Os comunistas adoram pregar o mantra da “revolução do proletariado” contra os “capitalistas burgueses opressores” mas na verdade, tratam como escravos os trabalhadores que dizem defender. Roupas importadas por grandes varejistas de vestuário e marcas com o rótulo “Made in China” realmente estão sendo feitos por trabalhadores escravos na Coreia do Norte, ondem recebem salários extremamente baixos e ainda tem dois terços do seu salário confiscados pelo regime do ditador Kim Jong-un. Essas roupas estão sendo exportadas para a China e depois vendidas no mercado internacional.

Empresas têxteis chinesas estão usando cada vez mais fábricas norte-coreanas para tirar vantagem do trabalho escravo mais barato do outro lado da fronteira, segundo os comerciantes e empresas na cidade chinesa de Dandong, que fica na fronteira com a Coreia do Norte, segundo a Reuters. As roupas feitas na Coréia do Norte são rotuladas como “Made in China” e exportadas para todo o mundo, disseram.

O uso da Coreia do Norte pela China para produzir roupas baratas para o mercado internacional mostra que, para cada porta que é fechada por causa das rigorosas sanções da ONU outra pode se abrir. Em 5 de agosto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu por unanimidade punir com sanções econômicas o regime do ditador comunista Kim Jong-un, por causa de seu programa de mísseis nucleares, e proíbe as exportações de carvão, ferro, minério de ferro, frutos do mar e chumbo, mas não proibiu as exportações de tecidos e vestuário. Por que será? A China faz parte do Conselho de Segurança da ONU desde 1971.

Roupas "Made in China" estão sendo feitas por trabalhadores escravos na Coreia do Norte stylo urbano-1
Os trabalhadores escravos norte-coreanos são obrigados a dar dois terços do seu salário para o ditador comunista Kim Jong-un

“Aceitamos encomendas de todo o mundo“, disse um empresário coreano-chinês em Dandong, cidade fronteira com a China, onde a maioria do comércio da Coreia do Norte atravessa. Varias pessoas foram entrevistadas pela Reuters e eles falaram em condição de anonimato devido à sensibilidade da questão. Dezenas de agentes de fábricas de vestuário operaram em Dandong, agindo como intermediários para fornecedores de vestuário chineses e compradores dos Estados Unidos, Europa, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Rússia, afirmou o empresário.

Têxteis foram a segunda maior exportação da Coréia do Norte depois do carvão e outros minerais em 2016, totalizando US$ 752 milhões, de acordo com dados da Agência de Promoção de Comércio de Investimentos da Coréia (KOTRA). O total de exportações da Coréia do Norte em 2016 subiu 4,6% para US$ 2,82 bilhões.

“Made in China” feita por trabalhadores escravos na Coreia do Norte

Os fornecedores chineses enviam tecidos e outras matérias-primas para as fábricas norte-coreanas através da fronteira para obter as roupas costuradas, que são exportadas. As roupas acabadas são primeiro enviadas para a China das fábricas norte-coreanas antes de serem enviadas para o resto do mundo. Mas segundo o mantra dos comunistas, o capitalismo é sempre o “explorador dos trabalhadores”.

Ao receber roupas feitas na Coréia do Norte, as fábricas chinesas podem economizar até 75% do custo de produção, disse a Reuters um comerciante chinês que viveu em Pyongyang. De acordo com os comerciantes chineses e agentes em Dandong, é uma prática generalizada.

No entanto, nem todos os proprietários de marcas do mundo ocidental que importam roupas “Made in China” estão cientes desta prática. Uma marca de artigos esportivos da Austrália, Rip Curl, teve que emitir um pedido público de desculpas quando descobriu que alguns dos seus equipamentos de esqui foram feitos numa fábrica norte-coreana com a etiqueta “Made in China”. A empresa culpou um fornecedor desonesto pela terceirização a um sub-contratante não autorizado.

Segundo um empresário coreano-chinês, os trabalhadores norte-coreanos são mais produtivos do que os seus homólogos chineses, pois eles tiram menos folgas de descanso. Os trabalhadores norte-coreanos podem produzir 30% mais roupas a cada dia do que um trabalhador chinês. Eles não são como os trabalhadores de fábricas chinesas que trabalham por dinheiro. Os trabalhadores norte-coreanos têm uma atitude diferente, eles acreditam que estão trabalhando para o seu país, por seu líder. Em resumo, são escravos de Kim Jong-un.

É bom lembrar que no Brasil, os comunistas do PSOL, PT, PCdoB, MST, UNE e CUT entre outros que dizem “lutar pelos trabalhadores oprimidos”, manisfestaram seu apoio a ditadura norte coreana e a ditadura venezuelana (aqui e aqui). Os salários pagos aos trabalhadores norte-coreanos são muito mais baixos que outros países asiáticos. Os norte-coreanos que trabalham na zona industrial de Kaesong agora fechada do outro lado da fronteira com a Coreia do Sul, recebiam um salário médio de apenas US $ 160 por mês, enquanto um trabalhador na China recebe US $ 450 – $ 750 ao mês.

Roupas "Made in China" estão sendo feitas por trabalhadores escravos na Coreia do Norte stylo urbano-2

Os salários pagos em Kaesong teriam sido muito mais elevados do que o que os recebidos pelos norte-coreanos que trabalham em fábricas em outras partes do país. Todas as fábricas na Coréia do Norte são estatais. Por causa da mão de obra barata na Coréia do Norte, alguns dos empresários e comerciantes chineses não estão surpresos que as empresas têxteis chinesas desonestas enviam muitas ordens de produção para a nação ou empregam norte-coreanos na China.

Um trabalhador norte-coreano que trabalha numa fábrica chinesa recebe cerca de 2.000 yuan (US$ 300), que é cerca de metade do salário médio pagos a um trabalhador chinês, disse um dono de fábrica. E para piorar, ele fica com apenas um terço de sua renda, enquanto o resto é confiscado pelo ditador Kim Jong-un da mesma forma que a ditadura dos irmãos Castro em Cuba, confiscando parte dos salários dos “médicos cubanos” que são enviados para o Brasil e outros países.

Mas empregar norte-coreanos na China não é algo fácil, disse uma empresária coreano-chinesa da cidade portuária chinesa de Dalian, à Reuters. “É um aborrecimento para contratar trabalhadores norte-coreanos. Você precisa ter o direito de contratá-los. Seu espaço de vida tem de ser completamente fechado, você tem que fornecer uma sala de aula onde eles podem ter aulas (doutrinados) todos os dias.”

“Eles trazem seu próprio médico, enfermeira, cozinheira e professores que os ensinam a ideologia norte-coreana a cada dia“, disse ela. Os trabalhadores escravos da Coreia do Norte trabalham longas horas em fábricas, começando as 7:30 e a jornada dura cerca de 10 h. É sempre bom lembrar que 80% da mão de obra explorada são de mulheres. Mas o comunismo é o “protetor dos trabalhadores” não é mesmo?

Fonte : Reuters

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