O supercomputador Watson criado pela IBM, ficou conhecido mundialmente em 2011 depois de vencer o jogo de perguntas sobre conhecimentos gerais, chamado “Jeopardy!”, da TV americana, e está cada vez mais sendo empregado nos mais diversos ramos da indústria e comércio que vão de auxiliar médicos no tratamento de câncer, para um brinquedo inteligente em forma de dinossauro, e até atendente de banco por telefone.

O supercomputador Watson da IBM é só um exemplo de como a inteligência artificial vai mudar a história stylo urbano-1

O Watson “nasceu” em 2003 e foi chamado assim em homenagem ao fundador da IBM, o empresário norte-americano Thomas Watson. Na área médica, o Watson começa a ser utilizado basicamente para tratamentos personalizados em pacientes com câncer. Isso vem sendo possível por meio de um programa comercializado com o nome Interactive Care Insights for Oncology, mais conhecido como Watson Oncology, desenvolvido juntamente com o centro de tratamento do câncer Memorial Sloan-Kettering, de Nova York. Se o Watson se tornasse acessível online para todo mundo seria uma maravilha.

O sistema coletou e selecionou mais de 600 mil amostras médicas, além de 2 milhões de páginas de 42 publicações médicas e testes clínicos de pesquisas oncológicas, e reuniu dados de quatro tipos de câncer, que ficam à disposição dos médicos para saber qual o melhor tratamento, de acordo com a parte do corpo onde o tumor aparece. Além de ser usado para ajudar no tratamento da doença, o Watson também pode chegar em breve às telas de tablets e smartphones dos pacientes.

De acordo com Fabio Scopeta, líder da IBM Watson no Brasil e na América Latina, o sistema deriva resultados de exames para estruturar o diagnóstico e fornecer sugestões de tratamento ao médico. “Ele aprende de uma maneira muito similar à de um ser humano. O Watson estuda semântica, sintaxe e conecta todo esse conhecimento a cada contexto”, explicou ele.

Nas palavras do especialista, o Watson é um sistema de computação cognitiva, não um computador, que interage com os seres humanos por meio da compreensão da linguagem natural, capacidade de aprendizagem e da identificação de padrões de comportamento. Ele é capaz, por exemplo, de apontar divergências nas anotações do prontuário do paciente ou divergências nos exames e fazer propostas de tratamento para cada tipo de câncer. “Por exemplo, no caso de um câncer de mama, ele pode sugerir a cirurgia e o tratamento pós-operatório.” O Watson também está sendo empregado em brinquedos inteligentes como é o caso do CogniToy da elemental path.

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Para se diferenciar dos brinquedos encontrados no mercado, a Elemental Path resolveu incrementar seu novo brinquedo com um supercomputador IBM Watson. Com formato de dinossauro T-Rex, mas bem amigável, os CogniToys permitem comunicações mais avançadas com os pequenos usuários como funções educacionais e até conversar de forma mais real. Isso me lembra algo!

Lembra o urso robótico Teddy do filme Inteligência Artificial. Pelos avanços da robótica e da inteligência artificial, ele está próximo de se tornar comercial em poucos anos.

O projeto dos CogniToys foi financiamento pelo Kickstarter e a ideia do brinquedo é que a interação com as crianças seja mais completa e educacional. A tecnologia implementada pela companhia Elemental Path permite ao dinossauro colorido ouvir e falar com a criança, e com isso o brinquedo aprende e se desenvolve. O recurso de reconhecimento de voz é ativado quando o usuário aperta um botão na barriga do brinquedo e para que tudo isso funcione, o produto tem diversas funções.

O supercomputador Watson da IBM é só um exemplo de como a inteligência artificial vai mudar a história stylo urbano-3

Os CogniToys têm conexão com a Internet e o mais interessante: funções personalizadas. Com isso o brinquedo inteligente é adaptável dependendo da criança e vai conhecendo seu pequeno usuário, evoluindo com ele. Além disso, o sistema explora as cores favoritas, outros brinquedos, interesses e tudo mais para moldar a sua personalidade, que muda ao longo do tempo, com inteligência artificial.dino-7

Tudo isso é voltado para a educação da criança, de uma forma mais divertida. O projeto inclui módulos de jogos com diferentes temáticas educativas como ortografia, rimas, matemática, vocabulário e muito mais. Dessa forma, o projeto busca atrair melhor a atenção da criança para que ela aprenda de forma mais rápida. A companhia utilizou ainda impressoras 3D para “dar vida” e forma ao seu projeto. O CogniToy estará disponível para os compradores a partir de novembro de 2015, pelo preço a partir de US$ 99 e pode ser encomendado de qualquer país do mundo, inclusive Brasil.

Technology and cyborg
O supercomputador cognitivo Watson da IBM

O Watson chegou ao Brasil no ano passado e está quase fluente na língua portuguesa. Ele está ficando tão habituado a nossa língua, que seus serviços serão utilizados pelo banco Bradesco já no 1º semestre de 2016. Desde 2014 em terras brasileiras (apenas virtualmente pois seu serviço está na nuvem), o Watson está aprendendo o português do zero, como qualquer criança. Por isso, ele está estudando os traços culturais do vocabulário brasileiro e também a gramática portuguesa.

Segundo a IBM, o Watson terá uma fluência profissional na língua portuguesa até o final deste ano, assim o supercomputador poderá trabalhar para uma empresa em um caso real. “É o nosso primeiro cliente com o Watson. Ele vai aprender o português específico e todos os seus sotaques dentro do Bradesco”, relata Fabio Scopeta líder da IBM Watson no Brasil e na América Latina.

Robô atendente

Dentro do Bradesco, o computador irá interagir com os clientes a partir do telebanco (serviço de atendimento pelo telefone). “Ele vai auxiliar o nosso atendente a tratar melhor os nossos clientes”, relata Marcelo Camara, gerente do Departamento de Pesquisa e Inovação Tecnológica do Bradesco, em entrevista a EXAME.com.

De acordo com Camara, o objetivo final da empresa é que o Watson fale diretamente com o cliente. No entanto, isso não quer dizer que os atendentes serão demitidos. “O nosso funcionário vai fazer a curadoria do conteúdo para treinar o Watson. A combinação de um ser humano e o supercomputador faz com que o atendimento fique rápido, massivo e de qualidade”, ameniza o gerente. Em se tratado do longo histórico dos bancos em geral, pode ter certeza que cabeças vão rolar depois que o Watson passar nos testes com os clientes.

Até agora, o Watson fala fluentemente o inglês (sua língua nativa). Ele também está aprendendo a falar português, espanhol e japonês e a voz do supercomputador pode ser escolhida pelo cliente. Já pensou no dia que você puder conversar com o Watson pelo seu smartphone, smartwatch ou tablet? Melhor ainda, se ele puder ser um tradutor inteligente universal que possa nos auxiliar numa viagem para um país da qual não falamos o idioma. Mas só para lembrar, o cérebro humano é até 30 vezes superior ao melhor computador do mundo segundo os cientistas. A tal “Skynet” do “Exterminador do Futuro” está bem longe ainda.

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