Laboratórios digitais conhecidos como Fab Labs, usam impressoras 3D e cortadoras a laser para transformar as mais variadas ideias em realidade dando aquela mãozinha para tirar sonhos do papel. “Toda pessoa pode inventar alguma coisa” era o que o professor Niel Gershenfeld, doMIT, tinha em mente quando ele criou o Fab Lab, uma oficina repleta de equipamentos tecnológicos e aberta ao público cuja função é concretizar e trocar ideias. Com impressoras 3D, é possível criar objetos sem gastar muito ou depender de uma linha de produção industrial. Essa é a revolução do “fabrique você mesmo” que ganha impulso no Brasil. O primeiro surgiu há dez anos nos Estados Unidos. Hoje já são mais de 490 no mundo, 11 no Brasil.

A maior parte dos Fab Labs não têm fins lucrativos e, por fazerem parte de universidades, são subsidiados por elas ou por alguma política do governo. Mas nos casos dos independentes, eleas precisam render dinheiro para se sustentar. Para isso, o modelo de negócios é baseado principalmente em parcerias e patrocínios de empresas. Por exemplo, se uma empresa necessitar fazer o protótipo de alguma máquina, pode entrar em contato para que ela seja feita pela comunidade e vendida. A vontade de produzir por conta própria levou o arquiteto Eduardo Lopes a abrir o Garagem Fab Lab no centro de São Paulo. Eduardo quis trazer o espírito do “faça você mesmo”, de mostrar que as pessoas comuns podem fazer seus próprios projetos, tendo acesso às ferramentas e às informações certas. A filosofia é a de que a inovação só nasce com pessoas criativas em um ambiente descontraído e livre onde tudo tem que ser inventado pois nada está pronto. Para funcionar, o Fab Lab precisa seguir algumas regras, como oferecer pelo menos cinco máquinas diferentes.

O Garagem conta com cinco máquinas de fabricação digital: fresadora CNC de grande formato, fresadora CNC de precisão, cortadora a laser, impressoras 3D e cortadora de vinil. É possível alugar as máquinas por hora e também fazer os mais diversos cursos,  workshops e palestras gratuitas e pagas nos laboratórios digitais. Todo fab lab deve prezar pelo conhecimento aberto, ou seja, tudo que é criado fica disponível para a comunidade na internet. O espaço também tem que estar parte do tempo aberto ao público, para quem quiser conhecer suas possibilidades.

A fabricação tradicional é baseada na produção em série, ou seja, tem um custo inicial muito grande e, para justificar o custo, tem que produzir milhares ou milhões de objetos iguais e vender por um preço baixo. A fabricação digital traz a possibilidade de personalização extrema: consigo fazer objetos na escala de uma unidade”, ressalta Eduardo Lopes.

O objetivo do laboratório digital é estimular a troca de experiências e colocar em prática boas ideias que nunca saíram do papel. Atualmente o Garagem está fechado até o dia 30/06/2015 para se dedicar a campanha de arrecadação e reforma de seu novo espaço num galpão na Barra Funda. Conheça mais sobre a Fab Lab Brasil.

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