Como a indústria da moda poderia reverter o impacto ambiental que ela mesma produz? Globalmente, a indústria do vestuário ocupa a segunda posição como a que mais polui o meio ambiente e desperdiça água no mundo,mas empresas como a Nike, Adidas e Eileen Fisher estão utilizando tecidos tecnológicos sustentáveis favoráveis ​​ao meio ambiente. A Nike fez uma parceria com a plataforma Climate CoLab do MIT para alavancar tecnologias inovadoras e outras idéias que poderiam gerar uma “revolução dos materiais” na moda.

A marca de moda feminina Eileen Fisher fez uma promessa “No Excuses” para atingir “100 % de sustentabilidade” até 2020 e exige que seus fornecedores se certifiquem que seus tecidos sejam produzidos de forma ética e sustentável. A Adidas, revelou recentemente um sapato feito de plástico retirado do oceano, e está desenvolvendo um “super material” que pode ser infinitamente dividido e reutilizado. Será que uma nova era de tecidos sustentáveis criados através de novas tecnologias de reciclagem química vão se tornar uma realidade na poluente e inconsequente indústria da moda?

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O desafio é imenso, mas substituir os tecidos que estão no mercado por alternativas mais sustentáveis ​​poderia ter consequências surpreendentes. De acordo com o relatório Sustainable Apparel Materials do MIT, a indústria do vestuário global vai produzir mais de 400 bilhões de metros quadrados de tecido em 2015, o suficiente para cobrir a Inglaterra quase duas vezes.

Produzir tanto tecido gasta cerca de 1 trilhão de quilowatts-hora de eletricidade e até 9 trilhões de litros de água. Se você considerar que só os americanos jogam fora cerca de 11 milhões de toneladas de roupas por ano, o tamanho do problema da sustentabilidade na moda é de cair o queixo.

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1 trilhão de quilowatts-hora de eletricidade e até 9 trilhões de litros de água foram utilizados para fabricar toneladas de roupas baratas e descartáveis que vão inundar os aterros sanitários.

Em resposta à quantidade impressionante de resíduos criados no mundo todo pela indústria do vestuário, a tecnologia está começando a recuperar o atraso na reciclagem de tecidos.

Enquanto a reciclagem mecânica atual consegue reciclar apenas 20%o das roupas de algodão velhas (as roupas velhas são trituradas e no processo seu comprimento e qualidade das fibras se degradam), empresas como a Re: newcell e Pure Waste Textiles estão desenvolvendo formas de melhorar a qualidade do algodão reciclado e evitar o enorme desperdício causado pela reciclagem mecânica atual substituindo-a pela reciclagem química.

Uma startup recente, a Evrnu, afirma que criou um tecido reciclado que é tão suave como seda com o mesmo preço de algodão orgânico. Mas a Evernu consegui através da reciclagem química, transforma roupas velhas de algodão em viscose de algodão, muito superior ao tecido de algodão original.

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Camiseta feita de tecido Re: newcell 100% reciclado de uma calça jeans.

Alguns críticos têm argumentado que a reciclagem não consegue resolver o problema real, que são os nossos padrões de consumo e a agitação interminável do fast fashion. Mas com certeza o desenvolvimento de novos materiais e processos que respeitam o meio ambiente vai ajudar bastante. Considere que mais de 2,4 bilhões de metros quadrados de couro são fabricados a cada ano, isso gera toneladas de lixo tóxico através do curtimento que acaba por ser derramado em rios e oceanos.

Com o desenvolvimento de novos tipos de couro feitos de fibras da folha de abacaxi como o Piñatex da empresa Ananas Anam ou os tecidos recicláveis ​​de alta tecnologia da Adidas para serem utilizados em roupas, calçado e acessórios, poderemos realmente ter um grande mudança para um futuro da moda mais ética e sustentável.

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