áreas não têm: a maleabilidade do tecido. Os desafios com a tecnologia até 2015 eram que era difícil para renderizar as características dos tecidos.

A aparência e textura dos tecidos virtuais eram bons, mas sua elasticidade, caimento e gravidade sobre o corpo não eram muito precisos. Mas isso mudou graças as novas startups de tecnologia de renderização 3D, que conseguiram criar não só avatares que imitam com perfeição os movimentos e trejeitos humanos mas também simular o caimento dos tecidos sobre o corpo.

O vídeo da empresa francesa 3dfashiondesigner mostra isso perfeitamente. Em poucos anos poderemos substituir completamente os desfiles reais por virtuais e assistir tudo com óculos de realidade virtual. Com essa tecnologia é possível eliminarmos o caro e demorado processo de produzir mostruário físico e substituí-lo completamente pelo mostruário virtual 3D que pode ser personalizado pelos clientes da empresa.

A marca de moda alemã Hugo Boss lançou sua coleção pré-outono 2018 num espaço pop-up em Berlim para mostrar seu showroom digital. Através de uma tela sensível ao toque de 65 polegadas, que se assemelha a uma mesa, os espectadores conseguiram acessar toda coleção, passar por inúmeras opções de cores e combinações e pedir diretamente as peças da coleção.

Criado para própria Hugo Boss, o aplicativo foi desenvolvido num curto período de tempo usando o “método scrum”, técnica que utiliza uma forma ágil de gerenciamento de projetos e permite uma rápida visualização de soluções para problemas complexos dentro de uma estrutura flexível.

O lançamento do showroom digital sinaliza uma mudança no sistema de pedidos da Hugo Boss pois a partir de agora, a marca não preparará coleções completas de amostras físicas para encomendas. A coleção, incluindo toda a gama de opções de cores e combinações disponíveis, será oferecida aos clientes exclusivamente em formato digital. A Hugo Boss pretende lançar seu showroom digital para o mercado global em 2018 após seu lançamento em Berlim.

O mostruário virtual 3D pode revolucionar a indústria do vestuário? stylo urbano

O mostruário virtual gera economia de até 50% no tempo e custo

A inovação orientada para a tecnologia, as tendências socioeconômicas globais e a mudança nos comportamentos dos consumidores estão empurrando as marcas para alavancar e criar experiências de varejo mais atraentes para seus clientes. O Virtual Couture Fashion é uma solução vertical da indústria, em desenvolvimento pela ELSE Corp, integrando a customização em massa, a fabricação industrial e a fabricação sob demanda para a indústria de vestuário.

Já o projeto Holo Couture da ELSE Corp funciona como uma plataforma 3D para o comércio virtual e todos os serviços em torno dele para o Hololens. O Holo Couture oferece aos clientes a oportunidade de personalizar, visualizar e solicitar produtos de moda em 3D de forma inovadora e colaborativa, em um ambiente imersivo de realidade mista como um novo cenário de experiência do cliente. Por sua vez, também traz imensas vantagens para as marcas que podem vender suas coleções virtuais de forma altamente convincente.

A Gerber Technology anunciou uma grande parceria com a Avametric , especialista em simulação 3D de tecido e aplicações de consumo, para oferecer a primeira plataforma 3D ponta a ponta para produtos de vestuário e materiais.

A nova plataforma irá fornecer simulações realistas em 3D que podem ser utilizados pelos usuários para criar amostras digitais de padrões 2D para 3D prontos para produção, o que pode resultar em uma economia de até 50% no tempo e custo.

A empresa de tecnologia Avametric baseada em San Francisco, cria roupas digitais que reproduzem fielmente os seus equivalentes do mundo real, sua tecnologia de ‘ajuste virtual’ tendo sido utilizada em aplicações de realidade aumentada para smartphones por marcas como Gap. E a revolução tecnológica na indústria da moda continua.

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