Quem protege George Soros? Ele é realmente o “mestre dos fantoches” que puxa todos os cordões (como Glenn Beck o acusou )? Ou Soros é apenas uma ilusão, como o Mágico de Oz? Em seu artigo “Como os Britânicos Inventaram George Soros”, o autor e jornalista Richard Poe sugeriu que Soros não é tanto um mestre dos fantoches, mas sim uma operação psicológica da Coroa Britânica. Seu verdadeiro trabalho parece ser o de servir de isca para acobertar operações de mudança de regime britânicas e reivindicando ruidosamente o crédito por essas operações na mídia, mesmo quando seu envolvimento é mínimo.
O principal responsável pela criação da “Operação Psicológica Soros” parece ter sido Lord William Rees-Mogg, proeminente jornalista britânico, amigo e confidente da Família Real Britânica, amigo próximo e sócio comercial de Lord Jacob Rothschild, pai do político britânico Jacob Rees-Mogg, ex-editor do The Times e ex-vice-presidente da BBC. Rees-Mogg usou sua influência para construir a lenda midiática de Soros em todo o mundo.
A praga comunista criada pelos jesuítas foi espalhada pelo mundo pelo Império Britânico através de seus agentes maçons como os Rockefeller, Rothschild, George Soros e outros bilionários globalistas e suas Fundações e ONGs. As revoluções comunistas na Rússia e China não aconteceram organicamente. Exigiram muito dinheiro e organização, e adivinha de onde veio grande parte disso? Dos bancos de Wall Street e Londres de propriedade dos oligarcas Rockefeller e Rothschild.
O bilionário esquerdista George Soros é um fiel servo da Coroa Britânica e através de sua Fundação Open Society financia políticos, juízes e procuradores ativistas, ONGs e grupos terroristas de esquerda nos EUA e restante do mundo. O filantropo bilionário tão amado pela esquerda globalista canaliza dinheiro através de uma complicada rede de comitês de ação política federais e estaduais, bem como organizações sem fins lucrativos, para financiar sua agenda de destruição da sociedade.
George Soros era um traficante de drogas da Rainha Elizabeth II segundo Lyndon LaRouche. Soros é uma fachada para as operações de guerra econômica da Coroa Britânica e Vaticano. O presidente Trump exigiu ação legal contra George e Alex Soros por financiarem movimentos terroristas de esquerda nos Estados Unidos e no mundo todo.

George Soros e a Sociedade Fabiana
Em 1884, a Fabian Society (Sociedade Fabiana) foi fundada com autorização da Coroa Britânica, com o propósito de instaurar um estado coletivista mundial único por meio do gradualismo (em oposição à revolução violenta). Isso se tornaria a base do que hoje é chamado de socialismo fabiano. A palavra Fabiana deriva do general romano Quintus Fabius Maximus Verrucosus), apelidado de Cunctator (“Protelador”) que usava estratégias cuidadosamente planejadas para desgastar lentamente seu inimigo Aníbal por um longo período de tempo.
Isso é semelhante à maneira como o Socialismo Fabiano trabalha para implementar sua agenda de um estado mundial único. Não há diferença real entre o fabianismo e o comunismo leninista. O objetivo de ambas as ideologias é impor o coletivismo socialista. Os fabianos também desempenharam um papel importante na criação da Liga das Nações, precursora das Nações Unidas e foram extremamente influentes na criação da própria ONU.
O comunismo procurou impor o coletivismo através da força esmagadora. Vimos como isso fracassou. Os fabianos acreditam em alcançar seus objetivos de forma furtiva. Eles se opuseram às revoluções violentas na Rússia e na China. Em vez disso, preferem infiltrar-se em posições de poder e, então, implementar sua agenda socialista passo a passo. Operam com tanta discrição e lentidão, corroendo o próprio tecido da sociedade pouco a pouco, que a maioria das pessoas nem percebe que perdeu sua liberdade até que seja tarde demais.
Ao mesmo tempo, as elites aristocratas fabianas de Londres são extremamente hábeis em manipular a opinião pública usando causas emocionais que soam tão atraentes que a maioria das pessoas ignora o propósito sinistro por trás delas. A política de encobrir os objetivos diabólicos da Sociedade Fabiana ficou clara no primeiro emblema original fabiano de um lobo em pele de cordeiro.
Isso deu lugar ao logotipo atual do fabianismo internacional com uma tartaruga e as palavras: “Quando eu ataco, eu ataco com força”. A tartaruga é um símbolo dos fabianos e representa seu objetivo de expansão gradual do socialismo e do comunismo pelo mundo todo.

Em 1895, quatro membros da Sociedade Fabiana fundaram a London School of Economics and Political Science – LSE em Londres. É onde hoje fica o vitral da Sociedade Fabiana. É uma escola onde, anos depois, em 1949, um judeu húngaro chamado George Soros se matricularia. Ele nasceu György Schwartz em 1930 em Budapeste. Soros se formou e aprendeu muito na LSE, sob a orientação do renomado Karl Popper. Ele acabaria se mudando para Nova York e construiria um enorme portfólio financeiro com o que aprendeu.
A obra-prima de Popper de 1945, “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, é uma defesa filosófica do imperialismo, especificamente do imperialismo liberal britânico, tal como defendido pelos fundadores da LSE. O livro de Popper inspirou Soros a fundar sua Open Society Foundation. Na época em que Soros era estudante, a Escola de Economia de Londres era um centro de ideias da Sociedade Fabiana, na verdade, era seu campo oficial de recrutamento.
O bilionário globalista George Soros, presidente da Soros Fund Management, fundador do Open Societies Institute e ex-aluno da LSE.

Os socialistas fabianos que fundaram a LSE acreditavam que a expansão britânica era a maior força civilizadora em um mundo que, de outra forma, seria bárbaro. A Open Society Foundation de Soros, que pegou a visão da Popper sobre a sociedade aberta e a transformou em uma arma, está financiando ativamente a instabilidade doméstica para redesenhar o mundo. A Fundação tornou-se uma rede global que opera em mais de 120 países sob a bandeira do avanço da democracia e dos direitos humanos. No entanto, tem uma agenda oculta.
Desde que foi fundada em 1993, a Fundação investiu bilhões de dólares em movimentos políticos, organizações não governamentais, meios de comunicação e grupos ativistas para remodelar sociedades. Tem sido repetidamente acusado de se intrometer em nações soberanas, de financiar revoluções coloridas e de promover agendas que corroem as fronteiras nacionais, os valores tradicionais e as identidades culturais.
Da Primavera Árabe à crise migratória na Europa, do Antifa, Black Lives Matter ao ativismo climático, as impressões digitais da Fundação Open Society estão por toda parte, muitas vezes amplificando o caos para justificar mais controle. Soros não foi influenciado apenas por Karl Popper, ele também aprendeu com Sydney Webb e George Bernard Shaw, duas das figuras que desempenharam papéis significativos no criação da Sociedade Fabiana.
O socialista e ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso é membro do elitista Comitê dos 300, cuja líder foi a Rainha Elisabeth II. FHC se tornou membro a convite do globalista David Rockefeller, maçom grau 33. Foi a USAID/CIA e George Soros que ajudaram as carreiras políticas dos golpistas FHC e Lula, para que o Brasil continuasse a ser uma colônia de exploração do Império Britânico e Vaticano. FHC foi o mentor da carreira política de Lula. O Império Britânico usou a Maçonaria e a Ordem dos Advogados para se infiltrar e controlar o Brasil e outros países.
A democracia liberal maçônica a serviço do Império Britânico
Os políticos e a grande mídia vivem dizendo que a “democracia está em perigo” e que devemos “defender a democracia” a qualquer custo e para fazer isso o governo deveria por fim a liberdade de expressão e censurar as pessoas que se manifestam nas redes sociais acusando-as de serem “antidemocráticas”. Você sabe como surgiu a democracia liberal?
Desde o início do Império Britânico, a Maçonaria sempre esteve presente em sua história. A Maçonaria Organizada foi fundada em 24 de junho de 1717, quando quatro lojas de Londres se uniram, formando a primeira Grande Loja do mundo. Em sua expansão, o Império Britânico levou a Maçonaria para o mundo todo. Hoje, a Maçonaria inglesa é uma vasta rede global que abrange cinco continentes e compreende aproximadamente 240 lojas filiadas sob a jurisdição da Grande Loja da Inglaterra.
Através de suas lojas filiadas, a Grã-Bretanha obtém a capacidade de influenciar secretamente os países onde elas estão localizadas. O amplo alcance da influência explica a conexão da Grande Loja da Inglaterra com os serviços de inteligência britânicos. A conexão é tão profunda que é difícil saber onde a loja termina e a inteligência começa. No século XIX, a Maçonaria era uma importante força supranacional, e a classe dominante britânica a utilizava ativamente para implementar seus planos de política externa.
Assim, na década de 1830, Lord Palmerston e seu agente italiano, o maçom Giuseppe Mazzini, criaram uma rede de lojas subversivas por toda a Europa continental, conhecida como Jovem Maçonaria. O maçom da Grande Loja da Inglaterra, Henry Palmerston, que serviu como Ministro das Relações Exteriores e depois como Primeiro-Ministro, queria transformar a Grã-Bretanha em um império mundial.
Lord Palmerston estava empenhado em uma campanha para tornar Londres o centro indiscutível de um novo Império Romano mundial, e conquistar o mundo da mesma forma que os britânicos conquistaram a Índia, reduzindo todas as outras nações ao papel de fantoches, clientes e bodes expiatórios da política imperial britânica. No entanto, Lord Palmerston foi impedido pelas monarquias europeias, que ele planejava esmagar, apoiando-se em movimentos revolucionários nacionais.
De acordo com seu plano, o lugar das monarquias derrubadas por revolucionários maçons seria ocupado por democracias liberais como instrumentos maleáveis de Londres. A democracia liberal é a forma de governo mais conveniente para a Maçonaria com seus falsos “representantes do povo” para enganar as massas ingênuas e ignorantes. A Maçonaria e a democracia liberal são o Cavalo de Troia que o Império Britânico usou para se infiltrar nos países e controlá-los de forma encoberta.
Que país pode ser “soberano” se os partidos políticos são controlados por maçons? A Maçonaria, com sua lógica elitista, corrupta, traiçoeira e globalista, é incompatível com a existência de um estado soberano e no serviço a população. A Maçonaria constitui um Estado dentro do Estado, o chamado Deep State, pois esta sociedade secreta exige que seus “irmãos maçons” sigam as diretrizes da Maçonaria mesmo quando estas entram em conflito com as do Estado.
A natureza da Maçonaria é irremediavelmente subversiva e trabalha para os interesses das elites bancárias globalistas, e não para o povo. Os maçons estão presentes em todos os partidos políticos e no judiciário. A democracia não é o governo do povo. É o governo dos maçons. A Maçonaria adora a democracia pois é a ditadura dos maçons. Não importa qual partido emerja das urnas pois a política que ele levará adiante será sempre e somente aquela decidida pelos verdadeiros mestres da democracia, que estão nos bastidores.

Olha que fofo, o maçom globalista Alex Soros, filho de George Soros, veio pessoalmente ao Brasil para repassar ordens as suas pro$tituta$ comunistas. Quem está dando ordens aos togados do STF e ao ilegítimo governo Lula? De onde veio a ordem para prender Bolsonaro e seus apoiadores? Onde está a “soberania” do Brasil que Lula tanto fala na TV? Lembrando que Alex e George Soros são os fantoches do Império Britânico.

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— il Donaldo Trumpo (@PapiTrumpo) November 27, 2025
Como os britânicos inventaram George Soros?
Texto de Richard Poe, autor e jornalista que lançou em maio de 2024 o livro “Como os britânicos inventaram o comunismo (e culparam os judeus)“.
Em 1993 , muitos na Europa se sentiram traídos. Alguns reclamaram de uma “conspiração anglo-saxônica”. A Grã-Bretanha rejeitou a união monetária com a Europa, afirmando que manteria a libra esterlina. Os ânimos se exaltaram. As línguas se soltaram. A retórica começou a ficar francamente racista. “Existe uma espécie de conspiração”, disse o ministro das Relações Exteriores belga, Willy Claes. “No mundo anglo-saxão, existem organizações e personalidades que preferem uma Europa dividida.”
“As instituições financeiras anglo-saxônicas” estão minando os esforços da Europa para unificar as moedas, acusou Raymond Barre, ex-primeiro-ministro da França. Discursando perante o Parlamento Europeu, Jacques Delors, Presidente da Comissão Europeia, atacou veementemente os “anglo-saxões”. Desde que os couraçados de Napoleão atacaram as linhas britânicas em Waterloo, o mundo francófono não demonstrava tamanha fúria contra a pérfida Albion. As tensões estavam aumentando perigosamente.
Mas não se preocupe.
A ajuda estava a caminho.
A operação psicológica de George Soros
Para preencher essa lacuna, entrou em cena Roger Cohen, nascido e criado na Inglaterra, formado em Oxford, mas que agora escreve para o The New York Times. Cohen mudou de assunto astutamente. Ele ligou para o escritório de Willy Claes e pediu ao porta-voz Ghislain D’Hoop que identificasse os conspiradores “anglo-saxões”. Havia muitos, respondeu D’Hoop. Mas um deles era George Soros. D’Hoop havia caído na armadilha e havia dado a Cohen o que ele queria.
Em um artigo publicado no The New York Times em 23 de setembro de 1993, Cohen observou ironicamente: “Mas o Sr. Soros dificilmente se encaixa na definição tradicional de anglo-saxão. Ele é um judeu nascido na Hungria que fala com um sotaque perceptível.” Cohen mudou de assunto com muita habilidade. Em vez de uma “conspiração anglo-saxônica”, Cohen agora propunha uma conspiração de George Soros.
Em um artigo de 900 palavras que supostamente discutia a crise cambial europeia, Cohen dedicou um terço do texto a Soros, refletindo longamente sobre a injusta “reprovação” que Soros sofreu por apostar contra a libra esterlina em 1992 e o franco francês em 1993. Embora Cohen fingisse defender Soros, seu artigo teve o efeito oposto.
Na verdade, Cohen chamou a atenção para Soros, tornando-o o foco central de uma história que não era sobre Soros, ou pelo menos não deveria ter sido. Cohen havia, assim, utilizado uma das armas mais poderosas do arsenal de guerra psicológica da Grã-Bretanha. Eu chamo isso de operação psicológica de Soros.
Oferecendo cobertura
No meu artigo anterior, “Como os britânicos inventaram as revoluções coloridas”, expliquei como os agentes de guerra psicológica britânicos desenvolveram golpes de Estado sem derramamento de sangue e outras tecnologias comportamentais para manipular governos estrangeiros de forma silenciosa e discreta na era pós-colonial. Desde 1945, a estratégia da Grã-Bretanha tem sido fingir-se de morta, mantendo-se discreta e deixando que os americanos façam o trabalho pesado de policiar o mundo.
Discretamente, sem alarde, porém, a Grã-Bretanha permanece profundamente envolvida em intrigas imperiais. Uma das maneiras pelas quais a Grã-Bretanha esconde suas operações é usando George Soros e outros como ele como fachada.
Vilão Designado
Quando agentes britânicos se envolvem em intervenções secretas, como desestabilizar regimes ou minar moedas, George Soros sempre parece surgir como um fantasma, posando para as câmeras, fazendo declarações provocativas e, em geral, fazendo tudo o que pode para chamar a atenção para si mesmo. Ele é o que os profissionais de inteligência chamam de operação “ruidosa”. Soros é o vilão designado, o bode expiatório. Ele assume a culpa deliberadamente, mesmo quando não tem culpa. É uma forma estranha de ganhar a vida. Mas parece pagar bem.
“O Homem que quebrou o Banco da Inglaterra”
Até 1992, a maioria das pessoas nunca tinha ouvido falar de George Soros. Então, a mídia britânica o apelidou de “O Homem que quebrou o Banco da Inglaterra”. Soros se tornou uma celebridade da noite para o dia. Diz a lenda que Soros apostou contra a libra esterlina, provocou uma desvalorização e saiu com um lucro de um (ou talvez dois) bilhões de dólares. Na realidade, Soros foi apenas um dos muitos especuladores que apostaram contra a libra esterlina, forçando uma desvalorização de 20% na “Quarta-feira Negra”, 16 de setembro de 1992.
Alguns dos maiores bancos do mundo participaram do ataque, juntamente com vários fundos de hedge e fundos de pensão. No entanto, a mídia britânica concentrou-se quase exclusivamente em Soros, alegando que ele liderou o ataque e supostamente foi quem mais lucrou com ele. Na verdade, há pouca base para essas alegações, além das próprias bravatas de Soros, que após isso se tornou uma celebridade
Os operadores de câmbio globais são notoriamente reservados, temendo a indignação pública e o escrutínio governamental. Quase seis semanas após a Quarta-Feira Negra, ninguém tinha certeza de quem havia provocado a queda da libra esterlina. Então, algo inesperado aconteceu. Soros confessou!
Em 24 de outubro de 1992, o jornal britânico Daily Mail publicou uma matéria de capa com uma foto de Soros sorrindo e segurando uma bebida, com a manchete: “Faturei um bilhão enquanto a libra esterlina despencava”. O Mail conseguiu, de alguma forma, obter um extrato trimestral do Quantum Fund de Soros.
Soros afirma ter ficado surpreso e alarmado com o vazamento para a imprensa. Mas ele demonstrou isso de uma maneira peculiar. Soros foi direto ao jornal The Times de Londres e confirmou a história, vangloriando-se de que tudo era verdade. Ele chegou ao ponto de se gabar de que “Nós [da Quantum] devemos ter sido o fator isolado mais importante no mercado…”
Assim, na manhã de 26 de outubro de 1992, uma manchete de primeira página do jornal The Times proclamava que Soros era “O Homem que quebrou o Banco da Inglaterra”. Nos meses seguintes, o The Times assumiria a liderança na promoção da lenda de Soros.

Protetores Ocultos
Em um artigo publicado na revista The New Yorker em 15 de janeiro de 1995, Connie Bruck relembrou o espanto que varreu o mundo financeiro com a confissão pública de Soros. Ela escreveu: “Os colegas de Soros na comunidade financeira, incluindo alguns diretores e acionistas da Quantum, ficaram atônitos com suas revelações públicas. Até hoje, muitos expressam perplexidade com sua atitude. Uma pessoa da comunidade de fundos de hedge me disse: ‘Por que trazer esse assunto à tona? Por que chamar a atenção para si mesmo?’”
Esses financistas não conseguiram captar a essência da questão. Não entenderam que Soros estava em um patamar diferente, jogando um jogo diferente. Ele não era apenas um especulador. Ele era um operador de guerra psicológica.
O homem que criou George Soros
O principal responsável pela promoção de Soros durante esse período foi Lord William Rees-Mogg, um jornalista proeminente e membro da Câmara dos Lordes. O Financial Times o chamou de “um dos maiores nomes do jornalismo britânico”. Lord Rees-Mogg faleceu em 2012. Ele foi editor do The Times por 14 anos (1967-1981) e, posteriormente, vice-presidente da BBC. Ele era amigo e confidente da Família Real, amigo íntimo e sócio de Lord Jacob Rothschild, e pai do político britânico Jacob Rees-Mogg. Mais do que qualquer outra pessoa, Lord Rees-Mogg foi responsável por instrumentalizar George Soros.
Soros, o salvador da Grã-Bretanha
Quando o Daily Mail acusou Soros de ter levado a libra à ruína, o The Times interveio para explicar que Soros era um herói, que na verdade havia salvado a soberania britânica. Em uma reportagem de primeira página de 26 de outubro de 1992, o The Times explicou que Soros possivelmente havia salvado o país do colapso econômico e da submissão à União Europeia.
A desvalorização da libra esterlina obrigou o Reino Unido a retirar-se do Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (ERM), interrompendo assim os planos britânicos de aderir à união monetária europeia, afirmou o The Times. Lord William Rees-Mogg foi particularmente enfático na defesa de Soros. “A Grã-Bretanha teve a sorte de ser forçada a sair do ERM”, escreveu Rees-Mogg em sua coluna de 1º de março de 1993 no The Times. “A política econômica de George Soros, por uma taxa modesta, corrigiu a do [Primeiro-Ministro] John Major.”
Em colunas subsequentes, Rees-Mogg tornou-se cada vez mais entusiasmado em seus elogios a Soros. Ele afirmou que Soros havia “resgatado” o Reino Unido; que Soros era um “benfeitor da Grã-Bretanha”, e, de fato, que uma estátua de Soros deveria ser “erguida na Praça do Parlamento, em frente ao Tesouro”.
Agenda Globalista
Na verdade, Rees-Mogg estava enganando seus leitores. Ele não apoiava a soberania britânica. Rees-Mogg era um globalista que acreditava que o Estado-nação havia perdido sua utilidade. Quaisquer que fossem os motivos que o levassem a se opor à união monetária com a Europa, o patriotismo britânico não estava entre eles. Rees-Mogg expôs suas crenças globalistas em uma série de livros escritos em parceria com o escritor americano de investimentos James Dale Davidson.
Em “O Indivíduo Soberano” (1997), os autores profetizaram que as “nações ocidentais” em breve “se fragmentariam à maneira da antiga União Soviética”, para serem substituídas por pequenas jurisdições “semelhantes a cidades-estado” que “emergiriam dos escombros das nações”. Os autores previram que “algumas dessas novas entidades, como os Cavaleiros Templários e outras ordens religiosas e militares da Idade Média, podem controlar considerável riqueza e poder militar sem controlar nenhum território fixo”.
Assim como nos tempos do “feudalismo”, escreveram Rees-Mogg e Davidson, “pessoas de baixa renda em países ocidentais” sobreviveriam vinculando-se a “famílias ricas como criados”. Em outras palavras, as classes mais baixas retornariam à servidão. Os autores escreveram que tudo isso era para o melhor, pois permitiria que as “pessoas mais capazes”, ou seja, os “5% mais ricos”, vivessem onde quisessem e fizessem o que quisessem, livres de lealdades ou obrigações para com qualquer nação ou governo em particular.
“À medida que a era do ‘Indivíduo Soberano’ toma forma”, concluíram os autores, “muitas das pessoas mais capazes deixarão de se considerar parte de uma nação, como “britânicas”, “americanas” ou “canadenses”. Uma nova compreensão “transnacional” ou “extranacional” do mundo e uma nova maneira de identificar o próprio lugar nele aguardam ser descobertas no novo milênio.” Essas não são palavras de um patriota.
O Novo Feudalismo
Na verdade, não havia nada de novo na “nova maneira” que Rees-Mogg prometeu em seu livro. Descendente de uma antiga família de proprietários de terras da pequena nobreza rural, Rees-Mogg sabia que o globalismo sempre fora o credo das classes tituladas, cuja única lealdade verdadeira é para com suas famílias. A série Harry Potter oferece uma metáfora apropriada para o mundo atual, no qual famílias de elite se movem invisivelmente entre os “trouxas” ou plebeus, comandando silenciosamente as coisas nos bastidores, enquanto se escondem à vista de todos.
Na década de 1990, famílias privilegiadas como a de Rees-Mogg já estavam cansadas de se esconder. Elas ansiavam pelos bons tempos antigos, quando podiam viver abertamente em seus castelos e comandar seus servos. O cientista político de Oxford, Hedley Bull, dirigiu-se a esse público quando previu, em seu livro de 1977, A Sociedade Anárquica, que “os estados soberanos poderiam desaparecer e ser substituídos não por um governo mundial, mas por um equivalente moderno e secular da… Idade Média”.
A previsão de Bull sobre um novo medievalismo encontrou eco nas elites britânicas. Com o colapso da União Soviética, Rees-Mogg e outros de sua classe começaram a celebrar abertamente o fim do Estado-nação e a ascensão de um novo feudalismo. Restaurar a ordem feudal é, na verdade, o verdadeiro e oculto objetivo do globalismo.
Sobre aquela “Conspiração Anglo-Saxônica”
Os elogios extravagantes de Rees-Mogg a George Soros despertaram suspeitas no continente europeu de uma “conspiração anglo-saxônica”. Surgiram novas suspeitas quando se descobriu que o JP Morgan & Co. e sua subsidiária Morgan Stanley eram cúmplices na desvalorização da libra esterlina. Embora nominalmente americanos, esses bancos tinham fortes laços históricos com a Grã-Bretanha.
A principal atividade do JP Morgan sempre foi servir de fachada para investidores britânicos nos Estados Unidos. As ferrovias americanas e outras indústrias foram em grande parte construídas com capital britânico, muito dele distribuído por meio dos bancos do grupo Morgan. Junius S. Morgan — pai de JP — iniciou o negócio da família em 1854, instalando-se nos escritórios londrinos da Peabody, Morgan & Co. e permanecendo na Inglaterra pelos próximos 23 anos.
Os laços da família Morgan com a Grã-Bretanha são profundos. Na véspera da Quarta-Feira Negra, o JP Morgan & Co. apostou agressivamente na queda da libra esterlina. Enquanto isso, seu banco irmão, o Morgan Stanley, concedeu empréstimos maciços a Soros, permitindo que ele fizesse o mesmo.
Diante desses fatos, as alegações de uma “conspiração anglo-saxônica” não parecem descabidas. Parece provável que Soros e outros especuladores estrangeiros tenham apenas servido de fachada para o que, na verdade, foi uma operação de guerra econômica britânica contra o seu próprio banco central.
Como os britânicos recrutaram Soros
Como Roger Cohen observou no The New York Times, George Soros não é um “anglo-saxão”. Então, como ele se envolveu nessa trama anglo-saxônica? O jovem Soros foi recrutado através da London School of Economics (LSE). Lá, ele foi moldado para se tornar uma arma do “soft power” britânico. Em um artigo anterior intitulado “Como os britânicos venderam o globalismo para os Estados Unidos“, expliquei como a Grã-Bretanha usa o “soft power” (sedução e cooptação) para construir redes de influência em outros países.
Segundo o Relatório Estratégico de Defesa e Segurança do Reino Unido de 2015, a Grã-Bretanha se considera “a principal potência branda do mundo”. Os britânicos devem sua posição de liderança, em grande parte, ao seu recrutamento agressivo de estudantes estrangeiros para universidades do Reino Unido, um esforço considerado uma prioridade de segurança nacional, supervisionado pelo British Council, um braço do Ministério das Relações Exteriores.
O Relatório Estratégico de Defesa e Segurança de 2015 observa que “1,8 milhão de estudantes estrangeiros recebem educação britânica a cada ano” e que “mais de um quarto dos atuais líderes mundiais estudaram no Reino Unido”. Após a formatura, esses ex-alunos do Reino Unido são acompanhados de perto pelo Ministério das Relações Exteriores britânico.
De acordo com um documento oficial do governo britânico de 2013, os ex-alunos que parecem destinados a cargos de destaque são incentivados a buscar um “maior envolvimento” com outros ex-alunos do Reino Unido, com o objetivo de formar “uma rede de pessoas em posições de influência em todo o mundo que possam promover os objetivos da política externa britânica…”.
Recrutamento de Modelo
George Soros é um triunfo da estratégia de soft power britânica. Não só ascendeu a uma “posição de influência” após a formatura, como também manteve-se próximo de seus mentores britânicos e promoveu seus ensinamentos. Soros nomeou sua rede de Fundações Sociedade Aberta em homenagem a Karl Popper, seu professor da LSE, cuja teoria de “sociedade aberta” orienta o ativismo de Soros até hoje.
A obra-prima de Popper de 1945, A Sociedade Aberta e Seus Inimigos , é uma defesa filosófica do imperialismo, especificamente do imperialismo liberal britânico, tal como defendido pelos fundadores da LSE. Os socialistas fabianos que fundaram a LSE acreditavam que a expansão britânica era a maior força civilizadora em um mundo que, de outra forma, seria bárbaro.
Em seu livro, Popper defendeu expressamente a conquista imperial como um primeiro passo para eliminar as identidades tribais e nacionais, a fim de abrir caminho para um “Império Universal do Homem”.
“Preconceitos Britânicos”
Soros chegou a Londres em 1947, como refugiado da Hungria ocupada pelos soviéticos. Ele viveu na Inglaterra por nove anos, dos 17 aos 27 anos (agosto de 1947 a setembro de 1956). Após se formar na LSE em 1953, Soros conseguiu seu primeiro emprego no setor financeiro na Singer & Friedlander, um banco mercantil londrino. Soros admite que se mudou para os EUA apenas para ganhar dinheiro. Ele planejava ficar cinco anos e depois retornar à Inglaterra.
“Eu não tinha muita simpatia pelos Estados Unidos”, disse ele ao seu biógrafo Michael Kaufman, em Soros: A Vida e a Época de um Bilionário Messiânico. “Eu havia adquirido alguns preconceitos britânicos básicos, sabe, os Estados Unidos eram, bem, comerciais, grosseiros e assim por diante.”
Sociedade aberta versus sociedade fechada
O desprezo pelos Estados Unidos não foi o único “preconceito britânico” que Soros adquiriu na LSE. Ele também desenvolveu uma forte aversão aos conceitos de tribo e nação, seguindo o exemplo de Karl Popper. Em “A Sociedade Aberta e Seus Inimigos”, Popper ensinou que a raça humana está evoluindo de uma sociedade “fechada” para uma sociedade “aberta”. O catalisador dessa transformação é o “imperialismo”, explicou ele.
Sociedades fechadas são tribais, preocupadas apenas com o que é melhor para a tribo, enquanto uma sociedade “aberta” busca o que é melhor para toda a humanidade. Popper admitiu que as sociedades tribais parecem atraentes à primeira vista. Os povos tribais são fortemente unidos por “parentesco, convivência, compartilhamento de esforços comuns, perigos comuns, alegrias comuns e sofrimentos comuns”.
No entanto, Popper argumentou que os povos tribais nunca são verdadeiramente livres. Suas vidas são regidas pela “magia” e pela “superstição”, pelas “leis”, “costumes” e “tabus” de seus ancestrais. Eles estão presos a uma rotina da qual não conseguem escapar. Em contraste, uma sociedade “aberta” não tem tabus nem costumes, nem tribos nem nações. Consiste apenas em “indivíduos”, livres para fazer ou pensar como bem entenderem.
“Império Universal do Homem”
Popper sustentava que todas as sociedades começam “fechadas”, mas posteriormente se tornam “abertas” por meio do “imperialismo”. Quando uma tribo se torna forte o suficiente para conquistar outras tribos, as sociedades “fechadas” são forçadas a se “abrir” para o conquistador, enquanto o conquistador também se torna “aberto” aos costumes dos conquistados.
“É necessário, creio eu, que o exclusivismo tribal e a autossuficiência só possam ser superados por alguma forma de imperialismo”, concluiu Popper. Os impérios tornam as tribos e nações obsoletas, disse Popper. Eles fornecem um governo único, com um conjunto único de regras para todos. Popper sonhava com um “Império Universal do Homem” que difundiria a “sociedade aberta” por todos os cantos do mundo.
Fruto Proibido
Em muitos aspectos, o Império é mais “tolerante” do que a tribo, argumenta Popper. Povos desvinculados de suas tribos descobrem que são livres para fazer e dizer muitas coisas que antes consideravam “tabu”. Mas há uma coisa que o Império não pode tolerar: o próprio tribalismo. Popper alertou que a humanidade só pode avançar, não retroceder. Ele comparou a “sociedade aberta” a comer do fruto da Árvore do Conhecimento. Uma vez provado o fruto proibido, os portões do Paraíso se fecham.
Você nunca poderá voltar à tribo. Aqueles que tentarem se tornarão fascistas. “Nunca poderemos retornar à… inocência e beleza da sociedade fechada…”, alerta Popper. “Quanto mais tentamos… mais inevitavelmente chegamos à… Polícia Secreta e ao… gangsterismo romantizado. … Não há retorno a um estado harmonioso de natureza. Se retrocedermos, teremos que percorrer todo o caminho — teremos que retornar às bestas.”
Império Socialista
As ideias de Popper não eram originais. Ele estava simplesmente defendendo a doutrina do imperialismo liberal à qual a London School of Economics se dedicava. A LSE foi fundada em 1895 por quatro membros da Sociedade Fabiana, incluindo Sidney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw e Graham Wallas. Todos eram imperialistas convictos, assim como socialistas, não vendo conflito entre os dois. De fato, os fabianos viam o Império Britânico como um excelente veículo para disseminar o “internacionalismo” socialista.
Em um panfleto de 1901 intitulado “Política do Século XX: Uma Política de Eficiência Nacional”, Sidney Webb defendeu o fim dos “direitos abstratos baseados em ‘nacionalidades'”. Rejeitando o que chamou de “fervorosa propaganda da ‘Autonomia’ irlandesa”, Webb condenou qualquer movimento que defendesse o “autogoverno” com base na “noção tribal obsoleta” de “autonomia racial”.
Em vez disso, Webb defendia que o mundo deveria ser dividido em “unidades administrativas” baseadas unicamente na geografia, “independentemente da mistura de raças”, como exemplificado pela “grande comunidade de povos chamada Império Britânico”, que incluía “membros de todas as raças, de todas as cores humanas e de quase todas as línguas e religiões”. Assim, Webb estabeleceu a essência da “sociedade aberta” imperial quase 50 anos antes de Popper.
Socialismo Invisível
Não se sabe se George Orwell era um fabiano, mas ele compartilhava o sonho fabiano de um Império Britânico socialista. Em seu livro de 1941, “O Leão e o Unicórnio: Socialismo e o Gênio Inglês”, Orwell previu que surgiria um “movimento socialista especificamente inglês”, que conservaria muitos “anacronismos” do passado. Esses “anacronismos” acalmariam e tranquilizariam a alma inglesa, mesmo enquanto a sociedade britânica passava por uma transformação radical.
Um desses “anacronismos” seria a Monarquia, que Orwell considerava digna de ser preservada. Outro seria o Império, que seria rebatizado como “uma federação de estados socialistas…”. Orwell previu que um verdadeiro socialismo inglês “demonstraria uma capacidade de assimilar o passado que chocaria os observadores estrangeiros e, por vezes, os faria duvidar se alguma revolução realmente aconteceu”. Apesar das aparências, a Revolução seria real, em todos os sentidos “essenciais”, prometeu Orwell.
“Como uma múmia insepulta”
Num estranho eco de Orwell, Lord William Rees-Mogg também sugeriu que seu novo feudalismo manteria muitas das aparências externas da vida inglesa normal, mesmo enquanto a nação britânica se desintegrava. Em seu livro de 1987, Sangue nas Ruas, Rees-Mogg e Davidson previram que, mesmo depois que os Estados-nação perdessem seu poder e soberania, “as formas do Estado-nação permaneceriam, como no Líbano, assim como a forma do Império Romano foi preservada, como uma múmia insepulta, durante a Idade Média”.
Apesar de sua visão sombria do futuro da Grã-Bretanha, Rees-Mogg continuou a se apresentar como um patriota britânico até o fim. Talvez essa fosse sua maneira de manter as aparências, de ajudar a preservar a “forma” da Grã-Bretanha, “como uma múmia insepulta”, a fim de acalmar e tranquilizar a alma inglesa. Vemos, portanto, que o socialismo “especificamente inglês” de Orwell, no qual até mesmo a Monarquia sobreviveria, parece ter uma estranha semelhança com o novo feudalismo de Rees-Mogg. Seria até apropriado perguntar se são a mesma coisa.
O Soros Imperial
Em 1995, Soros disse ao The New Yorker: “Não acho que seja possível superar o antissemitismo se você se comportar como uma tribo. … A única maneira de superá-lo é abandonando o tribalismo.” Esta não foi a primeira nem a última vez que Soros causou polêmica ao condenar o tribalismo judaico como um fator que contribui para o antissemitismo. Quando Soros fez um comentário semelhante em 2003, ele foi repreendido por Elan Steinberg, do Congresso Judaico Mundial, que retrucou: “O antissemitismo não é causado pelos judeus; é causado pelos antissemitas.”
Para ser justo, Soros estava apenas repetindo o que havia aprendido na London School of Economics. As fundações da Open Society, de Soros, são expressamente dedicadas aos ensinamentos de Popper, que se opõem ao tribalismo de qualquer tipo. Ao rejeitar o tribalismo de seu próprio povo judeu, Soros estava simplesmente sendo intelectualmente coerente. Em termos pessoais, dificilmente posso condenar Soros por sua crítica ao tribalismo judaico, visto que meu próprio pai judeu tinha opiniões semelhantes.
Uma das maneiras pelas quais meu pai expressou sua rebeldia foi casando-se com minha mãe, uma beleza exótica, metade mexicana, metade coreana e católica praticante. Compreendo perfeitamente a relação difícil de Soros com sua identidade judaica. No entanto, percebo nas palavras de Soros um eco preocupante da ideologia imperial de Sidney Webb, uma influência que permeia e define a rede Open Society de Soros em todos os níveis.

Efeito Flautista de Hamelin
Nos meses que se seguiram à Quarta-Feira Negra, a mídia britânica promoveu Soros como uma estrela de cinema, construindo sua lenda como o maior gênio financeiro da época. Lord William Rees-Mogg liderou o grupo. Rees-Mogg e seus associados sabiam que, se um número suficiente de pequenos investidores fosse atraído a acreditar na lenda de Soros, se um número suficiente fosse manipulado para imitar os movimentos de Soros, comprando e vendendo conforme ele aconselhava, então Soros comandaria a multidão.
Ele podia influenciar o sucesso ou o fracasso dos mercados, simplesmente com suas palavras. Em sua coluna no Times de 26 de abril de 1993, Rees-Mogg lançou uma aura mística sobre Soros, retratando-o como um Nostradamus moderno que conseguia enxergar através das “ilusões públicas” até a “realidade” subjacente. Outros jornalistas seguiram o exemplo, repetindo os argumentos de Rees-Mogg como sonâmbulos.
“Por que estamos tão enfeitiçados por esse Midas moderno?”, perguntou o Daily Mail, no tom arrebatador de um amante desesperado. Nem todos acreditaram no mito de Soros. Leon Richardson, um colunista financeiro australiano, acusou Rees-Mogg de tentar transformar Soros em um flautista de Hamelin, para enganar os investidores. “Lord Rees-Mogg elogiou o Sr. Soros, chamando-o de o investidor mais brilhante do mundo”, disse Richardson em sua coluna de 9 de maio de 1993. “Como resultado, as pessoas começaram a observar o Sr. Soros e o que ele faz para ganhar dinheiro.”
O Golpe do Ouro
Quem estava de olho em Soros depois da Quarta-Feira Negra não precisou esperar muito por sua próxima dica de investimento. “Soros voltou sua atenção para o ouro”, anunciou Rees-Mogg em 26 de abril de 1993. A Newmont Mining era a maior produtora de ouro da América do Norte. Soros acabara de comprar 10 milhões de ações de Sir James Goldsmith e Lord Jacob Rothschild.
Se Soros estava comprando ouro, talvez nós também devêssemos, insinuou Rees-Mogg. Nem todos acataram a sugestão de Rees-Mogg. Alguns comentaristas observaram que, enquanto Soros comprava ações da Newmont, Goldsmith e Rothschild as vendiam, o que dificilmente seria um sinal claro de compra.
“Normalmente, quando um executivo vende ações da própria empresa, ele tenta evitar que isso seja noticiado”, comentou Leon Richardson. “Este foi um caso estranho em que o executivo estava tentando obter ampla cobertura da mídia sobre a venda de suas ações.”
No entanto, o Efeito Flautista de Hamelin funcionou. Em 2 de agosto, o preço do ouro havia disparado de US$ 340 para US$ 406 a onça, um aumento de 19%.
“Uma nova forma de ganhar dinheiro”
Muitos na imprensa financeira murmuraram sobre o grau incomum de coordenação entre o The Times, Soros, Goldsmith e Rothschild. “Soros é um enigma…”, disse o London Evening Standard . “Ele nunca elogiou o ouro, mas também não precisava. A imprensa fez isso por ele, com o defensor de Goldsmith, Lord Rees-Mogg, soando o alarme no The Times .”
“Só podemos nos maravilhar com o timing perfeito de Goldsmith/Soros e com a aura cuidadosamente orquestrada do seu espetáculo otimista em prol do ouro”, comentou a revista EuroBusiness em setembro de 1993. “Eles também contavam com um elenco de apoio impressionante: uma mídia que atuava como um coro grego ao som da sua música sobre o ouro.”
David C. Roche, estrategista do Morgan Stanley em Londres, concluiu: “É uma nova forma de ganhar dinheiro, uma combinação de investimento criterioso no ponto mais baixo do mercado e uma jogada de marketing eficaz.”
Jogador de equipe
Apesar de toda a expectativa, a bolha do ouro estourou em setembro, fazendo com que os preços do ouro despencassem. Muitos perderam tudo. Mas Goldsmith e Rothschild lucraram muito, vendendo no auge. Alguns suspeitavam que o objetivo principal da operação poderia ter sido ajudar Goldsmith e Rothschild a obter lucro com suas participações na Newmont, que anteriormente apresentavam baixo rendimento.
Soros, por outro lado, sofreu um grande prejuízo. Quando finalmente se desfez de suas ações da Newmont, teve que vendê-las a um preço baixo. Porque ele fez isso? Porque Soros lideraria um esquema de promoção do ouro que lhe trouxe pouco ou nenhum lucro? Alguns suspeitaram que Soros possa ter sido prejudicado em benefício da equipe. Talvez ele não fosse tão rebelde assim, afinal. Talvez o Flautista de Hamelin fosse apenas um sujeito que seguia ordens.
Profeta ou peão?
No mínimo, a jogada com ouro provou que Soros trabalhava em equipe. Sua imagem de lobo solitário não passava de mais um mito. Quando Soros começou a ser alvo dos holofotes da fama, ele se viu trabalhando com um círculo restrito de investidores britânicos, entre eles, alguns dos nomes mais famosos das finanças globais. Investidores desse nível não “especulam” nos mercados, mas sim os controlam.
O escândalo do ouro revelou que Rees-Mogg, Soros, Goldsmith e Rothschild estavam ligados por uma intrincada rede de relações comerciais. Goldsmith, por exemplo, era diretor da St. James Place Capital, de Rothschild. Outro diretor da St. James Place, Nils Taube, atuava simultaneamente como diretor do Quantum Fund, de Soros. O próprio Rees-Mogg era um amigo próximo de Lord Rothschild, além de membro do conselho da J. Rothschild Investment Management e diretor da St. James Place Capital.
Entretanto, o repórter do Times, Ivan Fallon — que ajudou a divulgar a história da compra de ouro de Soros no Sunday Times , sendo coautor da reportagem original de 25 de abril — por acaso era o biógrafo de Goldsmith, autor de “Billionaire: The Life and Times of Sir James Goldsmith” (Bilionário: A Vida e a Época de Sir James Goldsmith). Tudo era muito aconchegante.
“Gangue de informantes”
“Esse tipo de conexão, essa impressão de uma quadrilha de pessoas influentes, é o que faz com que investidores mais tradicionais ocasionalmente levantem uma sobrancelha quando se trata de Soros”, resmungou o The Observer, em tom de desaprovação. O Observer estava certo. Soros era um “insider” trabalhando com outros insiders. E não havia indicação alguma de que Soros estivesse perto de ser um sócio sênior do grupo.
Soros era um servo, não um profeta; um seguidor, não um líder. Foi por isso que Soros protestou veementemente quando foi condenado por uso de informação privilegiada em 2002, em conexão com o escândalo do Société Générale na França. “É bizarro que eu tenha sido o único considerado culpado quando todo o establishment francês estava envolvido“, reclamou Soros à CNN.
Soros claramente achava que os franceses haviam infringido as regras. Na visão de Soros, quando “todo o establishment” de um país conspira para manipular os mercados, é injusto apontar um único conspirador para ser processado. Afinal, Soros estava simplesmente fazendo o que os outros faziam.
Revoluções coloridas
Ao mesmo tempo em que Rees-Mogg aprimorava a imagem de Soros como o maior guru de investimentos do mundo, ele também promovia as atividades políticas de Soros. “Admiro a forma como ele gastou seu dinheiro”, disse Rees-Mogg em sua coluna no Times de 26 de abril de 1993. “Nada é mais importante do que a sobrevivência econômica dos antigos países comunistas da Europa Oriental.”
Rees-Mogg estava se referindo ao trabalho da fundação de Soros nos antigos estados soviéticos, onde Soros rapidamente ficou conhecido como financiador e organizador de golpes de Estado sem derramamento de sangue, conhecidos como “revoluções coloridas”. Assim como em suas negociações cambiais, Soros não agiu sozinho ao se envolver em operações de mudança de regime. Ele fazia parte de uma equipe.
Soros e os “Atlanticistas”
Em uma série de artigos na Revolver News, Darren Beattie expôs uma conspiração de agentes de segurança nacional dos EUA especializados em derrubar regimes por meio de “revoluções coloridas”. Eles operam por meio de uma rede de ONGs patrocinadas pelo governo, entre elas a Fundação Nacional para a Democracia (NED) e seus dois grupos afiliados, o Instituto Republicano Internacional (IRI) e o Instituto Democrático Nacional (NDI).
Darren Beattie acusa esses grupos “pró-democracia” de orquestrarem um motim contra o presidente Trump. Segundo Beattie, esses agentes “pró-democracia” desempenharam um papel central na perturbação das eleições de 2020, culminando seus planos na chamada “insurreição” do Capitólio, que a Revolver agora expôs como uma conspiração interna orquestrada por provocadores do FBI .
Beattie chama os conspiradores de “atlanticistas”, um eufemismo comumente aplicado a funcionários do Departamento de Estado anglófilos que priorizam os interesses britânicos em detrimento dos americanos. Um desses conspiradores “atlanticistas” era George Soros, de acordo com Beattie.

A Boca que rugiu
Normalmente, quando Soros se envolve em operações de mudança de regime, ele faz de tudo para reivindicar o crédito, assim como fez ao quebrar o Banco da Inglaterra em 1992. Por exemplo, em seu livro de 2003, “A Bolha da Supremacia Americana”, Soros confessou abertamente: “Minhas fundações contribuíram para a mudança de regime democrático na Eslováquia em 1998, na Croácia em 1999 e na Iugoslávia em 2000, mobilizando a sociedade civil para se livrar de Vladimir Meciar, Franjo Tudjman e Slobodan Milosevic, respectivamente.”
Naquele mesmo ano, em uma coletiva de imprensa em Moscou, Soros ameaçou publicamente depor o presidente georgiano Eduard Shevardnadze, afirmando: “Foi isso que fizemos na Eslováquia na época de Meciar, na Croácia na época de Tudjman e na Iugoslávia na época de Milosevic.” Quando Shevardnadze foi deposto em uma revolta em novembro de 2003, Soros reivindicou publicamente o mérito.
“Estou encantado com o que aconteceu na Geórgia e tenho muito orgulho de ter contribuído para isso”, vangloriou-se Soros ao Los Angeles Times em 5 de julho de 2004.
Rede de ex-alunos do Reino Unido
De forma um tanto incomum, Soros não se apressou em reivindicar o crédito pela Revolução Laranja de 2004 na Ucrânia, mas um de seus colegas, Michael McFaul, o fez por ele. “Os americanos interferiram nos assuntos internos da Ucrânia? Sim”, escreveu McFaul no The Washington Post em 21 de dezembro de 2004.
McFaul — que na época era professor associado em Stanford, mas que mais tarde serviu como embaixador na Rússia durante o governo Obama — passou a listar vários “agentes de influência americanos” que, segundo ele, participaram da Revolução Laranja, entre eles a International Renaissance Foundation, que McFaul fez questão de descrever como “financiada por Soros”.
A Ucrânia é um país perigoso e violento, onde agentes estrangeiros correm certos riscos. É difícil entender por que McFaul colocaria deliberadamente em risco Soros e uma série de agentes americanos ao envolvê-los publicamente em interferência eleitoral, a menos que talvez estivesse tentando desviar a atenção de outros participantes que não fossem americanos.
Um desses participantes não americanos foi a Westminster Foundation for Democracy (WFD), um grupo “pró-democracia” do Reino Unido financiado pelo Ministério das Relações Exteriores britânico. A WFD desempenhou um papel crucial na Revolução Laranja. Será que McFaul colocou seus compatriotas americanos em risco para dar cobertura aos britânicos?
Como bolsista Rhodes e graduado em Oxford, McFaul é um ex-aluno do Reino Unido que ascendeu a uma “posição de influência”, exatamente o tipo de pessoa a quem o Ministério das Relações Exteriores britânico recorre rotineiramente para ajudar a promover os “objetivos da política externa britânica”.
A mão oculta da Grã-Bretanha
Um dos chamados “agentes de influência americanos” que McFaul expôs no The Washington Post foi a Freedom House. Conforme revelado em meu artigo anterior, “Como os britânicos inventaram as revoluções coloridas”, a Freedom House foi fundada em 1941 como uma fachada da inteligência britânica, cujo objetivo era pressionar pela entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial e ajudar a Grã-Bretanha a realizar operações secretas contra ativistas pacifistas americanos.
Não há motivos para acreditar que a Freedom House tenha mudado de posição desde então. Descrever a Freedom House como um “agente de influência americano” impõe uma certa tensão à palavra “americano”. A Freedom House exemplifica perfeitamente o tipo de frente anglófila que Darren Beattie chama de “atlanticista”.
Onde está Soros?
Suspeito que o verdadeiro papel de Soros entre os agentes da “revolução colorida” seja semelhante ao seu papel no mundo financeiro. Ele desvia a atenção das operações britânicas reivindicando, em voz alta, o crédito por elas. Então, onde está Soros agora? Por que ele não está se regozijando com a queda do presidente Trump, como fez com Meciar, Tudjman, Milosevic, Shevardnadze e tantos outros? Talvez Soros tenha recebido um telefonema de Londres.
Talvez seus superiores o tenham avisado de que as coisas estavam ficando um pouco complicadas com essas revelações da Revolver. Talvez tenham dito a Soros para ficar de boca fechada.
A USAID financiava Bill Gates, George Soros e o Fórum Econômico Mundial.

































