Dois investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram uma tecnologia de impressão 3D alimentar capaz de imprimir refeições inteiras de nanocelulose, um material ultraforte extraído de árvores e que não contém calorias. No momento, eles só imprimiram uma massa, mas eles dizem que há uma ampla gama de possibilidades para a tecnologia na gastronomia.

Os pesquisadores são os professores Oded Shoseyov e Ido Braslavsky, ambos fazem parte da Faculdade de Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente na Universidade Hebraica, e que estão trabalhando sob a Yissum Research Development Company (empresa de transferência de tecnologia da universidade) para seus esforços de impressão de alimentos 3D. Os investigadores tem estudado a fibra de nantocelulose durante anos, e dizem que pode ser facilmente quebrada por enzimas no intestino humano.

Em vez utilizar esse material digestível na forma de uma bobina de filamento, como é feito com o plástico, os pesquisadores vão embalá-lo em cartuchos em conjunto com proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas e antioxidantes. Esse é só mais um dos usos da nanocelulose, um material inovador e sustentável que tem diversas aplicações na indústria como pode ver no post abaixo:

Nanocelulose é um inovador material extraído de plantas que revolucionará a ciência e a tecnologia

Pesquisadores de Israel criam impressora 3D que transforma nanocelulose em refeições nutritivas stylo urbano

A impressora 3D irá processar estes cartuchos com um laser de infravermelho, para aquecer e moldar o produto alimentar sem forma de acordo com as instruções do computador. Quando  é aplicado o calor, o nanocelulose serve para unir o conjunto de alimentos, enquanto que o calor pode fazer a comida impressa 3D parecer cozida, grelhada ou frita.

Segundo os pesquisadores, esse processo ira criar alimentos sintéticos que tem gosto muito parecido como as refeições tradicionais. Os professores da Universidade Hebraica acham que a tecnologia poderia servir para pessoas que seguem dietas sem glúten e veganas, bem como para diabéticos, atletas e outras pessoas que precisam prestar atenção nos alimentos que consomem.

Os pesquisadores estão atualmente conversando com investidores sobre a possibilidade de comercializar o seu processo de impressão 3D de comida. Se tudo correr como planejado, eles esperam ter sua impressora 3D de comida em alguns restaurantes e até mesmo nas cozinhas das pessoas dentro de cinco anos. Saiba mais da pesquisa nesse link.

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