No mundo todo cresce a preocupação da poluição do ar causado pelos bilhões de carros movidos a combustíveis fósseis e para resolver esse problema, investir em carros elétricos é essencial. Uma startup criada dentro da Universidade Federal de Santa Catarina chamada PodCycle, projetou um veículo elétrico para o mercado nacional focado no compartilhamento. Projetado para levar duas pessoas e 200 litros de bagagem, o pequeno elétrico com bateria de lítio poderá alcançar 100 km/h e ter autonomia de 100 km, e pesando 650 kg seus tempos de recarga são de 1h (rápida) ou 4h (lenta).

Os idealizadores do projeto lançaram uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse e conseguiram levantar cerca de R$ 74.957, o suficientes para finalizar o primeiro protótipo, que já começou a ser feito. Com 2,6 m de comprimento, poderia até ser estacionado em vagas paralelas de forma perpendicular, e depois de concluído, o PodCycle será exibido em várias cidades e capitais do país, a fim de chamar a atenção do público e de possíveis investidores.

Startups brasileiras criam os primeiros modelos de carros elétricos nacionais stylo urbano -1

Brener Martins é o idealizador do PodCycle, que foi projetado para ser um veículo elétrico urbano para duas pessoas, e pensado para ser usado em carsharing, que é um serviço no qual você aluga o carro temporariamente. A equipe do PodCycle é composta por cerca de 20 integrantes, incluindo designers, engenheiros e cientistas da computação que investiram dinheiro do próprio bolso e também conseguiram auxílio financeiro do programa Sinapse da Inovação, apoiado pelo governo de Santa Catarina antes da campanha no Catarse.

https://vimeo.com/140401894

O PodCycle está sendo fabricado na oficina da equipe, na Cidade Criativa Pedra Branca, em Palhoça (SC). “O chassi está praticamente pronto e estará 100% funcional em novembro; a carenagem será produzida por parceiros e montada também em Pedra Branca”, afirma Brener. Para usar o carsharing do futuro serviço PodShare, será necessário pagar uma mensalidade de R$ 10, mais R$ 16 por meia hora de uso. “Com o custo de produção que temos hoje com o protótipo, um investidor teria retorno a partir do 18º mês de operação”, diz Brener.

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Ele também lembra que há outros possíveis retornos para o projeto. Pense no aluguel de bicicletas do Itaú, por exemplo: a ideia não é simplesmente ganhar dinheiro – o banco já fatura bilhões com sua atividade principal – e sim obter uma imagem positiva junto ao público. “Ser patrocinador de iniciativas como a nossa poderia colocar um banco mais próximo do público jovem”, diz Brener.

O projeto do PodCycle já foi apresentado no MIT e também em Ingolstadt, na Alemanha. Eles têm uma parceria com o AWARE, programa de cooperação entre a Technische Hochschule Ingolstadt, a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e a UFPR (Universidade Federal do Paraná). “Nós trocamos expertise; eles são especialistas em powertrain elétrico e eletrônica para veículos elétricos”, diz Brener.

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Antes de começar o projeto, a equipe entrou em contato com quem já estava fazendo algo semelhante no Brasil – por exemplo, o Vez do Brasil, DirijaJa e Wake Motors. O custo do PodCycle tornaria difícil vendê-lo de forma tradicional, segundo Brener, por isso ele passou a buscar alternativas – daí a ideia do carsharing.

O PodCycle foi projetado para o uso urbano e para ser usado dentro de um serviço de carsharing, em vez de pertencer a uma só pessoa. O processo de produção é pensado para usar um número reduzido de ferramentas, através da colagem dos elementos estruturais, e para ser feito até mesmo em microfábricas:

O PodCycle é um veículo totalmente modular e pode ser montado em micro fábricas na região onde será comercializado… O que permite esta estrutura é o conjunto de processos inovadores usados na concepção das partes do PodCycle. Na microfábrica não será necessário investimento em planta de soldagem, por exemplo, pois o PodCycle faz amplo uso de adesivo estrutural ao invés de solda. O chassi não requer pintura nem tratamento anticorrosivo, dispensando o investimento em cabines.

É de se esperar que um novo veículo tenha que passar por muita burocracia. Brener diz que “as exigências no Brasil são um tanto confusas e certamente caras”, mas o PodCycle foi desenvolvido prevendo as exigências regulatórias.

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Já a startup brasileira Vez desenvolveu os modelos de carros elétricos SEED que possuem autonomia média de 100 Km, o que equivale a dizer que ele pode rodar cerca de 60 a 140 Km com as baterias a plena carga, e dependendo das características de dirigibilidade do condutor, bem como das características médias da topografia como aclive, plano e declive, ambos exatamente como em qualquer veículo convencional modelo Flex.

Poderão ser abastecidos em qualquer tomada convencional 110V ou 220V. Além disto, serão implantados totens para carga rápida que funciona como os parquímetros nas vagas de rua, ou locais públicos. Este equipamento é capaz de recarregar quase que plenamente um veículo elétrico em cerca de 15 minutos.

Os veículos SEED sairão de fábrica com dois anos de garantia integral contra quaisquer problemas oriundos de sua fabricação, excluindo-se os itens normais de desgaste como pneus, pastilha de freios, etc. Serão fornecidos com todos os itens de segurança exigidos pela legislação Brasileira. Isso é ótimo pois possibilita o crescimento de fabricantes brasileiros de carros que investem em automóveis 100% elétricos e com o desenvolvimento e barateamento cada vez maior das impressoras 3D, teremos até 2030 várias fábricas de carros artesanais elétricos e a até mesmo auto-dirigíveis “Made in Brazil”.

Fonte: Gizmodo Brasil
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