Museus, restaurantes, lojas, teatros, este são alguns tipos de espaços com os quais o público interage diariamente em uma cidade. Mas estes espaços apenas não fazem uma cidade com efeito, a vasta maioria dos edifícios contém espaços que 99% da população nunca verá.

Ainda assim, uma verdadeira experiência de cidade não existiria sem estes edifícios. Qual é o verdadeiro valor dos edifícios privados para aqueles que caminham nas ruas? Seria simplesmente uma questão de estética e identidade? Poderia o mesmo resultado ser alcançado com uma rua delimitada apenas por fachadas?

Paris de fachada - vídeo "Apparences" mostra que 99% da cidade está oculta aos nossos olhos stylo urbano-1

Estas são as questões implícitas em “Apparences”, o novo vídeo de Claire e Max do Menilmonde. A dupla faz uso de computação gráfica e recursos de edição para alterar Paris, fazendo a cidade luz parecer o maior cenário de filmagens do mundo.

Uma cidade com a história e o imaginário de Paris não pode ser confundida com um simples cenário pois afinal, a cidade ainda é um dos maiores centros econômico do mundo. Contudo, seu status de uma das cidades mais turísticas do globo, com seu glamour, luxo e sofisticação, frequentemente planta uma falsa imagem da capital francesa na mente dos visitantes.

Como mostrado em “Apparences”, suprimir o espaço físico de um edifício é o mesmo que tirar a vida de uma cidade. E o mesmo acontece se suprimimos suas funções. Não é apenas a estética que torna um lugar desejável e interessante, mas as pessoas que vêm com ela. Mas no mundo real existe uma Paris falsa construída no país das cidades fantasmas, a China.

O condomínio fechado Tianducheng, localizado na cidade de Hangzhou, província de Zhejiang, é uma réplica chinesa da Cidade Luz e foi pensado para abrigar mais de 10 mil pessoas. No entanto, mesmo com uma Torre Eiffel própria, com 108 metros de altura, o lugar não tem mais de dois mil habitantes e, por isso, se tornou uma espécie de “cidade fantasma”, segundo a agência Reuters.

Fonte: archdaily

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