Você pode não gostar da notícia mas em 15 ou 20 anos, as tecnologias disruptivas poderão levar a um colapso do capitalismo e vamos entrar em um futuro sem empregos. No momento de seu triunfo final, o capitalismo vai experimentar a mais requintada das mortes pois o atual sistema econômico tornou-se tão bem sucedido na redução dos custos de produção que criou as próprias condições para a destruição da tradicional empresa verticalmente integrada.

Ninguém em sua imaginação mais delirante, incluindo economistas e empresários, já imaginou a possibilidade de uma revolução tecnológica tão extrema em sua produtividade que poderia realmente reduzir os custos marginais para perto de zero, tornando os produtos quase de graça, abundantes e já não estarão mais sujeitos as forças do mercado.

As grandes corporações e políticos dos países mais ricos do mundo se deram conta desse irreversível fato, pois os avanços tecnológicos não polpam ninguém e quando uma tecnologia mais avançada e eficiente surge, outra se torna obsoleta imediatamente.

Um novo sistema cooperativo radical emergirá do colapso do capitalismo stylo urbano-1

Graças as tecnologias disruptivas altamente avançadas, postos de trabalho e mesmo Indústrias vão desaparecer em breve, tornando-se vestígios de um passado distante. Várias profissões serão feitas mais eficientemente por robôs de inteligência artificial, eliminando a necessidade de empregados humanos pois como vamos concorrer com máquinas que podem trabalhar 24 horas nos 7 dias na semana sem precisar de férias, salário, bonificações, plano de saúde, vale transporte, vale alimentação e o melhor, sem carteira assinada e sindicatos?

Como a indústria e os governos vão dar emprego para bilhões de pessoas que foram substituídas por máquinas mais eficientes e baratas e o mais importante, quem vai comprar todos esses bilhões de produtos fabricados por robôs inteligentes se a maior parte da população que fazia trabalhos de baixa qualificação vão estar desempregados?

Essa é a problemática pois toda a minimização dos custos, maximização dos lucros e eficiência da tecnologia vai acabar sufocando o capitalismo como o conhecemos.

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Na verdade isso já aconteceu antes no alvorecer da Era Industrial no século XVIII, mas nunca na história com a mesma velocidade e escala. É o advento da “labor-light economy“, como definido por pesquisadores do MIT como Andrew McAfee e Erik Brynjolfsson, que têm explorado os benefícios e desvantagens de rápido avanço tecnológico.

Ao mesmo tempo, como as máquinas vão substituir a maioria dos trabalhos, nossas necessidades fundamentais serão satisfeitas através da aplicação de novas tecnologias que vão tornar o capitalismo obsoleto e dar início a um novo modelo radical alimentado pelo ritmo extraordinário de inovação em energia, comunicação, transporte e colaboração.

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Alimentos, energia, abrigo e cuidados de saúde serão gratuitos ou com custos tão baixos que eles serão praticamente quase de graça. Até mesmo a educação será, eventualmente quase de graça. Mas o caminho para o futuro sem emprego não vai ser algo fácil ou simples nos próximos 15 a 20 anos.

Um fator importante é a de que as escolas e universidades de todo o mundo ainda estão funcionando como uma sala de aula da era industrial, um sistema criado como um campo de treinamento para futuros trabalhadores de fábricas onde se ensinam tarefas, obediência, hierarquia e horários.

O sistema educacional atual não está à altura do desafio de preparar os jovens para a nova realidade nos próximos anos. Os alunos estão deixando as universidades sem as capacidades necessárias para enfrentar essa rápida evolução tecnológica do futuro sem emprego.

As 5 tecnologias que farão o seu trabalho obsoleto

Novas tecnologias então mudando a forma como fazemos as coisas e no processo acaba tornando certos empregos obsoletos. Estas são chamadas de tecnologias disruptivas. Não é um problema quando uma tecnologia substitui outra como por exemplo, quando o Modelo T de Henry Ford substituiu o cavalo e a charrete, ou quando a geladeira elétrica substituiu a caixa de isopor com gelo, porque a nova indústria fornece emprego, e os trabalhadores só precisam de treinamento.

O problema surge quando novas tecnologias dispensam os trabalhadores, tornando o processo de produção mais eficiente através da automação. E é ainda um problema maior quando a automação dispensa os trabalhadores a um ritmo muito mais rápido do que as novas oportunidades de emprego que são criados na economia. Aqui estão as cinco tecnologias disruptivas que irão levar a economia global a um colapso total, fazendo cerca de 95% de toda a força de trabalho humano totalmente desnecessário ao longo das próximas décadas:

Inteligência artificial

Watson é um sistema de computador de inteligência artificial desenvolvido pela IBM que é capaz de processamento de linguagem natural, recuperação de informações, raciocínio e representação do conhecimento.

Apesar do Watson ainda não poder “entender” a linguagem, os cientistas certamente estão se movendo nessa direção. Se forem bem sucedidos, esses computadores serão capazes de substituir a maioria dos trabalhadores em suas respectivas áreas de conhecimento como analistas financeiros, engenheiros, advogados, economistas e assim por diante.

Muito parecido com o Siri da Apple, os computadores que processam as informações para o Watson são separados do terminal (onde as perguntas são respondidas). Isto significa que o Watson poderia ter potencialmente uma inumerável quantidade de terminais (em máquinas ou dispositivos) que são integrados com o computador principal. Isto também significa que qualquer atualização no software no computador principal vai funcionar instantaneamente em todos os terminais.

Linha de montagem automatizada

Embora isso não é necessariamente uma nova tendência, as linhas de montagem totalmente automatizadas estão se tornando cada vez mais comuns para muitos dos produtos que temos hoje. Isto significa que o que antes exigiam centenas ou milhares de trabalhadores podem agora ser feito com menos de uma dúzia.

Veja a fábrica que produz escovas de dentes, sem qualquer intervenção humana, do início ao fim:

E na indústria da moda vai acontecer a mesma coisa com a tecnologia de impressão 3D por pistola de pulverização instantânea que imprime tecido diretamente sobre um molde sem desperdício de material e água. O cosyflex é um tecido feito da mistura de látex com algodão para fabricar calcinhas descartáveis biodegradáveis. A calcinha sai totalmente acabada sem interferência humana numa linha de produção totalmente automatizada.

Robôs que aprendem observando

Se no passado tínhamos que programar uma determinada máquina para executar uma tarefa, hoje isso não é mais necessário. Como os robôs estão se tornando cada vez mais avançados, eles serão capazes de aprender a executar tarefas de complexidade cada vez maior e até mesmo comportamentos que antes eram impensáveis para um robô.

Aqui está um robô cozinheiro que será lançado em 2017 que aprende a cozinhar observando os movimentos de cozinheiros experientes:

Robôs sensoriais que se auto corrigem

Não há nada de novo sobre máquinas e robôs que estão programados para executar uma tarefa que requer extrema precisão ou destreza. Nesse caso, o robô recebe uma determinada ordem e executa a tarefa programada de forma repetitiva e ordenada. Mas se uma tarefa for ligeiramente diferente do que o robô foi programado para processar todo o processo se quebra.

Mas e se o robô também tiver feedback sensorial (visual e tátil), ele poderá se auto corrigir em tempo real e de ser adaptável a qualquer situação e em qualquer tarefa manipulação física. O vídeo abaixo mostra uma mão robótica executando manipulações hábeis de objetos em alta velocidade:

Impressão 3D

A impressão 3D vai ser a maior revolução industrial de todos os tempos e mudar completamente a forma como fabricamos absolutamente tudo. Em alguns anos teremos impressoras 3D que imprimem vidro, casas, prédios, carros, eletrônicos, roupas e até tecidos orgânicos para transplantes de forma rápida, barata, sustentável, eficiente e quase sem a ajuda humana. Com os avanços dos novos materiais para impressão 3D como bioplásticos e biocircuitos feitos de celulose de madeira que são completamente biodegradáveis, teremos toda uma nova geração de aparelhos eletrônicos, wearables e eletrodomésticos impressos em 3D de um vez.

Será apenas uma questão de tempo até que os empresários descubram uma maneira de integrar estas tecnologias. Quando isso acontecer, nós vamos ter uma rede de robôs capazes de compreender comandos de linguagem natural, que quando conectado à Internet e tendo acesso a todo o conhecimento humano, poderão fornecer a informação mais pertinente a qualquer pergunta.

Esse robôs inteligentes poderão aprender rapidamente qualquer habilidade física, executá-la em uma velocidade muito alta e com precisão, e com um alto grau de variabilidade (lembra o filme Matrix quando Neo baixa aulas de artes marciais e aprende a lugar instantaneamente). E o mais interessante é que como estarão conectados através da internet das coisas, sempre que um robô aprende uma nova habilidade todos os robôs também vão adquiri-la.

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Na quarta revolução industrial, seremos capazes de produzir quase todos os produtos que nós temos hoje, com uma pequena fração do trabalho e do custo. Os robôs serão capazes de fazer todas essas coisas, só que muito mais rápido, mais eficiente, 24 horas por dia, 365 dias por ano, e sem a necessidade de seguro de saúde ou compensação monetária.

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O bizarro é que essas novas tecnologias vão levar o capitalismo à um beco sem saída, e trazer a economia global a um colapso pois quem vai poder comprar os produtos fabricados por toda essa eficiência robótica se essas máquinas substituírem o trabalho das pessoas?

Existe outra alternativa onde podemos colocar a economia numa trajetória de crescimento sustentado e prosperidade para todos no planeta mas para isso vamos ter que fazer uma revolução radical na forma como o mundo funciona há séculos.

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Segundo o gênio e visionário Jacque Fresco, idealizador do Projeto Vênus, para que a humanidade possa de libertar dos problemas causados pela fome, escassez e guerras intermináveis.

É possível criar uma sociedade radicalmente diferente? Uma onde os bens materiais sejam desnecessários, onde os edifícios sejam criados em fábricas automatizadas e os trabalhos mundanos sejam também automatizados? Você gostaria de viver em uma cidade na qual o principal objetivo do dia a dia seja aperfeiçoar o conhecimento pessoal, desfrutar de hobbies, ou resolver problemas que podem ser comuns a todas as pessoas, a fim de melhorar o padrão de vida de todos? Afinal qual é o sentido da nossa existência nesse mundo?

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Alguns podem achar idealista ou utópico, mas o arquiteto Jacque Fresco que está com 100 anos está convencido de que sua visão do futuro é muito melhor do que a maneira como vivemos hoje. É claro que o capitalismo possibilitou que a humanidade desenvolvesse um padrão de vida infinitamente melhor hoje do que existia antes da revolução industrial no século XVIII, mas está na hora de darmos um passo além e inaugurar uma nova economia baseada em recursos e na cooperação, aproveitando toda a tecnologia que temos disponíveis hoje.

No seu documentário Paraíso ou Esquecimento, Jacque Fresco apresenta seu projeto de uma nova sociedade mais sustentável movida pela alta tecnologia. Vale a pena ver e descobrir que existem pessoas que propôe um novo sistema onde a cooperação entre as pessoas e não a ganância e concorrência, podem criar um mundo mais abundante, sustentável e próspero para a humanidade.

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