A cada dia cresce a consciência ambiental, e isso também afeta o nosso estilo de vida e a maneira como construímos nossas casas. Mais e mais empreiteiros estão à procura de materiais de construção sustentáveis e isso está se refletindo mundialmente no mercado de “cimento verde” que deve crescer cerca de US $ 38,1 bilhões até 2024. Dubai, a maior cidade dos Emirados Árabes Unidos, quer se tornar uma das cidades mais sustentáveis até 2020, e por isso a startup Renca cooperou com a prefeitura da cidade para desenvolver um cimento feito de resíduos industriais para construções feitas por impressão 3D.

Como é uma cidade em rápido crescimento, Dubai anunciou recentemente que pretende utilizar a impressão 3D em 25% dos seus edifícios até 2030. A Renca, iniciada no programa Future Accelerators de Dubai, desenvolveu um composto de cimento reciclado feito de resíduos industriais como cinzas volantes, um pó produzido a partir da queima de carvão pulverizado, e escória granulada, subproduto da produção do ferro e do aço.

Ao todo, o composto tem um impacto 60% menor sobre o meio ambiente do que o cimento tradicional, uma vez que se baseia em materiais reciclados e usa uma fração da quantidade de energia necessária para produzir cimento Portland tradicional. A melhor parte? O novo material pode ser utilizado por máquinas de impressão 3D para construção. Iniciado pelo empresário russo Andrey Dudnikov e pelo geólogo italiano Alex Reggiani, a Renca trabalha em parceria com o município de Dubai para criar um material de construção de impressão 3D que pode ser usado para fabricar edifícios nas cidades do Oriente Médio.

Esse cimento verde tem uma grande variedade de benefícios. Por exemplo, a sua resistência química, propriedades à prova de água e grande força. Proporcionando melhores propriedades de isolamento térmico e também é mais resistente ao calor, o que o torna um material perfeito para lugares quentes, como Dubai.

Cimento geopolimérico: a combinação perfeita para impressão 3D

Uma vez que não necessita de aditivos para funcionar corretamente, o cimento geopolimérico é mais barato para usar em impressão 3D do que o cimento comum. Por conseguir atingir facilmente uma consistência ideal para impressão em 3D, o tempo de construção acelera extremamente: Casas podem ser construídas dentro de horas!

O cimento geopolimérico é perfeito para a impressora 3D da Apis Cor, a empresa russa que ficou famosa por imprimir uma casa inteira em apenas 24 horas. E o teste de campo demonstrou o quão eficiente a máquina realmente é. O próximo passo da Renca é negociar com potenciais investidores em Dubai para iniciar uma unidade de produção de seu cimento verde. As tecnologias sustentáveis para revolucionar a construção civil já existem, agora só falta implementar em escala global.

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