Todo ano, os americanos jogam 9,2 bilhões de quilos de roupas na lata de lixo, 80% delas em ótimo estado de conservação, segundo o Instituto de Lixo Sólido dos Estados Unidos. Os administradores James Reinhard, de 32 anos, Oliver Rubin, de 32, e Chris Homer, de 27, eram estudantes em Harvard quando toparam com esses números. Acabara de estourar a crise econômica de 2008 e os três acreditaram que poderiam transformar esse gigantesco desperdício num empreendimento.

Reinhard, Rubin e Homer escreveram o plano de negócios de um site de trocas de roupas usadas para uma competição na universidade. Depois de ficar entre os semifinalistas na disputa, decidiram tirar a empresa do papel. “Percebemos que era o momento certo para investir em um site especializado em troca de mercadorias”, diz Reinhard.

A startup ThredUP foi ciada no início de 2009, no auge da crise financeira,  mas em agosto de 2015, já havia 1,8 milhões de pessoas visitando o site da empresa, contra 700.000 um ano antes. A ThredUp, agora está com sede em San Francisco e planeja contratar 1.000 novos funcionários até o final do próximo ano à medida que cresce. A empresa recebeu US$ 81 milhões em investimentos por um grupo liderado pelo banco de investimentos Goldman Sachs.

ThredUP, uma startup de roupas usadas recebe investimento de US$ 80 milhões stylo urbano-1

A companhia já mudou de ideia duas vezes: primeiro, ela servia para que pessoas trocassem de roupa uma com as outras pela internet, depois troca de roupas usadas de crianças pequenas (que deixam de usar cada roupa rapidamente) antes de chegar ao modelo atual. Agora a empresa já vende mais de um milhão de roupas todo mês.

A ThredUp convida as pessoas a entregarem suas roupas e acessórios levemente usados, para facilitar a empresa envia uma sacola já endereçada e com o frete pago para eles, que a mandam de volta para a empresa. Todas as mercadorias em consignação são enviados para a sede da ThredUp, onde são separadas pela qualidade, fotografadas e, em seguida listadas.

Os clientes recebem um pagamento adiantado para itens mais baratos, ou recebem um remessa de bens mais caros. As roupas de segunda mão são vendidos no site com taxas de desconto. Roupas que não são aceitas ou são devolvidas ao remetente, recicladas ou doadas para a caridade.

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Sacolas da ThredUp são enviadas aos clientes para que coloquem dentro as roupas que querem se desfazer

A ThredUp recebe 20% de cada venda. Se você considerar que o Ebay recebe 10%, é um bom negócio para todos mas é também importante ressaltar que a ThredUp tem valores bem menores do que os do eBay por exemplo: Uma blusa de seda da A J. Crew que é vendida por US$ 35-US$ 40 no Ebay, é vendida por US$ 13 na ThredUp. No site da empresa, você pode pesquisar todas as marcas que eles aceitam, não aceitam, ou aceitam com restrições.

Para roupas com valor menor que US$ 60, os vendedores são pagos no ato do recebimento e podem tirar o dinheiro em duas semanas, via PayPal. Mais que esse valor, são pagos após a venda da roupa. Produtos enviados que não estão entre os aceitos, são vendidos em grande quantidade para doar o dinheiro para instituições de caridade.

Para manter os custos baixos, a empresa usa dois centros de distribuição nos Estados Unidos (na Califórnia e na Pensilvânia) e cada usuário só vê as ofertas do centro mais próximo de sua casa, que tem um tempo de entrega menor e estilo mais parecido com o seu. Outros dois centros em Atlanta e Chicago estão estimados. Pelo menos dessa forma, a empresa evita por mais tempo que milhares de roupas que ainda estão em boas condições vão parar no lixo, dando uma segunda vida para elas.

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