Muitas pessoas não sabem mas a WeWork é uma startup que aluga espaços de escritório para outras startups, e é uma das maiores organizações de coworking dos EUA, se não do mundo e vale agora cerca de US$ 10 bilhões. O coworking decolou em grandes cidades dos EUA e várias empresas exploram esse novo nicho, mas de todas elas, a WeWork é a número um ou melhor, a Uber dos escritórios compartilhados.

Os coworkings são empresas onde startups, empreendedores e profissionais liberais podem alugar mesas ou escritórios em espaços modernos e elegantes. A ideia é que aqueles que não tem um escritório possam facilmente alugar um ambiente profissional compartilhado com todas as facilidades de networking e suporte. As startups de tecnologia são os clientes mais comuns nos espaços de coworking, mas você vai encontrar empresas de todos os tipos, organizações sem fins lucrativos e os mais diversos tipos de profissionais liberais.

WeWork quer revolucionar o mercado imobiliário unindo coworking e moradia no mesmo edifício stylo urbano-1

A WeWork possui 19 edifícios em três países que abrigam uma mistura de empresas de grande porte, média e pequena, bem como profissionais freelancers, ambos compartilhando um mesmo espaço de trabalho. Agora, a WeWork se prepara para dar um passo além do coworking criando o WeLive, que irá conciliar no mesmo edifício moradias e escritórios. O primeiro projeto será converter um prédio de escritórios de 12 andares no distrito de Crystal City ao sul de Washington DC, em um edifício residencial com 252 micro-apartamentos, muitos dos quais com 33,44 m² e outras unidades de três e quatro quartos com no máximo 74,32 m².

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Vídeos que mostram micro-apartamentos que utilizam de forma inteligente o pouco espaço disponível

A WeLive pretende reformar o antigo edifício construído em 1965 e transformá-lo numa cidade auto-suficiente onde seus moradores possam morar, fazer compras e trabalhar sem sair de casa, devido à sua ampla integração de edifícios de escritórios e arranha-céus residenciais que utilizam corredores subterrâneos.

Outro aspecto interessante do edifício é a criação de um mini-universo (ou talvez campus?) onde o trabalho e os espaços vivos estão próximos uns dos outros tornando o edifício num lugar fértil para o pensamento inovador pois morar perto do trabalho a ponto de ir a pé, é um luxo para poucos.

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Embora os apartamentos sejam muito pequenos e as unidades não tenham forno ou fogão, a WeWork planeja compensar isso, colocando vários “bairros” espalhados por todo o edifício, que consistem em áreas comuns amplas com cozinhas de nível comercial, áreas para refeições e trabalho, salas de estar com jardim, biblioteca, salas de reunião entre outras comodidades.

O edifício contará com várias vagas de estacionamento e vai estar perto de uma estação de metro e do terminal de compartilhamento de bicicletas. Acredito que nessa junção de coworking + moradia, o mais prático seria ter uma empresa responsável por comandar a cozinha para alimentar quem vive e trabalha no local.

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A ideia é que para os moradores, que em sua grande maioria são profissionais jovens e solteiros da área de tecnologia, é muito mais interessante poderem conviver juntos em áreas públicas do que em seus apartamentos individuais. Eu concordo plenamente pois a evolução natural do co-working será o co-living onde edifícios serão transformados em pequenas cidades auto-sustentáveis onde as pessoas vão poder morar, comprar, trabalhar e conviver no mesmo espaço.

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Isso sim é um luxo ainda mais para quem vivem nas grandes cidades. Pegar trânsito para ir ao trabalho ou fazer compras no supermercado é desnecessário pois o edifício terá tudo integrado.  Além de Washington DC, a WeWork vai lançar o mesmo conceito WeLive em Nova York no Brooklyn Navy Yard, construindo um novo edifício com mais de 46 mil m² para revitalizar a região em torno do cais do Brooklyn.

O “co-living” com certeza será um novo nicho imobiliário de edifícios integrados com moradia e trabalho para atender tanto as startups e seus funcionários como também profissionais liberais que utilizam escritórios compartilhados.

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No Brasil, esse conceito inovador poderia ser implementado em iniciativas como o Centro Sapiens, projeto que une o poder público e a iniciativa privada em prol da revitalização e de investimentos na parte leste do Centro Histórico de Florianópolis dando isenção de IPTU para startups e atrair novas economias.

O projeto Centro Sapiens visa transformar a região central de Florianópolis em um polo de inovação voltado ao turismo, gastronomia, artes, design e tecnologia para revitalizar o centro da cidade e torná-lo cada vez mais dinâmico. Se a ideia é criar o ambiente propício para que diversas pequenas e medias startups se instalem no centro, reformar esses antigos edifícios e integrar moradias e escritórios compartilhados seria o ideal para atrair os jovens profissionais da Geração Y.

Prefeitura-de-Florianópolis-lança-oficialmente-o-projeto-do-Centro-Sapiens

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