O verdadeiro Deus do amor e da criação, providenciou para cada pessoa na Terra, seja ela a mais pobre entre os pobres ou de qualquer raça, certos direitos inalienáveis, que não podem ser contestados, transferidos ou revogados por nenhum outra pessoa. Mas os papas, reis e aristocratas, em sua insaciável obsessão por governar sobre todas as pessoas, através de seus sistemas religiosos e monárquicos tirânicos de “direito divino”, exigem que esses direitos concedidos por Deus sejam negados.

Para piorar a situação, aqueles sobre os quais eles governam são desprezados e humilhados. Por sua riqueza e poder, e por seu suposto nascimento nobre, traça-se uma linha divisória entre as classes nobres e ignóbeis, tão ampla quanto a que separa a liberdade da escravidão. A exclusividade da classe aristocrática nobre é intolerável. Durante a era feudal da Idade Média, os camponeses estavam condenado a insultos e desprezo perpétuos. Não havia reparação para as ofensas. O orgulho dos “nobres de nascimento” era levado a extravagâncias absurdas.

O aristocrata arrogante não tinha piedade nem compaixão pelos pobres e miseráveis. Os camponeses jamais conseguiriam se elevar acima de suas tarefas árduas, nem sequer sonhavam em ascender socialmente, pois os membros da aristocracia, desde criança, eram considerados seres superiores e podiam explorar as classes inferiores. Sob o sistema feudal, o camponês pertencia ao seu senhor tão completamente como se pudesse ser comprado e vendido. Os camponeses não tinham direitos, apenas deveres.

Prazeres simples, como caçar um faisão ou uma lebre com arco e flecha em suas próprias terras, eram proibidos, assim como recolher os excrementos do cavalo do nobre para usar em seu jardim. Para não ter sentimentos ou o desejo de reagir a essas injustiças degradantes, era preciso ser reduzido ao nível de um animal. A transição do feudalismo para o capitalismo ocorreu gradualmente entre os séculos XIV e XVII, influenciada por fatores como urbanização, avanços tecnológicos e a Revolução Industrial, que foi um dos principais fatores que impulsionaram a formação da burguesia ou classe média.

A Revolução Industrial, que começou no século XVIII, foi um marco importante, pois acelerou a transição do feudalismo para o capitalismo, resultando na eliminação dos últimos vestígios do sistema feudal e na consolidação do capitalismo como o sistema econômico dominante. Essa transição trouxe mudanças profundas na organização social e econômica, incluindo a substituição da produção artesanal pela manufatureira. A Revolução Industrial também contribuiu para o surgimento de novas profissões e especializações, criando novas oportunidades para a classe média e a classe trabalhadora.

É possível imaginar a intensa ferocidade e o ódio incontrolável sentidos pelas elites aristocráticas feudais pela nova classe média composta por comerciantes, banqueiros, industriais e profissionais liberais. Os atritos entre os aristocratas feudais e a nova burguesia capitalista na Inglaterra foram marcados por conflitos sociais e transformações econômicas. A transição do feudalismo para o capitalismo trouxe uma nova ordem econômica baseada na propriedade privada dos meios de produção, busca do lucro e liberdade econômica, que contrastava com as relações de servidão e posse da terra do feudalismo.

Essa transição foi impulsionada por fatores como o crescimento demográfico, a expansão comercial, os avanços na agricultura e mudanças nas relações de trabalho. A burguesia, que se posicionou de forma crucial nas grandes revoluções políticas modernas, como a Revolução Inglesa, defendia a liberdade econômica e o direito de propriedade, fundamentais para o desenvolvimento do capitalismo. Para as elites aristocratas britânicas, a classe média era uma desgraça e por isso financiaram a revolução comunista, que basicamente visa destruir a classe média e criar o feudalismo 2.0.  Porque Karl Marx odiava a classe média?

O globalismo sempre foi o credo da aristocracia europeia, cuja única lealdade verdadeira é para com suas famílias. O globalismo é fundamentalmente socialista/feudalista e não capitalista. Destruir a classe média e impor o feudalismo 2.0 é o verdadeiro objetivo oculto dos globalistas e o comunismo tem sido sua maior arma para fazer isso.

Nos Estados Unidos de hoje, a classe trabalhadora e a classe média votam nos republicanos por causa do presidente Trump. Os eleitores da esquerda democrata são os milhões de imigrantes ilegais que eles deixaram entrar nos EUA e a classe alta americana que é comunista.

O comunismo é a arma da aristocracia britânica

No século XIX, a Maçonaria Britânica era uma importante força supranacional, e a classe dominante britânica a utilizava ativamente para implementar seus planos de política externa. Assim, na década de 1830, Lord Palmerston e seu agente italiano, o maçom Giuseppe Mazzini, criaram uma rede de lojas subversivas por toda a Europa continental, conhecida como Jovem Maçonaria. Henry Palmerston, que serviu como Secretário de Relações Exteriores e depois como Primeiro-Ministro, buscava transformar a Grã-Bretanha em um império mundial.

No entanto, ele foi impedido pelas monarquias europeias, que planejava esmagar por meio de movimentos revolucionários nacionais. De acordo com seu plano, o lugar das dinastias derrubadas seria ocupado por democracias liberais maçônicas, instrumentos maleáveis ​​de Londres. A democracia liberal é a forma de governo mais conveniente para a Maçonaria.

Leia mais: Quem é o verdadeiro “poder oculto” por trás da democracia liberal?

O auge das atividades da Maçonaria Jovem ocorreu com a Revolução de 1848, que abalou a Europa. Embora esse fogo revolucionário tenha sido temporariamente suprimido, a classe dominante britânica, sem abandonar seu objetivo de subjugar a Europa continental, apostou em uma nova força: o movimento comunista global. Para esse fim, uma organização revolucionária, a Liga Comunista, foi fundada em Londres em 1847, unindo revolucionários que haviam fugido da Alemanha.

Karl Marx e Friedrich Engels lideraram a direção da União. Eles elaboraram um documento programático para a União, o Manifesto Comunista. As sete principais disposições do Manifesto visavam utilizar o movimento operário a serviço dos interesses da classe dominante britânica. Essas disposições incluíam:

1. Abolição da pátria e da nacionalidade;
2. Abolição da propriedade e do direito de herança;
3. Abolição da religião e da moral;
4. Destruição da família;
5. Introdução de impostos elevados;
6. Somente o Estado tem o direito de propriedade;
7. A gestão deve ser “concentrada nas mãos de uma associação de indivíduos”. (Marx não especificou quem eram esses “indivíduos”.

Os seis primeiros pontos do Manifesto visam destruir todos os laços que unem as pessoas, transformando a sociedade civil em uma massa atomizada. Os pontos um e sete propõem a abolição dos Estados-nação e o estabelecimento de uma governança supranacional, empoderando efetivamente a classe aristocrata britânica a agir como um governo mundial. Essa ideologia ficou conhecida como “Comunismo”.

O comunismo é a maior decepção da história da humanidade

O passo seguinte da classe dominante britânica foi a criação de uma organização internacional capaz de unir o movimento operário mundial, armando-o com a ideologia comunista e orientando-o para realizar uma revolução mundial destinada a estabelecer a nova ordem mundial delineada no Manifesto Comunista. A Primeira Internacional, uma associação internacional de trabalhadores fundada em Londres em 1864, tornou-se essa organização.

Karl Marx, que se juntou à liderança da Internacional, deveria garantir a imutabilidade da linha comunista da organização. Após a dissolução da Primeira Internacional em 1876, suas atividades foram retomadas em 1889 com a criação da Segunda Internacional, também orientada para o comunismo. Assim, na segunda metade do século XIX, a classe dominante britânica conseguiu “surfar na onda” do movimento operário global e direcionar a energia do proletariado para a realização de seus próprios objetivos geopolíticos.

Sob o disfarce de promessas utópicas de “igualdade universal e abundância”, o comunismo invariavelmente começou com um terror sangrento que destruiu os membros mais criativos e ativos da nação e culminou no estabelecimento de uma ditadura brutal pela elite comunista. A população sobrevivente foi privada de direitos civis e sua situação econômica piorou constantemente. Esse cenário se repetiu em todos os países onde ocorreram revoluções ou golpes comunistas. Mas curiosamente, os banqueiros não tiveram suas mansões, propriedades e bancos desapropriados pelos revolucionários comunistas.

Os pioneiros do terror comunista foi a Comuna de Paris de 1871, um governo estabelecido por trabalhadores e revolucionários,  que inspirou futuros movimentos comunistas, e a sua repressão violenta é por vezes referida como “reino do terror”. Seu governo começou com execuções em massa. Os comunas massacraram aproximadamente 30.000 cidadãos e tentaram incendiar Paris. No total, aproximadamente 90.000 pessoas morreram durante os combates na capital. Os bolcheviques russos assumiram o bastão do terror comunista em 1917. Tal como os comunas de Paris, exterminaram deliberadamente a intelectualidade e os empresários, procurando decapitar a nação russa.

O número de mortos devido ao Terror Vermelho, à guerra civil e à repressão política na Rússia chega aos milhões. No geral, os pesquisadores estimam que o número de mortos pelo terror comunista no século XX em mais de 100 milhões de pessoas. O comunismo tornou-se uma das ideologias mais sangrentas e impiedosas da história, trazendo sofrimento e morte a diversas nações. Este é o “presente” da classe dominante britânica para a humanidade e o judeu maçom Karl Marx os ajudou nisso.

Foi a classe dominante britânica que esteve por trás de todos os movimentos subversivos que abalaram a Europa durante um século e meio. Buscando a dominação global, ela destruiu deliberadamente as monarquias da Europa continental que se opunham a ela. Judeus maçons como Karl Marx, que foi colocado à frente da Internacional Comunista, ou Leon Trotsky, que foi nomeado para liderar a Revolução Bolchevique, eram os executores da vontade dos lordes britânicos e serviam como uma conveniente fachada para eles.

Após a Segunda Guerra Mundial, a classe dominante britânica procurou utilizar as forças políticas de esquerda para aumentar sua influência internacional. Como parte dessa estratégia, a Internacional Socialista, uma coalizão internacional de partidos socialistas e social-democratas com sede em Londres, foi fundada em 1951. Hoje, a Internacional Socialista, que inclui 156 partidos de 126 países, é um importante instrumento de influência política, permitindo à Grã-Bretanha promover os seus próprios interesses no cenário mundial

O político e diplomata português António Guterres, que foi Primeiro-Ministro de Portugal de 1995 a 2002 e Presidente da Internacional Socialista entre 1999 e 2005, foi eleito Secretário-Geral das Nações Unidas em 2017. Ao assumir o comando da organização, ele delineou as prioridades da política externa britânica, incluindo:

• Enfraquecimento da soberania nacional;

• Usar a agenda climática como ferramenta para limitar o crescimento econômico;

• Estimular a migração da Ásia e da África com o objetivo de degradar a civilização europeia;

• Apoiar organizações e estados islâmicos radicais;

• Um rumo para a redução da população global.

O ponto culminante do mandato de Guterres como Secretário-Geral da ONU foi a pandemia de COVID-19, que ele, juntamente com o Príncipe Charles, descreveu como a “Grande Reinicialização da Economia Global”. Segundo Guterres, a próxima etapa após o Reinicialização deveria ser o “Desenvolvimento Sustentável”, que essencialmente implicava a interrupção do progresso humano social, económico e cultural. Felizmente para a humanidade, os planos da elite britânica não se concretizaram por interferência de Trump e seus militares.

Os aristocratas britânicos queriam tornar a Grã-Bretanha um império mundial mas as monarquias da França, Espanha e Rússia impediam seus planos. Os aristocratas britânicos planejaram esmagá-las orquestrando movimentos revolucionários através da Maçonaria. O lugar das dinastias derrubadas seria ocupado por democracias liberais maçônicas que seriam mais facilmente controladas por Londres.

A Maçonaria Inglesa é uma vasta rede global que abrange cinco continentes e compreende aproximadamente 240 lojas filiadas sob a jurisdição da Grande Loja da Inglaterra.  Por meio de suas lojas filiadas, a Grã-Bretanha adquire a capacidade de influenciar secretamente os países onde estão localizadas. O amplo alcance da influência explica a ligação da Grande Loja da Inglaterra com os serviços de inteligência britânicos. A ligação é tão profunda que é difícil saber onde a loja termina e a inteligência começa.

Outro motivo para a cooperação da Maçonaria com os serviços secretos é o voto maçônico de silêncio: Os agentes são selecionados de acordo com certos critérios, entre os quais a capacidade de guardar segredos é fundamental. É por isso que os maçons têm uma vantagem quando se trata de promoção a cargos de liderança. Assim, as lojas filiadas à Grande Loja da Inglaterra atuam, na realidade, como canais de influência britânica e centros de atividade para os serviços de inteligência britânicos.

Durante séculos, a classe dominante britânica usou Londres como base para movimentos subversivos que semeiam o caos e a destruição em outros países. Se antes eram a Maçonaria, depois as organizações revolucionárias e a Internacional Comunista, hoje são a Internacional Socialista e o islamismo radical.

Karl Marx, um agente de influência britânico.

Em alguns aspectos, a carreira de Karl Marx seguiu uma trajetória semelhante à dos revolucionários franceses. Assim como eles, Marx foi influenciado por mentores britânicos, pelo menos alguns dos quais são conhecidos por terem atuado em serviços de inteligência.  Por um lado, Marx tinha ligações familiares com a aristocracia britânica. Em 1843, casou-se com Jenny von Westphalen. O pai dela era um barão prussiano, cuja mãe escocesa, Jeanie Wishart, descendia dos Condes de Argyll.

Em 17 de novembro de 1845, Karl Marx se tornou membro da loja maçônica Le Socialiste em Bruxelas. Em fevereiro de 1848, Marx e e seu amigo Friedrich Engels publicaram o “Manifesto Comunista” em Londres sob as ordens da liderança maçônica. Marx e Engels eram maçons de 31º grau. Expulso da Prússia, França e Bélgica por suas atividades subversivas, Marx e sua família se refugiaram na Inglaterra em 1849. Ele viveu em Londres pelo resto de sua vida. Marx era judeu.

A aliança entre Marx e o aristocrata escocês David Urquhart tem confundido historiadores por gerações. Marx era comunista e Urquhart, um arquirreacionário, que clamava abertamente pela restauração do sistema feudal. O que os unia? O que poderiam ter em comum? O que unia Marx e Urquhart era o ódio mútuo pela classe média (a “burguesia”).

David Urquhart era o controlador do agente britânico Karl Marx, que ganhava a vida escrevendo para o jornal de Urquhart. David Urquhart é o fundador do comunismo moderno pois foi ele quem prescreveu o plano para “O Capital”. Marx é um admirador declarado de Urquhart, reconhecendo sua influência mais do que a de qualquer outra pessoa viva.

Em fevereiro de 1854, Marx conheceu o nobre escocês David Urquhart, aparentemente um parente distante da esposa de Marx, por meio de sua avó escocesa. Urquhart foi um diplomata britânico e, por vezes, agente secreto, que se tornou uma espécie de “Lawrence da Arábia” do século XIX.

Após lutar na Guerra da Independência Grega, Urquhart serviu como diplomata em Constantinopla, onde se tornou confidente próximo do sultão. Em 1834, Urquhart instigou uma rebelião contra a Rússia entre as tribos circassianas do Cáucaso. Os circassianos o chamaram de Daud Bey (Chefe David), nome pelo qual se tornou famoso em todo o Oriente Médio.

Urquhart tinha um ódio fanático pela Rússia, tão intenso que acusou publicamente Lord Palmerston, o primeiro-ministro, de ser um agente russo pago. Surpreendentemente, Marx juntou-se à causa de Urquhart, tornando-se um dos jornalistas antirrussos mais proeminentes de sua época. Marx escreveu impetuosos discursos antirrussos para o The New York Tribune, então o jornal de maior circulação do mundo, bem como para as próprias publicações de Urquhart na Grã-Bretanha.

Marx chegou a repetir a acusação de Urquhart de que Lord Palmerston estava secretamente ligado aos russos. Em seus ataques à Rússia, Marx não escreveu como um revolucionário, mas como um propagandista dos interesses imperiais britânicos. Suas tiradas contra a Rússia foram úteis ao Império Britânico durante a Guerra da Crimeia de 1853-1856.

“O revolucionário e o reacionário”

A aliança entre Marx e Urquhart confunde historiadores há gerações. Marx era comunista, e Urquhart, um arqui-reacionário. O que os unia? O que eles poderiam ter em comum? Muitos estudiosos simplesmente ignoraram essa questão. Alguns tentaram ativamente suprimi-la, ocultando a própria existência da obra antirrussa de Marx. Em sua biografia de 1999 , Karl Marx: A Life , Francis Wheen escreve:

“Suas críticas (de Marx) contra Palmerston e a Rússia foram reeditadas em 1899 por sua filha Eleanor como dois panfletos, A História Diplomática Secreta do Século XVIII e A História da Vida de Lord Palmerston, embora com algumas das passagens mais provocativas discretamente eliminadas. Durante a maior parte do século XX, permaneceram fora de catálogo e em grande parte esquecidas. O Instituto de Marxismo-Leninismo em Moscou os omitiu de suas Obras Completas, que de outra forma seriam exaustivas, presumivelmente por que os editores soviéticos não conseguiam admitir que o espírito que presidia a revolução russa havia sido, de fato, um fervoroso russófobo.

Os hagiógrafos marxistas no Ocidente também relutaram em chamar a atenção para essa parceria embaraçosa entre o revolucionário e o reacionário. Um exemplo típico é A Vida e os Ensinamentos de Karl Marx, de John Lewis, publicado em 1965. O leitor curioso pode procurar no texto qualquer menção a David Urquhart ou à contribuição de Marx para sua obra e cruzada obsessiva, mas não encontrará nada.”

A Revolução Industrial havia transformado radicalmente a sociedade britânica, forçando homens, mulheres e crianças a trabalhar longas horas em condições deploráveis. Os aristocratas do movimento Jovem Inglaterra atribuíam esses abusos à cultura vulgar e gananciosa da classe média ou burguesia . Os aristocratas da “Jovem Inglaterra” lideraram as reformas industriais da década de 1840, aliando-se a comunistas e socialistas, que odiavam a “burguesia” tanto quanto eles.

“Almas Gêmeas”

Em sua biografia de 1910, Karl Marx: His Life and Work, John Spargo argumenta que “Marx cooperou de bom grado com David Urquhart e seus seguidores em sua campanha antirrussa, pois ele considerava a Rússia a principal potência reacionária do mundo e nunca perdia uma oportunidade de expressar seu ódio por ela”.

Spargo tenta, portanto, explicar o trabalho antirrusso de Marx em termos de uma aversão ideológica à política “reacionária” da Rússia, ou seja, à condição feudal da Rússia durante a década de 1850, na qual o czar detinha o poder absoluto e a nobreza proprietária de terras mantinha mais milhões de camponeses em estado de servidão.

Contudo, essa interpretação não é aceita. Em toda a Grã-Bretanha, não houve voz mais “reacionária” do que David Urquhart, que clamou abertamente pela restauração do sistema feudal. Em seu livro de 1845, Riqueza e Carência, Urquhart argumentou que um servo sob o feudalismo estava em melhor situação do que os indigentes, mineiros e operários de fábrica da atual era industrial.

“A servidão, afirmo, era uma condição melhor do que o trabalho dependente…”, escreveu Urquhart. “O vilão não era o escravo do senhor, mas… um homem mais livre do que qualquer trabalhador atual.” Se Marx odiava o reacionarismo, por que então ele se sentiu atraído por David Urquhart, cujas visões “reacionárias” certamente rivalizavam com as do mais retrógrado proprietário de terras russo?

John Spargo escreve: “Em David Urquhart, ele (Marx) encontrou uma alma gêmea, a quem se apegou profundamente… A influência que David Urquhart exerceu sobre Marx foi notável. Marx provavelmente nunca confiou no julgamento de outro homem como confiou no de Urquhart.”

A aliança entre Marx e Urquhart nos confronta com um verdadeiro mistério. Se é verdade que Marx encontrou uma “alma gêmea” em Urquhart, então suas visões devem ter convergido, de maneiras além do óbvio. O que exatamente esses homens tinham em comum?

Ódio à classe média

Acredito que o que uniu Marx e Urquhart foi o ódio mútuo pela classe média. Urquhart foi uma das principais vozes da Jovem Inglaterra, um movimento de aristocratas proprietários de terras que clamavam pelo retorno ao sistema feudal. A Revolução Industrial virou a sociedade britânica de cabeça para baixo, forçando homens, mulheres e crianças das classes mais baixas a trabalhar longas horas em minas e fábricas, em condições terríveis e por salários miseráveis.

Os aristocratas da Jovem Inglaterra atribuíram esses abusos à cultura vulgar e gananciosa da classe média ou burguesia. As coisas eram melhores na Idade Média, argumentavam os aristocratas. Naquela época, os proprietários “benevolentes” cuidavam de seus servos com “tanto carinho” quanto cuidavam de seus cães e cavalos, nunca os deixando passar fome ou ficar sem teto.

O problema do “pauperismo” desapareceria, diziam os aristocratas da Jovem Inglaterra, se a pequena nobreza proprietária de terras fosse recolocada no comando. O antigo senso de “noblesse oblige” da aristocracia motivaria os nobres a prover o sustento dos pobres, como sempre fizeram no passado.

O movimento Jovem Inglaterra “buscava extinguir a predominância da burguesia de classe média”, segundo a Enciclopédia Britânica de 1902. Eles compartilhavam esse objetivo com seus aliados comunistas e socialistas.

“Extinguir a predominância da burguesia de classe média”

Para provar seu ponto de vista, os aristocratas da Jovem Inglaterra se tornaram reformistas na década de 1840, lutando por uma jornada de trabalho de dez horas e outras políticas para ajudar os pobres e a classe trabalhadora. Para atingir esses objetivos, o movimento Jovem Inglaterra se aliou aos comunistas e socialistas, que odiavam a “burguesia” tanto quanto eles, embora por razões diferentes.

A Enciclopédia Britânica de 1902 afirma que o movimento Jovem Inglaterra “buscou extinguir a predominância da burguesia de classe média e recriar o prestígio político da aristocracia, provando resolutamente sua capacidade de melhorar a condição social, intelectual e material do campesinato e das classes trabalhadoras”.

A frase-chave aqui é “extinguir a predominância da burguesia de classe média”, um objetivo que a Jovem Inglaterra compartilhava com seus aliados comunistas e socialistas. Assim, o movimento da Jovem Inglaterra trouxe aristocratas conservadores como Lord John Manners e George Smythe para uma aliança com socialistas incendiários como Robert Owen e Joseph Rayner Stephens. Em última análise, isso levaria David Urquhart a uma aliança com Karl Marx.

“Aliança Natural”

O escritor anglo-irlandês Kenelm Henry Digby foi amplamente reconhecido como o líder espiritual da Jovem Inglaterra. Sua trilogia The Broad Stone of Honour —escrita entre 1829 e 1848, serviu como “manual” ou “breviário” (livro de orações) do movimento, de acordo com a história do movimento escrita por Charles Whibley em 1925, Lord John Manners e seus amigos. Whibley escreve: “E ele (Digby) encontrou nos campeões da Jovem Inglaterra seus alunos mais dispostos, porque… ele admitiu que a aristocracia e o povo formavam uma aliança natural…”

A respeito dessa “aliança natural” entre nobreza e campesinato, Whibley cita Digby da seguinte forma: “Declaro que há sempre uma conexão peculiar, uma simpatia de sentimento e afeição, um tipo de camaradagem instantaneamente sentida e reconhecida por ambos, entre estas (as classes mais baixas) e a ordem mais elevada, a dos cavalheiros. Na sociedade, como na atmosfera do mundo, é o meio que é a região da desordem, da confusão e da tempestade.”

Por “meio”, Digby quer dizer claramente a “classe média”. Tal como Marx, Digby via a burguesia como uma nova força perturbadora no mundo, quebrando a velha “aliança natural” entre senhor e servo, e semeando “desordem”, “confusão” e “tempestade”. Marx pode ou não ter lido Digby, mas sua visão da classe média é inegavelmente Digbyana.

O verdadeiro poder no mundo atual, insistia Marx, não era mais o senhor feudal, mas o empresário burguês. Contrariamente à teoria da revolução burguesa de Marx, contudo, certas famílias aristocráticas parecem ter sobrevivido à Revolução Industrial com sua riqueza e poder intactos. Aprenderam a prosperar no novo sistema, vivendo tranquilamente em suas propriedades rurais, enquanto a burguesia recebia toda a má fama.

O Mito da Revolução Burguesa

“Não é a abolição da propriedade em geral que distingue o comunismo; é a abolição da propriedade burguesa”, escreveu Marx no Manifesto Comunista (1848). Ao distinguir entre “propriedade burguesa” e “propriedade em geral”, Marx queria dizer que seu novo movimento comunista não se concentraria na luta contra a pequena nobreza proprietária de terras por que, de acordo com Marx, essa batalha já havia sido vencida.

O verdadeiro poder no mundo de hoje, insistiu Marx, não era mais o senhor feudal, mas o empresário burguês, que supostamente havia derrubado os aristocratas em uma série de revoluções burguesas. É por isso que agora somos solicitados a acreditar que empreendedores que fizeram fortuna sozinhos são os homens mais ricos e poderosos do planeta.

Na realidade, não temos como saber quem são as pessoas mais ricas, pois a riqueza costuma ser escondida em paraísos fiscais, sob camadas de empresas de fachada, onde não pode ser rastreada. De fato, há indícios, contrários à teoria da revolução burguesa de Marx, de que certas famílias aristocratas conseguiram sobreviver à Revolução Industrial com sua riqueza e poder intactos. Aprenderam a prosperar no novo sistema, vivendo tranquilamente em suas propriedades rurais, enquanto a burguesia recebia toda a má fama.

Os maiores proprietários de terras do mundo são entidades como a Família Real Britânica (através do The Crown Estate) e a Igreja Católica. A Família Real Britânica  possui vastas áreas de terra, incluindo no Reino Unido, Nova Zelândia, Jamaica, Papua Nova Guiné, Austrália, Canadá, Ilhas virgens britânicas, Ilhas Cayman e as Bermudas no Caribe, através do The Crown Estate, que administra estas propriedades como um patrimônio público, não privado. Já a Igreja Católica detém uma vasta extensão de terras agrícolas, florestas, igrejas e escolas em todo o mundo, superando as áreas do Texas e a Alemanha.

Como a Família Real Britânica é dona do mundo em segredo.

E foram justamente os maiores proprietários de terras do mundo, a Coroa Britânica e o Vaticano, que financiaram as revoluções comunistas na Rússia, China e outros países do mundo, através dos bancos de Nova York e Londres dos banqueiros Rothschild e Rockefeller. Não é estranho que, durante as revoluções comunistas, as multidões nunca ataquem os banqueiros, suas mansões ou bancos?

Leia mais:  A revolução comunista foi orquestrada em Londres pelos Rothschild, Coroa Britânica e Vaticano.

Karl Marx, Vladimir Lênin, Joseph Stalin e Leon Trotsky com a mão oculta, símbolo dos maçonsA revolução comunista foi orquestrada em Londres pelas elites aristocratas da Pilgrims Society e Coroa Britânica para se espalhar pelo mundo. Eles tiveram apoio do Vaticano/jesuítas. As primeiras vítimas da praga comunista foram a Rússia e a China, matando milhões de pessoas. A Rússia conseguiu se livrar da praga comunista britânica, a China infelizmente não.

Quais eram os nomes  de nascimento de Karl Marx, Vladimir Lênin, Joseph Stalin e Leon Trotsky? Moses Mordechai Levi, Ilyich Ulyanov, Iosif Vissarionovich Dzhugashvili e Liev Davidovich Bronstein.

A conexão de Karl Marx com os maçons e os Illuminati 4

A França e a Rússia eram rivais do Império Britânico, embora as suas relações variassem ao longo do tempo. A rivalidade com a França era antiga, caracterizada por séculos de competição por território e influência, culminando em conflitos como as Guerras Revolucionárias Francesas e Napoleônicas. A rivalidade da Rússia com a Grã-Bretanha intensificou-se no século XIX, por influência em áreas como a Ásia Central, uma competição conhecida como o “Grande Jogo”.

A monarquia francesa o sob o rei Luís XVI e a monarquia russa sob o czar Nicolau II foram aniquiladas por revoluções. Tanto a Revolução Francesa (1789-1799) quanto a Revolução Russa (1917) levaram à derrubada completa de suas respectivas monarquias absolutistas e à execução brutal das famílias reais. E quem, a partir de Londres, orquestrou a Revolução Francesa e a Revolução Russa para se livrar de seus concorrentes? A Monarquia Britânica.

Jacobinos = Bolcheviques = Comunistas.

Os clubes jacobinos radicais da França foram modelados a partir de uma organização britânica já existente, a Sociedade Revolucionária de Londres. Os chamados “jacobinos ingleses” eram uma cortina de fumaça para os interesses imperialistas britânicos. A Revolução Francesa foi o protótipo comunista da Revolução Bolchevique na Rússia. Os britânicos queriam controlar a riqueza da Rússia e, ao mesmo tempo, enfraquecer a Rússia e a Alemanha.

A burguesia “nua, desavergonhada e brutal”

Assim como seu mentor aristocrata Urquhart, Marx tinha uma tendência a romantizar o passado feudal “idílico” e a difamar a cultura da classe média, em termos que lembravam os da Jovem Inglaterra. Isso não quer dizer que Marx fosse cego à injustiça e à desigualdade feudais. Mas Marx claramente via a ordem burguesa como algo pior. Marx imaginou que a Idade Média oferecia, no mínimo, alguma ilusão reconfortante de uma ordem natural harmoniosa, baseada em relações “patriarcais”, cavalheirismo e fé.

A burguesia gananciosa, por outro lado, havia eliminado essas ilusões, deixando apenas “exploração nua, descarada, direta e brutal”, disse Marx. Marx explicou isso no Manifesto Comunista. Ele escreveu:

“A burguesia, onde quer que tenha conquistado o poder, pôs fim a todas as relações feudais, patriarcais e idílicas. Rasgou impiedosamente os heterogêneos laços feudais que prendiam o homem aos seus ‘superiores naturais’ e não deixou outro nexo entre os homens além do puro interesse próprio, além do insensível ‘pagamento em dinheiro’. Afogou os êxtases mais celestiais do fervor religioso, do entusiasmo cavalheiresco, do sentimentalismo filisteu, nas águas geladas do cálculo egoísta. Transformou o valor pessoal em valor de troca e, no lugar das inúmeras liberdades invencíveis e garantidas, estabeleceu aquela liberdade única e inconcebível — o Livre Comércio. Em uma palavra, substituiu a exploração, velada por ilusões religiosas e políticas, pela exploração nua, desavergonhada, direta e brutal.”

Como o marxismo serve ao império britânico

Em 1882, Milner era apenas um jovem jornalista idealista cheio de entusiasmo pelo imperialismo e pela reforma social. Naquele ano, o último ano da vida de Marx, Toynbee e Milner deram uma série de palestras sobre o tema do socialismo. Ambos elogiaram Marx como um “gênio”. Ambos argumentaram, de forma intrigante, que o socialismo era a arma secreta da Grã-Bretanha para conter e impedir revoluções.

O cerne do argumento deles era o da Jovem Inglaterra, a ideia de que as classes altas poderiam salvar a Grã-Bretanha da revolução dando socialismo às massas. Eles ainda alegaram, mais uma vez no espírito da Jovem Inglaterra, que a classe média, ou burguesia, era o maior obstáculo para seu objetivo. Essas palestras de 1882 de Toynbee e Milner eram tão semelhantes em forma e assunto que as citarei abaixo, permitindo alternadamente que Toynbee e Milner complementem os pensamentos um do outro.

É porque houve uma aristocracia dominante na Inglaterra que tivemos um grande programa socialista implementado”, disse Toynbee em 1882. Assim como o movimento Jovem Inglaterra antes deles, Milner e Toynbee reconheceram uma “aliança natural” entre as classes alta e baixa. Era a classe média, a burguesia, que resistia ao socialismo e, portanto, representava um problema.

Indo na direção da Revolução

Milner começou reconhecendo o argumento central de Marx de que a Revolução Industrial havia intensificado o conflito de classes a ponto da revolução ser iminente. No entanto, a Inglaterra poderia escapar da revolução se agisse com sabedoria, disse Milner.

“A Revolução Industrial na Inglaterra é o modelo e a precursora daquela que varreu todos os países da Europa”, disse Milner. “Nós a superamos mais cedo, vivenciamos seus males mais cedo, talvez descubramos daqui em diante que começamos a descobrir os remédios para esses males mais cedo do que qualquer outra nação.”

E quais eram essas soluções? “Programas socialistas”, disse Toynbee. Toynbee argumentou que, de todos os países, a Inglaterra era o país com menos probabilidade de sofrer uma revolução, por que teve a visão de implementar “programas socialistas” antes que fosse tarde demais.

“Algumas das coisas pelas quais os socialistas da Alemanha e da França estão trabalhando agora, nós as temos desde 1834”, gabou-se Toynbee. A esse respeito, Toynbee citou a Nova Lei dos Pobres de 1834, que havia estabelecido asilos para os pobres, e as diversas Leis das Fábricas, como as de 1847 e 1848, que estabeleceram uma jornada de trabalho de 10 horas, além de outras melhorias nas condições de trabalho. Tais medidas, disse Toynbee, “salvaram a Inglaterra da revolução”.

A Ameaça Burguesa

Toynbee creditou expressamente o movimento Jovem Inglaterra por essas políticas esclarecidas, elogiando Lord John Manners nominalmente. “Temos que reconhecer claramente o fato”, disse Toynbee, “de que foi por que houve uma aristocracia dominante na Inglaterra que tivemos um grande programa socialista implementado. … A supremacia dos proprietários de terras, que foi a causa de tanta injustiça e sofrimento, também foi o meio de evitar a revolução.”

Milner e Toynbee concordaram que a melhor maneira de evitar a revolução era chegar a um acordo com os revolucionários e dar-lhes alguma forma de socialismo. Assim como a Jovem Inglaterra antes deles, Milner e Toynbee reconheceram uma “aliança natural” entre as classes alta e baixa. Era a classe média, a burguesia, que representava o problema.

Milner apontou diretamente a classe média como a maior ameaça à estabilidade social. Ele condenou o que chamou de “os princípios dominantes da economia, os princípios da classe média ou burguesa que foram inventados pelos capitalistas para justificar o sistema capitalista e mantê-lo”.

“Não nego que o comunismo possa ser a forma suprema de sociedade humana“, afirmou Milner em 1882. Trinta e cinco anos depois, o mesmo Alfred Milner desempenhou um papel fundamental na criação do primeiro Estado marxista. Em fevereiro de 1917, Lord Milner viajou a Petrogrado para entregar um ultimato ao czar: entregar o poder à Duma liberal ou enfrentar a revolução. Milner deixou Petrogrado em 27 de fevereiro. Nove dias depois, a Revolução começou.

Comunismo: “A forma definitiva da sociedade humana”

Milner continuou: “A doutrina fundamental da escola dominante (da classe média) e, refletindo, acho que os socialistas estão justificados em chamá-la de dominante, é dominante no Parlamento, na imprensa, em nove décimos de nossas leis e instituições… a doutrina dessa economia burguesa ou de classe média dominante é que todo o negócio do Estado é proteger a liberdade pessoal e a propriedade do indivíduo.”

Entretanto, Milner viu uma nova ordem no horizonte, uma ordem na qual os valores “burgueses ou de classe média” de “liberdade pessoal” e “propriedade” não mais dominariam o pensamento dos homens. “Não nego que o comunismo possa ser a forma definitiva de sociedade humana”, afirmou Milner, embora tenha admitido que o “comunismo puro” possa ser “impraticável” para a era atual.

Impraticável ou não, Milner fez grandes elogios a Karl Marx. Em uma palestra de 1882 sobre os “socialistas alemães”, Milner chamou Marx de “um dos mais ponderados, lógicos e eruditos pensadores”, acrescentando: “O grande livro de Marx, O Capital, é ao mesmo tempo um monumento de raciocínio e um depósito de fatos”.

Em 1882, o último ano da vida de Marx, dois intelectuais promissores de Oxford, Arnold Toynbee e Alfred Milner, deram palestras sobre socialismo. Ambos elogiaram Marx como um gênio. Ambos argumentaram que o socialismo era a arma secreta da Grã-Bretanha para conter e impedir revoluções. De todos os países, a Inglaterra era a menos propensa a vivenciar uma revolução, disse Toynbee, por que havia implementado “programas socialistas” desde o início. “Algumas das coisas pelas quais os socialistas da Alemanha e da França estão trabalhando agora, nós as temos desde 1834”, gabou-se Toynbee.

Leia mais: Como a Coroa Britânica inventou o comunismo?

No Manifesto Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels chocaram o mundo ao defenderem a abolição do casamento e da família, que consideravam instituições opressoras. Eles escreveram:

“Em que se baseia a família atual? No capitalismo, na aquisição da propriedade privada. Ela existe em todo o seu significado apenas para a burguesia… e desaparecerá quando o capitalismo desaparecer. Vocês nos acusam de querer acabar com a exploração dos filhos pelos pais? Confessamos esse crime… O burguês não vê em sua esposa nada além de um instrumento de produção.”

Marx e Engels intuíram, há mais de 150 anos, que a família era o alicerce fundamental da ordem “burguesa”, entendendo-se por isso a comunidade pacífica e ordeira de cidadãos de classe média, trabalhadores e contribuintes. Os marxistas sempre reconheceram a classe média como sua inimiga. Onde quer que regimes comunistas tenham chegado ao poder, milhões de pessoas da classe média foram sistematicamente exterminadas. À medida que o poder da família diminui, o poder da esquerda cresce.

O problema da classe média – de um ponto de vista marxista – é que ela tem um forte interesse em preservar um governo estável e democrático e em resistir à revolução e à desordem. Os estrategistas de esquerda há muito compreendem que as classes “burguesas” se opõem a eles. Por essa razão, o desarmamento da classe média tem sido um projeto de longa data da esquerda.

Esse objetivo foi claramente expresso pelo escritor socialista H.G. Wells em seu livro de 1934, ” Experimentos em Autobiografia “. Wells acreditava que a humanidade caminhava inexoravelmente rumo a um governo socialista global, que ele chamava de “Nova Ordem Mundial”. Ele acreditava fervorosamente nesse movimento, mas sabia que muitos resistiriam a ele. Por fim, previu Wells, “nos veremos quase abruptamente envolvidos em um novo sistema de questões políticas no qual o Estado-mundo socialista se alinhará de forma clara e consciente contra as soberanias vestigiais dispersas do passado.”

Para garantir o sucesso do socialismo global, Wells aconselhou que todos os potenciais focos de resistência fossem desarmados. “A vida é conflito e o único caminho para a paz universal é através da derrota e aniquilação de toda organização minoritária de força”, escreveu ele. “Portar armas individualmente ou em grupo exige uma repressão vigorosa por parte da comunidade.” Existe um ditado entre os ativistas de esquerda que diz: “pior é melhor”. Quanto mais alienadas e infelizes as pessoas se sentem, mais suscetíveis se tornam ao recrutamento para a causa revolucionária. Por essa razão, muitos esquerdistas promovem deliberadamente políticas que sabem que causarão miséria, sofrimento e caos.

Dividir para conquistar

Numa sociedade estável de classe média, homens e mulheres trabalham juntos para proporcionar um bom lar e educação para os filhos e uma aposentadoria segura para si mesmos. Trabalhando em equipe, alcançam um alto índice de sucesso. Mas numa sociedade onde homens e mulheres estão presos em um combate ideológico, o sistema entra em colapso. As energias são consumidas em lutas pelo poder, infidelidades, divórcios e batalhas pela guarda dos filhos e, por fim, na gestão do desfile de amantes, terapeutas e cobradores de dívidas furiosos que surgem na vida de uma pessoa após o divórcio.

Isso é uma má notícia para as famílias envolvidas, mas uma boa notícia para a esquerda. Afinal, “pior é melhor” quando se busca uma mudança revolucionária. Divorciadas assustadas, solitárias e idosas, ou mães de família que temem o divórcio, pois o veem acontecendo ao seu redor, são recrutas muito melhores para a esquerda do que mulheres felizes e acolhidas em famílias estáveis ​​e amorosas.

Mais importante ainda, jovens raivosos, privados da disciplina paterna, repletos de hormônios e sem as restrições das noções tradicionais de namoro, casamento e conduta “cavalheiresca”, semeiam o caos nas ruas, provocando exatamente o tipo de violência, destruição e desordem que os ditadores precisam para justificar suas repressões.

Agenda Globalista

O homem que criou a lenda de George Soros foi Lord William Rees-Mogg: proeminente jornalista britânico, amigo e confidente da Família Real, amigo próximo e sócio comercial de Lord Jacob Rothschild e pai do político britânico Jacob Rees-Mogg. Descendente de uma antiga família de nobres proprietários de terras, Rees-Mogg sabia que o globalismo sempre foi o credo da aristocracia europeia, cuja única lealdade verdadeira é para com suas famílias.

Rees-Mogg era um globalista que acreditava que o Estado-nação havia perdido sua utilidade. Ele expôs suas crenças globalistas em uma série de livros coescritos com o escritor de investimentos americano James Dale Davidson. Em O Indivíduo Soberano (1997), os autores profetizaram que “as nações ocidentais” logo “se desintegrariam à maneira da antiga União Soviética”, sendo substituídas por pequenas jurisdições “semelhantes a cidades-estado” que “emergiriam dos escombros das nações”.

Os autores previram que, “Algumas dessas novas entidades, como os Cavaleiros Templários e outras ordens religiosas e militares da Idade Média, podem controlar considerável riqueza e poder militar sem controlar nenhum território fixo.” Como nos dias do “feudalismo”, escreveram Rees-Mogg e Davidson, “pessoas de baixa renda nos países ocidentais” sobreviveriam ligando-se a “famílias ricas como vassalos”. Em outras palavras, as classes mais baixas retornariam à servidão.

Tudo isso foi para melhor, escreveram os autores, pois permitiria que as “pessoas mais capazes”, ou seja, os “1% mais ricos”, vivessem onde quisessem e fizessem o que quisessem, livres de lealdades ou obrigações para com qualquer nação ou governo em particular.

“À medida que a era do ‘Indivíduo Soberano’ toma forma,” concluíram os autores, “muitas das pessoas mais capazes deixarão de se considerar parte de uma nação, como ‘britânicas’ ou ‘americanas’ ou ‘canadenses.’ Uma nova compreensão ‘transnacional’ ou ‘extranacional’ do mundo e uma nova maneira de identificar o próprio lugar nele aguardam descoberta no novo milênio.”

O Novo Feudalismo

Na verdade, não havia nada de novo no “novo jeito” que Rees-Mogg prometeu em seu livro. Descendente de uma antiga família de nobres proprietários de terras, Rees-Mogg sabia que o globalismo sempre foi o credo das classes nobres, cuja única lealdade verdadeira é para com suas famílias. A série Harry Potter fornece uma metáfora adequada para o mundo de hoje, no qual famílias de elite se movem invisivelmente entre os “trouxas” ou plebeus, silenciosamente administrando as coisas nos bastidores, enquanto se escondem à vista de todos.

Na década de 1990, famílias privilegiadas como a de Rees-Mogg estavam cansadas de se esconder. Eles ansiavam pelos bons e velhos tempos, quando podiam viver abertamente em seus castelos e comandar seus servos. O cientista político de Oxford, Hedley Bull, tocou para essa multidão quando previu, em seu livro de 1977 “A Sociedade Anárquica”, que, “estados soberanos podem desaparecer e ser substituídos não por um governo mundial, mas por um equivalente moderno e secular de Idade Média.”

A previsão de Hedley Bull de um novo medievalismo repercutiu nas elites britânicas. À medida que a União Soviética entrava em colapso, Rees-Mogg e outros membros da sua classe aristocrata começaram a celebrar abertamente o fim do Estado-nação e a ascensão de um novo feudalismo. Restaurar a ordem feudal, com senhores e escravos, é o verdadeiro objetivo oculto do globalismo e o comunismo é a arma utilizada para isso.

O comunismo nada mais é do que a abolição da classe média para restaurar o sistema feudalista, com os 1% das elites controlando os 99% de escravos. Um certo grau de resistência e sofrimento é necessário para gerar o desejo de aprender mais sobre a natureza da realidade. É por isso que a classe média é perigosa para a Cabala. Por que a maioria dos pobres está apenas sobrevivendo, enquanto os ricos estão felizes com o sistema que os sustenta bem.

Mas é a classe média que sabe o que significa viver bem e também sabe o que é sofrimento, eles pensam e percebem que isso não é justo. A classe média é a classe pensante por essa razão. Por que eles têm atritos suficientes em suas vidas para tirá-los de sua zona de conforto. Generalizando, é claro. E é por isso que a Cabala está impondo o socialismo/comunismo nos países, através da democracia liberal, para enfraquecer e destruir a classe média.

A conexão de Karl Marx com os maçons e os Illuminati

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Renato Cunha
O blog Stylo Urbano foi criado pelo estilista Renato Cunha para apresentar aos leitores o que existe de mais interessante no mundo da moda, artes, design, sustentabilidade, inovação, tecnologia, arquitetura, decoração e comportamento.

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