Imagine se suas roupas pudessem “saber” que estão sendo negligenciadas dentro de seu armário, e fazer algo a respeito? Roupas foram feitas para serem usadas e através de uma nova iniciativa através da Internet das Coisas, as roupas que você deixa mofando nos armários poderiam importuná-lo para usá-las, ou então se oferecer para adoção online. Prepare-se para a era da “revolta das roupas negligenciadas”.

Este projeto ainda em fase beta visa criar uma “Internet das roupas” usando identificação por radiofrequência (RFID). Tags inteligentes presos nas roupas lembrariam as pessoas para usá-las via Twitter. Se ficarem quardadas por um tempo suficientemente longo, as roupas iriam automaticamente enviar uma mensagem para uma instituição de caridade que recolhe roupas pedindo para ser reciclada, o que faria a organização enviar automaticamente uma embalagem para resgatar a peça.

Um dia, a Internet das coisas poderá libertar as roupas negligenciadas através da "Internet das roupas" stylo urbano-1
Com as etiquetas RFIDN as roupas no armário vão ganhar vida própria através da “Internet das roupas”.

As peças penduradas nos cabides ou dobradas nas gavetas de seu guarda-roupa que estão pequenas para você ou que não lhe interessam mais, buscariam a emancipação através da “internet das roupas” encontrando uma ONG ou brechó que as levasse para o armário de alguém que precisa e realmente as usaria.

Essa tecnologia também poderia ajudá-lo a vender suas roupas negligenciadas, permitindo que a roupa possa se anunciar no eBay ou outras lojas online para achar um comprador. Um vestido de casamento que fica mofando no armário por exemplo, poderia encontrar uma interessada em comprá-lo ou alugá-lo outra vez.

Mark Brill, um professor de mídias futuras em Birmingham City University, está liderando o projeto. Ele está testando a tecnologia em si mesmo, e diz que já reciclou várias de suas próprias roupas. Mark e os outros acadêmicos que trabalham no conceito receberam um prêmio do N.I.C.I – Rede de Inovações em Cultura e Criatividade na Europa, por ser um projeto que aborda o excesso de consumo de fast fashion.

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De acordo com especialistas do setor, uma pessoa média só usa cerca de 20% das roupas no seu armário. E isso se aplica ainda mais quando o padrão social e financeiro da pessoa é mais elevado. Mark Brill disse que as tecnologias disruptivas como Uber, Lyft e Airbnb mudaram a maneira como pensamos sobre a conexão entre serviços, usuários e os próprios produtos.

Ele também foi inspirado por projetos da Internet das coisas como “Brad a torradeira“, que se vende no eBay quando não está mais sendo utilizada. Na nova era da “Internet das roupas” as peças de vestuário poderiam assumir uma espécie de vida própria, mandando mensagens para seus proprietários para vendê-las ou doá-las e permitindo também que os interessados possam rastrear a história da origem da roupa. Não é fantástico?

Os conceitos por trás deste projeto poderiam ter outras implementações no varejo de vestuário e na ética também. Por exemplo, as marcas de moda utilizam etiquetas RFID para ter um maior controle do inventário e do gerenciamento da cadeia de suprimentos, permitindo assim que os consumidores possam rastrear a origem da matéria prima, como e onde foi produzida a peça e saber quanto os trabalhadores receberam para produzi-las passando o smartphone sobre a etiqueta RFID.

Isso se chama “transparência da cadeia produtiva” a qual as marcas de moda terão que prestar contas aos consumidores de como são fabricados seus produtos. A sustentabilidade e a ética na fabricação de moda tem como parceiros as mais avançadas tecnologias. Prepare-se para a “revolta das roupas negligenciadas” causada pela “Internet das roupas “.

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