O estudo sem propósito é perda de tempo.” Essa afirmação soa quase que como uma heresia escandalosa aos ouvidos de quem, por anos, foi condicionado a pensar no estudo como atividade-fim e não como um meio. O ato de estudar, ou seja, participar de uma classe a fim de adquirir informações sobre as disciplinas definidas pelo governo via Ministério da Educação, está muito longe de ser o suficiente para preparar alguém para adquirir relevância na sociedade. Até porque a definição do currículo escolar foi feita há quase um século.

Já o atual modelo de escola compulsória, o qual copiamos do resto do mundo ocidental, foi criado ainda no início da Revolução Industrial. E sua função era preparar a mão-de-obra oriunda do campo para as indústrias.

Consequentemente, o modelo de organização e agremiação das escolas era um simples espelho do modelo organizacional das fábricas: os sinais tocando entre as aulas, indicando que uma acabou e que outra deve começar; os sinais anunciando o início e o fim do recreio; as filas e a ênfase na obediência e submissão; o ambiente maçante; as fileiras de jovens sentados passivamente em suas carteiras escolares obedecendo a seus professores; os professores obedecendo aos supervisores e ao diretor etc, tudo isso foi modelado de acordo com a organização das fábricas.

O problema é que já deixamos a Era Industrial há muito tempo e estamos entrando na Era da Imaginação. Mas o modelo escolar continuou estagnado na era das fábricas. Em seu livro “Now You See It”, a educadora Cathy Davidson diz que 65% das crianças que estão entrando hoje na escola irão trabalhar em empregos no futuro que ainda nem foram inventados. Escreve ela: “Nessa era de mudanças cada vez mais velozes, estamos aplicando a nossas crianças as mesmas provas e lições de casa que foram criadas para nossos tataravôs”.

Por isso, o modelo educacional vigente está falindo e definhando a cada ano. E isso está acontecendo sem que muitos envolvidos nesse processo sequer estejam percebendo, embora os trágicos resultados, em termos de preparo e qualidade da mão-de-obra, sejam cada vez mais visíveis.

Neste crucial artigo, um grande empreendedor brasileiro elenca os principais problemas com a educação brasileira, explica até que ano ela é proveitosa e a partir de qual ano deixa de ser, e apresenta o que faria caso pudesse montar uma escola com currículo próprio, sem ter de me submeter às ordens do MEC (hoje, ter currículo próprio é proibido pelo governo).Abolir esse modelo gerenciado pelo estado e criar outro é crucial.

O site MISES fez um texto disruptivo, com reflexões polêmicas que requerem uma grande capacidade de abstração e um desprendimento dos modelos ultrapassados atuais. Caso ache que está tudo certo com o mundo e com a “educação brasileira”, não perca seu tempo com a leitura. Pode voltar para o mundo encantado do Facebook ou Instagram. Mas se estiver preparado para tomar a pílula vermelha e sair da prisão da Matrix escolar acesse aqui.

2 Comentários

    • Sim, mas diferente do passado, hoje você pode obter uma quantidade absurda de conhecimento através da internet. Atualmente, as escolas e universidades em vez de “ensinar” se transformaram em centros de doutrinação política para formar militantes de esquerda.

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