A NASA, USAID, Nike e o Departamento de Estado dos EUA estão trabalhando juntos numa aceleradora internacional com foco em inovações sustentáveis e bem social. Em 2010, o quarteto fez parceria com a LAUNCH, uma espécie de incubadora de startups que tem se dedicado a solucionar o impacto ambiental, econômico e social dos métodos de fabricação atual até o ano de 2020.

Isso significa numa reformulação dos produtos que usamos todos os dias, e introdução de novos compostos para tomar o lugar dos materiais mais caros e menos ecologicamente sensíveis ao meio ambiente.

Foram escolhidos pelo programa dez empresas inovadoras que participaram de um fórum de três dias na NASA para trocar ideias e colaborar com um conselho de especialistas com o intuito de tornar a sustentabilidade uma norma nas indústrias, incluindo a moda. Conheça as 10 inovações discutidas, e o potencial de mudança que cada uma representa.

1. QMilk : Milhões de litros de leite azedam anualmente e não servem para consumo humano, para solucionar esse desperdício uma empresa alemã criou um tecido maravilhoso que compete com o algodão. A QMilk começou a fabricação de protótipos de uma nova fibra antimicrobiana, resistente a chamas e feita inteiramente de leite.

A fibra super macia é 100% biodegradável, criada apenas com recursos renováveis através da caseína do leite azedo, produz desperdício zero e pode ser usado para fazer roupas e tecidos de decoração.

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2. Geckskin : Adesivos inspirados nas patas de lagartos, mas sem o resíduo. A startup americana projetou o produto para se prender e soltar sobre as superfícies repetidamente, sem perder as suas propriedades adesivas.

Pense nisso como um poderoso velcro, mas que nunca perde sua força. As aplicações potenciais incluem o setor de eletrodomésticos, militar e moda. A Geckskin ainda está em seus primeiros estágios, e vai legar ainda um tempo antes de colocar seu produto no mercado.

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3. Barktex : Couro feito de casca de madeira? É isso mesmo, transformando a casca de árvore num material que lembra couro, o processo envolve a remoção da casca exterior das árvores, absorvendo essas tiras em água e, em seguida, através de um processo composto, transforma as tiras em um material que funciona como couro para as mais diversas aplicações.

O projeto foi concebido para ser de baixa energia, ecologicamente seguro e fornecer emprego a centenas de agricultores em Uganda na África. O objetivo é levar esse modelo para outras partes da África e do mundo em desenvolvimento. O vídeo abaixo mostra o couro de árvore, muito legal.

4. Blue Flower : Uma iniciativa têxtil que visa apoiar e capacitar as mulheres em situação de risco e reduzir o impacto ambiental da fabricação. O fundador da empresa, a designer de moda Eileen Fisher, quer criar cadeias de valor sustentáveis em todo o mundo.

A iniciativa destina-se a ajudar as comunidades pobres a desenvolver de bio-fibras de baixo impacto provenientes de roupas de segunda mão, substituindo a viscose, um têxtil artificial tratado com produtos químicos tóxicos.

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5. Seda artificial de abelhas: Seda bio-sintética produzida através da fermentação dos casulos onde as abelhas estocam o mel. O processo foi criado pela agência de ciência nacional da Austrália, CSIRO, e utiliza bactérias geneticamente modificadas para reproduzir as “teias”, altamente flexíveis que podem ser usadas para tecelagem e tricô, ou enrolados em esponjas, filmes transparentes ou nanofibras.

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6. Ambercycle : Essa startup utiliza micróbios modificados para degradar as garrafas de plástico, como as de refrigerante, tornando a reciclagem do plástico rentável e sustentável. O sistema  reduz o custo da reciclagem e utiliza processos orgânicos sem pegada de carbono. Isso também permite que os produtores possam fazer a reutilização dos plásticos e removê-los dos aterros. A Ambercycle foi uma das selecionadas para a competição Global Change Award da H&M.

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7.  Benigna by Design : Essa startup recolhe e analisa os dados para entender o impacto dos tecidos, e a intenção é mostrar para as empresas como o desgaste têxtil leva à poluição da fibra, e oferecer soluções para o controle de emissões. A Benigna criou um sistema de análise que cientificamente seleciona o material de melhor custo-benefício com o menor impacto ecológico.

O Dr. Mark Anthony Browne, que surgiu com a ideia durante o  seu pós-doutorando na Universidade da Califórnia , diz que seu programa “vai criar tecidos mais eficazes e de baixo custo que poluem menos e tem menos fibras tóxicas … em todo o seu ciclo de vida.”

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8. Ecovative : Imagine uma embalagem totalmente biodegradável e isolante feita de cogumelos? O produto é projetado para servir como um substituto para o poliestireno, um polímero sintético utilizado para produzir produtos prejudiciais ao meio ambiente, tais como copos de isopor e material de embalagem.

As embalagens da Ecovative “podem ser compostadas a baixas temperaturas em pilhas de compostagem doméstica, e elas vão se desfazer naturalmente“, explica o diretor de design, Sam Harrington. Outros usos para o material são sandálias, pranchas de surf e isolamento.

9. BioCouture : Cria materiais sustentáveis através de micróbios, transformando-os em alta costura. O conceito foi criado pelo designer de moda Suzanne Lee, que prevê que a celulose microbiana é um catalisador que pode revolucionar a moda.

A celulose microbiana pode ser cultivada em um balde e utilizada para criar couros biodegradáveis para roupas e acessórios. E, de acordo com sua filosofia “faça você mesmo”, Lee também planeja usar o BioCouture para compartilhar receitas e ferramentas educacionais.

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10. CRAiLAR:  Essa empresa quer tornar o linho competitivo em custos e conforto, com o algodão. Além de sua ampla disponibilidade em todo o mundo, o linho também usa muito menos água, pesticidas e terra para plantio do que o algodão, resultando em emissões de CO2 mais baixas.

O processo da CRAiLAR utiliza menos de 97% da água do ciclo de vida necessária para produzir um quilograma de algodão. O produto final é uma fibra suave e natural que é praticamente indistinguível do algodão, sem o preço elevado.

Você acha que essas inovações podem realmente mudar o mundo? Ou as expectativas delas são um pouco elevadas? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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6 Comentários

  1. Como é importante para desenvolver novas formas de criar materiais que geram contribuição para a nossa própria existência, o meio ambiente, e para a nossa própria evolução, que unem diversos ramos como tecnologia, moda, arte, entre outros, essa é a maneira é gerar mudanças significativas no mundo.

  2. Realmente maravilhoso as inovações tecnológicas que estão surgindo. Isso beneficia não só o meio ambiente como também irá proporcionar a geração de empregos em comunidades carentes. Renato Cunha adorei a matéria e como estudante de moda acredito muito que futuramente poderemos sim diminuir a poluição causada pela indústria da moda , assim como desenvolver novos meios de reutilização de produtos que já estão no mercado. Criando maneiras de minimizar o consumismo desenfreado causado por alguma marcas, e permitindo que empresas que possuem estoques grandes de tecidos que não são mais utilizados, possam ser reaproveitados de alguma maneira.

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