Em 9 anos o número de cidades inteligentes em todo o mundo vai quadruplicar, passando de 21 em 2013 para 88 em 2025. Temos atualmente mais de um bilhão de automóveis pelo mundo todo e eles são os maiores poluidores do ar que respiramos nas grandes cidades. Como resolver esse problema se a população continua aumentando e isso resulta numa frota ainda maior de carros circulando pelas avenidas e ruas? As cidades vão ter que se adotar meios mais inteligentes para reverter essa situação caótica incentivando a adoção de scooters, mini carros e bicicletas elétricas.

Felizmente algumas empresas já estão desenvolvendo tipos de transporte mais sustentáveis e eficientes para as cidades inteligentes. A empresa Daimler AG fabricante do mini carro Smart Fortwo Electric Drive, desenvolveu uma “família sustentável” composta também por uma scooter e uma bicicleta elétrica. O Smart For Two como o nome diz transporta duas pessoas, o que tem tudo a ver com a mobilidade nas cidades pois o maior parte dos carros que transitam pelas ruas diariamente, acabam transportando um ou dois passageiros.

Scooters, mini carros e bicicletas elétricas serão os meios de transporte das cidades inteligentes stylo urbano-1
A família elétrica Smart

O toque jovem e antenado está no “painel de instrumentos” da scooter e da bicicleta onde se encaixa o smartphone, colocado na parte da frente do guiador, que permite visualizar informações sobre velocidade, autonomia e nível de carga de bateria, dando ainda a possibilidade de utilização do sistema de navegação integrado.

Já o Smart Fortwo Electric Drive vem com um aplicativo para smartphone onde se pode verificar se a bateria está cheia ou não. Se for carregar, o aplicativo envia um e-mail ou Twitter notificando quando estiver pronto. Além disso, ele permite o controle da temperatura interna, assim você pode refrigerar ou aquecer o interior antes de entrar no carro, o que é muito legal. Achei interessante essa proposta, pois quem não quiser ter um carro pode optar por uma bicicleta ou scooter elétrica. Os jovens de hoje não estão tão interessados em carros.

Assim a empresa abre um novo nicho de mercado pois a geração Z (0 a 19 anos) que vão ser os mais influentes no mercado dentro de 10-15 anos vão se interessar mais por veículos compartilhados do que ter um próprio. A indústria automotiva vai ter que ser mais criativa e ousada para conquistar essa juventude que se interessa apenas por eletrônicos. As montadoras acabarão vendendo seus veículos elétricos e autônomos para empresas especializadas em “transporte compartilhado” como a Uber e outras,  pois em breve, ser dono de carro pode virar coisa do passado.

Scooters, mini carros e bicicletas elétricas serão os meios de transporte das cidades inteligentes stylo urbano-2

Já a Gogoro é uma scooter elétrica e uma empresa de energia que está ajudando a liderar esta transformação na mobilidade urbana, tornando as megacidades mais conectadas, sustentáveis e inteligentes. Em Amsterdã e Taipei, a Gogoro está buscando novas regiões metropolitanas. Mas como as cidades vão se adaptar a esta tecnologia de mobilidade, e qual será o impacto a longo prazo?

A pretensão da Gogoro é ser a Tesla das scooters. Segundo a empresa, eles criaram o primeiro veículo elétrico de duas rodas do mundo com alto desempenho e sem emissões de CO2, bem como uma infra-estrutura urbana para carregamento rápido de baterias. A scooter também reúne, analisa e compartilha dados com o piloto para ajudá-lo a entender as melhores práticas para reduzir o consumo de energia e otimizar o desempenho.

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Máquinas automáticas chamadas de GoStations, permitem que os pilotos troquem as baterias descarregadas por novas, e elas estão espalhados por toda a cidade para facilitar o acesso. Quem utiliza uma Gogoro pagará um valor mensal para utilizar o sistema, assim o motorista não perde tempo tendo que carregar as baterias.

As cidades são naturalmente ótimos locais para o sistema GoStations da Gogoro, pois os custos de manter uma scooter elétrica são muito mais em conta do que um veículo de quatro rodas elétrico. A vantagem das scooters é que elas se ajustam muito bem ao espaço viário limitado das cidades e você pode contornar os congestionamento. A Gogoro poderia também investir num sistema de compartilhamento de scooters, onde os clientes em vez de comprar, pagam um valor diário, semanal ou mensal para utilizá-las.

Um dos maiores desafios para o futuro das cidades, é a de se preparar para um crescimento maciço, assegurando práticas sustentáveis ​​a longo prazo. Os veículos elétricos estão novamente encontrando seu caminho para as ruas das cidades depois de um ostracismo de 130 anos. Até Thomas Edison, cientista e inventor da lâmpada elétrica teve um modelo. O pico de vendas de carros elétricos foi no início dos anos 1910, quando a eletricidade passou a ser mais comum nas casas.

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Thomas Edison posa com seu primeiro carro elétrico e uma bateria que é usada no veículo (c. 1895)

A velocidade máxima que os carros elétricos chegavam era 30 km por hora e eles foram comercializados principalmente para mulheres, porque não tinham manivela e eram menos barulhentos e malcheirosos do que os carros movidos a gasolina. Na época, 38% dos carros nos Estados Unidos eram elétricos, enquanto 22% eram a gasolina e 40% eram movidos a vapor. Mas isso não durou muito tempo, porque descobertas de petróleo nos Estados Unidos e a invenção do motor de arranque elétrico e do silenciador, tornaram os carros movidos a gasolina uma opção mais acessível e prática para a população.

A partir disso, podemos constatar a poluição do ar das grandes cidades causada pela substituição da eletricidade pelo petróleo. Estamos agora, resgatando do século XIX os veículos elétricos que jamais deveriam ter sido esquecidos.

Scooters, mini carros e bicicletas elétricas serão os meios de transporte das cidades inteligentes stylo urbano-4
Carros elétricos em Mahattan nos Estados Unidos (1906)
Scooters, mini carros e bicicletas elétricas serão os meios de transporte das cidades inteligentes stylo urbano-7
Um carro elétrico sendo carregado (c. 1900)

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