Os sindicatos são o retrato do atraso pois sempre estão contra os avanços tecnológicos que ajudam a melhorar a vida da sociedade e dos trabalhadores. No século XIX, o ludismo foi um movimento que ia contra as maravilhas da mecanização do trabalho proporcionado pela Revolução Industrial. Adaptado aos dias de hoje, o termo ludita identifica toda pessoa que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias, essas pessoas são vinculadas ao “movimento operário anarcoprimitivista“.

As reclamações contra as máquinas e a sua substituição em relação à mão de obra humana, já eram normais. Mas foi em 1811, na Inglaterra, que o movimento operário estourou, ganhando uma dimensão significativa. Os luditas chamaram muita atenção pelo seu vandalismo, invadindo fábricas e destruindo máquinas, que, segundo os luditas, por serem mais eficientes que os homens, tiravam seus trabalhos.

Os luditas ficaram lembrados como “os quebradores de máquinas” ou seja, eram totalmente contra o progresso da civilização. Se os luditas tivessem conseguido parar o progresso tecnológico, você nem teria nascido e a humanidade estaria usando fogo para se aquecer e iluminar suas casas e ruas. A partir da segunda metade do século XIX surgiram os sindicatos que eram associações formadas pelo proletariado, e se tornaram o local perfeito para a disseminação das ideias comunistas e para a luta organizada em prol de conquistas para os trabalhadores.

Por que os sindicatos e a inovação tecnológica não podem coexistir juntos stylo urbano-1
Desenho de dois ludistas destruindo uma máquina de tear em 1812. Eles defendiam o retorno a meios não “civilizados” de vida através da desindustrialização e o abandono da tecnologia moderna.

Estamos no século XXI e nenhuma das gigantes da Internet têm empregados sindicalizados, o que tornou o Vale do Silício na Califórnia, numa das regiões mais ricas e inovadoras dos Estados Unidos. Há uma razão muito boa porque os sindicatos nunca tiveram uma presença no Vale do Silício: eles não são fãs de tecnologia.

Os sindicatos americanos lutaram agressivamente contra o Uber e Lyft, que ameaçam o cartel sindical dos motoristas de táxi, com o aumento da concorrência. Eles tentam com a ajuda de políticos, impedir que a lucrativa economia de compartilhamento se espalhe por todo o país e pelo mundo. No Brasil a máfia sindical dos taxistas tentou interromper o Uber pois segundo eles o Uber não respeita os Táxis e estaria sendo “privilegiado” pelo Estado. Eles também destruíram carros e atacaram os motoristas do Uber.  Na lutra dos táxis vs. Uber adivinha quem é o verdadeiro privilegiado?

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As startups de tecnologia estão criando inúmeras inovações que vão mudar completamente a forma de fabricação atual, tornando tudo muito mais eficiente, barato e automatizado. Em alguns anos, os robôs, impressão 3D, drones e a inteligência artificial vão acabar automatizando várias áreas no comércio e na indústria, tornando obsoletos vários tipos de profissões. Essas inovações tecnológicas obviamente não interessam aos sindicatos pois ameaçam sua própria existência.

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Líderes sindicais são sustentados pelo imposto sindical obrigatório mas defendem mesmo os interesses de partidos políticos que lesam os trabalhadores.

Para os economistas exite uma relação inversa entre a inovação e a sindicalização. “De fato, os economistas geralmente acreditam que os sindicatos brecam a inovação para defender seus próprios interesses“, escreveu uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida. “As inovações dentro das empresas, tendo em vista o número de patentes e citações, diminui significativamente depois que as empresas se sindicalizam e aumenta significativamente naquelas que preferem se dessindicalizar.” Não é de admirar que os sindicatos nunca encontraram nenhum apoio no Vale do Silício que é a meca da meritocracia.

Apesar de não terem funcionários sindicalizados, o Facebook, Google, Twitter e outras empresas de tecnologia estão constantemente entre as “melhores” empresas para se trabalhar nos Estados Unidos e no restante do mundo. Ótimos salários, escritórios amplos e divertidos, restaurantes com variedades de comida e estruturas de gestão descentralizados fornecem a elite de trabalhadores da área tecnológica, todos os benefícios que os sindicatos sempre quiseram.

Além disso, o Vale do Silício está repleto de profissionais freelancers, que vagueiam entre as empresas de alta tecnologia. A sindicalização iria arruinar o espírito livre e de inovação nessa indústria, o que seria terrível para todo tipo de profissional que trabalha com novas tecnologias.

Os sindicatos ainda continuam com a mentalidade do século XIX com sua ladainha de “guerra de classes”. No passado eles foram os bastiões de melhorias progressivas no trabalho, mas atualmente estão mais preocupados em defender o status quo, usando o dinheiro dos trabalhadores para enriquecer seus dirigentes. Os sindicatos preferem ignorar as mudanças em curso da nova economia e como tudo que é velho e ultrapassado, serão extintos. No Brasil que é o pais dos absurdos, a contribuição sindical é obrigatória por lei, assim milhões de trabalhadores, de forma “democrática”, são obrigados a sustentar 11 mil sindicatos.

E para piorar, muitos dos dirigentes desses sindicatos são militantes de partidos socialistas que admiram governos populistas e ditatoriais como Cuba, Venezuela e Coreia do Norte. A essência de sua militância política resume-se à colocar os assalariados como “vítimas indefesas” em função da “exploração dos capitalistas”, e promovem, para seu próprio benefício, a dependência total de seus associados perante à si próprios. Não é por acaso que num levantamento que mediu o nível de inovação em 50 países, o Brasil ficou em 47° lugar. Esse é tal “país do futuro”?

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Quanto mais sindicatos e intervenção do governo na economia, mais atraso teremos e menos inovação para melhorar a qualidade de vida da população.

O Vale do Silício não quer se tornar uma segunda Detroit. Em 1960, Detroit tinha a mais alta renda per capita do país e hoje tem a mais baixa. Depois de 51 anos seguidos sendo comandada pelo Partido Democrata, os políticos e os sindicatos da esquerda, conseguiram o seu maior intento que era falir um dos ícones da história e do capitalismo americano.  O vídeo abaixo mostra o “legado” que eles deixaram.

Com a ascensão da economia de partilha, o Vale do Silício está tomando a liderança na construção de um ambiente melhor para o trabalho. Hoje, a inovação tecnológica pode fazer pelos trabalhadores o que os sindicatos fizeram no século XIX: fornecer melhores oportunidades de trabalho, que seja ao mesmo tempo mais conveniente, seguro e lucrativo. As novas gerações estão mais interessadas em montar startups ou trabalhar em uma. Por isso a proliferação de espaços coworking pelo mundo todo onde os mais diversos tipos de profissionais freelancer prestam seus serviços.

Nessa nova economia, os sindicatos não tem lugar pois são um impecilho a inovação. A ascensão da economia da partilha, tem sido uma benção aos trabalhadores. O Uber e Airbnb são os exemplos mais proeminentes disso, mas dezenas de outros estão em estágios iniciais de construção de seus próprios serviços. Se conseguirmos manter o ritmo, há uma oportunidade para reescrever para melhor, as regras da sociedade sobre o trabalho.

Com tecnologias mais rápidas e eficientes aplicadas no comércio e na indústria, os trabalhos se tornam cada vez mais flexíveis. Isso ajuda a reduziu drasticamente o estresse em casa, levando a resultados significativamente melhores para a saúde. Flexibilidade no local de trabalho pode, literalmente, estender a expectativa de vida de um trabalhador.

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Os jovens da geração Y e Z querem espaços de trabalho mais divertidos e flexíveis como as startups e coworkings, que são totalmente diferentes dos ambientes corporativos rígidos e frios das gerações passadas.

Ironicamente, esta melhoria na condição dos trabalhadores costumava vir dos sindicatos, que defendiam ferrenhamente uma jornada de trabalho diária de oito horas, férias remuneradas, aposentadoria por tempo de serviço, seguro desemprego, direito a greve, licença maternidade, vale transporte, ticket refeição, descanso nos fins de semana, salário mínimo, etc.

Os sindicatos em conjunto com as empresas e outros ativistas, construíram o conceito de trabalho em horário integral com férias e uma aposentadoria no final. Essa concepção de emprego estável e seguro que tivemos durante quase um século, é amplamente utilizada pela geração atual, mas isso pode mudar em alguns anos. A falta de inovação deixa os sindicatos suscetíveis as startups, que estão criando novas formas de trabalho, mobilidade urbana, inovação tecnológica e educação. A Google anunciou recentemente uma nova parceria com o provedor de curso online Udacity, para a criação de cursos gratuitos de aplicativos para  internet.

De um modo geral, esses tipos de cursos online não precisam da permissão de universidades ou os sindicatos de professores para definir os salários, permitindo que as empresas de tecnologia possam proporcionar uma educação de baixo custo. O Vale do Silício representa um novo pró-capitalismo, uma categoria política anti-sindical que está pavimentando o declínio dos sindicatos, que não conseguem se adaptar as inovações tecnológicas do século XXI.

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Os resquícios do século XIX no século XXI. Para os sindicatos as inovações tecnológicas que barateiam e facilitam a vida da população ameaçam seus interesses.

Os grandes avanços na computação, inteligência artificial e nas comunicações, estão causando a obsolescência de milhões de postos de trabalho. Mesmo os motoristas do Uber não estão imunes a estes deslocamentos, pois em poucos anos os carros autônomos estarão fazendo o trabalho deles. Devido a produtividade da economia nas últimas duas décadas, estamos chegando a um ponto em que não precisaremos trabalhar cerca de quarenta ou sessenta horas semanais, mas apenas quinze ou vinte horas.

A Economia de partilha e as inovações tecnológicas poderão criar um futuro melhor para todos em nossa sociedade. Uma maior conveniência em serviços podem beneficiar os trabalhadores da mesma foram que beneficia os clientes. Essa rotina corporativa atual, de ficar o dia todo em empregos enfadonhos que muitas vezes odiamos só para pagar as contas e esperar trinta anos para se aposentar está ultrapassada.

Estamos nos estágios iniciais da próxima revolução no trabalho, mas o Vale do Silício e as startups estão firmemente na liderança. Nós temos todas as oportunidades para construir uma economia muito mais criativa,dinâmica e compartilhada, com uma mistura de trabalho e lazer para dar uma vida melhor as pessoas. A inovação pede passagem!

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