Apesar das expectativas de que a primeira geração “nativa digital” fosse adepta das compras online, o estudo publicado pela IBM e a National Retail Federation (NRF) concluiu que quase todos (98%) dos membros da Geração Z preferem comprar em lojas físicas. Como destaca o estudo, a população de jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e meados dos anos 2000, que dever atingir 2,6 bilhões de indivíduos em 2020, os varejistas têm de criar um envolvimento mais interativo em torno das suas marcas, para servir este segmento “sempre conectado”, focado nos dispositivos móveis e com elevado consumo.

A Geração Z espera que a tecnologia seja intuitiva, relevante e envolvente – a sua última ótima experiência é a sua nova expectativa”, explica Steve Laughlin, diretor-geral de indústrias de consumo da IBM, num comunicado publicado pela NRF. “Isto apresenta um desafio significativo para os varejistas e marcas criarem uma experiência personalizada e interativa com os mais recentes avanços digitais, sob o risco de ficar para trás. Este tipo de inovação não é linear nem um projeto de uma vez – é uma nova forma de comportamento, de pensar e de operar”, acrescenta.

Os “nativos digitais” da Geração Z preferem fazer compras nas lojas físicas stylo urbano

O estudoUniquely Gen Z foi realizado pelo IBM Institute for Business Value e tem por base as respostas de 15 mil consumidores, com idades entre os 13 e os 21 anos, de 16 países. Embora seja a única geração até agora a não conhecer um mundo sem celulares e sem dispositivos móveis como tablets, 67% dos consumidores da Geração Z faz compras na maior parte das vezes em lojas físicas, com outros 31% a comprar às vezes, o que indica que 98% destes consumidores faz compras no varejo físico.

De acordo com o estudo, a nova geração é importante para os varejistas porque tem acesso a 44 bilhões de dólares em poder de compra, com 75% deles gastando mais de metade do dinheiro que tem disponível por mês. Ao elevado poder de compra, contudo, estes consumidores são exigentes: 52% trocam de marca se a qualidade da marca não corresponder às expectativas. Aliás, qualidade do produto e disponibilidade são os fatores mais importantes para optar por uma marca em vez de outra, enquanto 65% dá valor ao preço.

“Tal como os Millennials ultrapassaram a Geração X, há outro grande grupo de consumidores para o qual os varejistas têm de trabalhar e é ainda maior: a Geração Z”, refere o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. “Eles apreciam a experiência de poder tocar nas compras em loja. Com a tecnologia constantemente a evoluir, mas com alguns hábitos de compras a permanecerem os mesmos, os varejistas têm de ser suficientemente ágeis para servir ambas as necessidades. Os varejistas estão constantemente focados em fazer experiências com inovações, tanto online como na loja para continuarem relevantes para a procura em evolução do consumo”, acrescenta em comunicado.

As vendas em loja são, de resto, influenciadas pelo online. O estudo mostra que os consumidores da Geração Z gostam de se envolver com as marcas online, sobretudo com aquelas que criam um ambiente interativo onde os consumidores podem moldar a sua própria experiência. “À medida que os varejistas desenvolvem e participam nestas práticas, serão capazes de captar as ideias da Geração Z para novos produtos, serviços, envolvimento e experiências de compras“, indica o estudo, acrescentando que “esta geração é conhecida por promover as marcas tanto online como offline, sobretudo quando as marcas reconhecem e valorizam as suas opiniões”.

Via: Portugal Têxtil

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