A estilista holandesa Pauline van Dongen , criou a elegante “Solar Shirt” que é o mais recente projeto de sua coleção Solar Wearable, dando mais um paço da moda em direção a tecnologia vestível (Wearable).  A Solar Shirt é feita de malha com pequenas células solares flexíveis integradas ao tecido que geram energia através da luz solar para carregar um smartphone quando estiver em movimento. A camiseta foi desenvolvida em colaboração com a empresa de tecnologia Holst Centre na Holanda.

Em dias de sol, as células produzem cerca de 1 watt de energia elétrica, que é suficiente para carregar um smartphone em poucas horas ou outros dispositivos como tocadores de MP3, câmeras, sistemas de GPS e outros dispositivos portáteis compatíveis com USB. E se todos os seus dispositivos estão carregados, a eletricidade pode ser armazenada na bateria da camiseta para uso posterior.

As células solares são combinadas em módulos funcionais padronizados, utilizando sofisticadas células solares da Holst Centre desenvolvidas dentro da Solliance alliance e sua tecnologia de eletrônicos flexíveis para a integração eletrônica em tecidos. Esta tecnologia é parte de um programa de investigação sobre aplicações portáteis que integra funcionalidades que vão desde iluminação (LED / OLED), captação de energia (PV), sensores e displays, em matérias têxteis ou de outros materiais flexíveis.

Os módulos das células solares podem ser fabricadas de forma rentável em rolos, para em seguida, serem transferidas para o tecido usando ferro de passar antes da roupa ser costurada. Estilistas e fabricantes de vestuário podem organizar os módulos do jeito que quiserem, dando-lhes total liberdade para criar seus próprios projetos originais.

A tecnologia vestível é mais do que apenas relógios, pulseiras, jóias e pequenos dispositivos portáteis. Na verdade, a estilista Pauline Van Dongen vai tão longe como empregar a tecnologia da energia solar fotovoltaica em suas roupas mantendo a funcionalidade com uma silhueta moderna e estilosa. É esse equilíbrio que define sua exploração continuada no casamento entre moda e tecnologia.

Meu trabalho é o resultado de uma hibridação ou fusão de moda com várias outras disciplinas científicas,” diz Pauline van Dongen. “Eu adotei novas tecnologias no meu trabalho para criar novos valores e significados para a moda. Não só funcionalmente, mas também nas muitas maneiras em que nos expressamos através de nossas roupas, bem como a maneira em que elas interagem com nossos corpos … nos mantendo quentes, mas também na geração de energia, mudando de forma, etc. As peças de vestuário se tornam interfaces muito íntimas que nos permitem interagir com o mundo de maneira singular e, por vezes imprevistas. “

Pauline Van Dongen observa que, para ela, a tecnologia não é um mero instrumento, mas sim de estética. Materialidade aumenta a expressão. “Há um forte foco na materialidade no meu trabalho, pois eu acredito que o futuro da moda reside na sua premissa de ser dinâmico e mutável. O fato de que agora podemos programá-las pixel por pixel, nos permite projetar novos tipos de comportamento e criar materiais que podem ser usados ativamente sobre o corpo.”

Quanto à inspiração, Pauline comenta: “Eu continuamente recorro a interação entre os seres humanos e seus arredores. Estou fascinada por conceitos de mudança, movimento, energia e percepção; uma vez que estão estreitamente relacionadas com a forma como experimentamos o mundo que nos rodeia.” Nesta missão e reconhecendo da intimidade do vestuário, Pauline espera transformar a tecnologia em algo mais pessoal, e ainda mais intuitiva.

“A coisa mais importante para mim é se envolver freqüentemente em diálogos com pessoas de várias disciplinas que não se relacionam diretamente com a moda. É tão inspirador ouvir suas histórias e sempre me desafia a ter novos modos de pensar “, diz ela. O restante de seu trabalho de pesquisa é feito através de feiras e conferências, e seu próprio entendimento pessoal do potencial da moda. Aqui, a experimentação é a chave e o resultado de coleções que exploram o futuro, estabelecendo as bases para que o trabalho de Pauline van Dongen possa vir a reescrever a relação entre tecnologia e moda.

Vários cientistas do mundo inteiro estão pesquisando e desenvolvendo novas e revolucionárias tecnologias para unir a dispositivos eletrônicos flexíveis e a prova de água em tecidos. Existe uma grande preocupação sobre o descarte dos resíduos dessas roupas inteligentes com vários circuitos aplicados a sua estrutura. Como a indústria visa resolver isso se já temos o problema das toneladas de roupas e dispositivos eletrônicos que vão parar em aterros sanitários? A solução seria desenvolver tecidos e dispositivos eletrônicos biodegradáveis.

Chip de madeira inaugura eletrônica biodegradável

Depois dos microprocessadores que se dissolvem na água e dos circuitos eletrônicos com botão de autodestruição, agora é a vez dos chips feitos de madeira.

O “chip de madeira” usa um circuito eletrônico real, enquanto experimentos anteriores precisaram usar materiais adaptados às técnicas de reciclagem.

A ideia de Yei Hwan Jung, da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, é substituir a maior parte dos processadores e chips em geral por um material biodegradável ou mesmo reaproveitável. E a solução apresentada é, de longe, a mais próxima da realidade entre todas as tentativas feitas até agora para lidar com o crescente problema do descarte de circuitos integrados obsoletos.

“A maioria do material em um chip é suporte. Nós usamos menos de dois micrômetros para tudo o mais. [Com a nossa solução] os chips são tão seguros que você poderia colocá-los na floresta e os fungos iriam degradá-lo. Eles se tornaram tão seguros quanto um fertilizante,” explicou o professor Zhenqiang Ma, líder da equipe.

O experimento também demonstrou o potencial da eletrônica flexível, com circuitos produzidos na forma de películas para posterior aplicação sobre um substrato, como um carimbo.

Chip de madeira

Para demonstrar as possibilidades da técnica, Jung usou um substrato de madeira para criar um chip de 5 x 6 milímetros, com 1.500 transistores de arseneto de gálio, um material padrão na indústria eletrônica para a fabricação de circuitos integrados de comunicação wireless. O protótipo construído pela equipe apresentou um desempenho comparável aos circuitos integrados usados pela indústria.

Embora se refiram ao seu substrato biodegradável como “madeira”, o material é na verdade feito com fibras de celulose reduzidas à escala nanométrica, por isso chamadas de nanofibrilas de celulose. Esse polímero de origem natural é prensado e recoberto com uma resina, para evitar a expansão termal e reduzir a hidroscopia, a tendência natural da madeira para atrair umidade do ar, o que a faria inchar e danificaria o circuito.

Eletrônica flexível

O experimento também demonstrou o potencial da fabricação de circuitos eletrônicos na forma de películas flexíveis, que podem ser aplicadas a diferentes superfícies como tecidos, o circuito foi produzido na forma de uma película e depois aplicado sobre a camada de suporte de nanocelulose. “A atual fabricação em massa dos circuitos integrados semicondutores é tão barata que pode levar algum tempo até que a indústria se adapte ao nosso projeto. Mas a eletrônica flexível é o futuro,” avaliou o professor Ma. A moda espera ansiosamente por isso!

O que você acha da tecnologia vestível? Comente.

DEIXE UMA RESPOSTA